Há ruído e perturbação em torno das notícias que dão conta de potenciais pruridos presidenciais em promulgar a suspensão da ADD. Para além de ser estranho que Cavaco Silva tenha remetido tantas responsabilidades para o Parlamento e depois se mostre com problemas com esta questão, eu lembraria tudo o que ele promulgou sem ter quaisquer veleidades, mesmo quando as desconformidades legais eram óbvias.

A começar por tudo aquilo que colidia frontalmente com a Lei de Bases dos Sistema Educativo, nomeadamente o D.L. 75/2008, entre outros diplomas impostos à força pelo Governo e o ME. Seria interessante comparar a postura com outras situações, caso se confirmasse a infeliz decisão de fazer algo – que não seria inédito – baseado em credos pessoais e não no interesse dos cidadãos envolvidos.

É óbvio que Maria de Lurdes Rodrigues o teve sempre como protector e acompanhante em inaugurações, mas nunca é tarde para a paixão deixar espaço para o sentido institucional.