Isto da campanha eleitoral vai ser uma coisa gira, pelo menos pelos presságios que sopram do lado do PS. A 30 de Março não era necessária qualquer ajuda externa e os problemas resultavam do chumbo do PEC4. A 31 de Março a ajuda externa já é capaz de ser necessária, mas o governo não pode pedir porque é de gestão, mesmo se o presidente e o maior partido da oposição dizem que não se opõem a Constituição não o impede. A 1 de Abril já não foi nada com ninguém e um exército de lacões, silvaspereiras, teixeirasdossantos e assis garantem-no, com estridência, que o mundo estava excelente até deixar de o estar.

A estratégia é simples: estava tudo bem, tínhamos tudo controlado, chumbaram-nos o PEC e o mundo mudou numa semana (os espaços de tempo vão diminuindo, pois há uns tempos o mundo mudara em três semanas (devem ser efeitos do problema de Fukushima) e agora está tudo mal, mas nós não podemos fazer nada. Faça o presidente (?!) ou quem vier a seguir. Porque durante a campanha eleitoral, não se poderá dar o braço a torcer de forma alguma.

A estratégia tem alguns problemas para quem não é completamente míope: durante a campanha eleitoral este tipo de pastilha chegará para obscurecer a realidade?

  • Que a imensa dívida a pagar entre Abril e Junho, para a qual é capaz de ser necessária a tal ajuda, não foi contraída em Março.
  • Que, se ganharem as eleições (bater três vezes na madeira), terão de fazer alguma coisa e não podem fingir que nada aconteceu.