Na área do PSD são bastantes e só um cego não vê que a suspensão da ADD foi um espinho que se lhes cravou. Pedro Marques Lopes – que na SICN faz as vezes de porta-voz do novo PSD para as jovens gerações engomadas – é um adorador de Maria de Lurdes Rodrigues. Já o repetiu publicamente diversas vezes e foi vê-lo no lançamento do livro, com ar embevecido.

Há uns dias, Paulo Rangel teve um ataque de amnésia em relação ao seu passado como líder parlamentar do PSD e decidiu criticar uma medida que ele próprio tentou patrocinar em finais de 2008.

Hoje, de forma sibilina, é Nogueira Leite que aparece a desejar que Belém entrave a promulgação da suspensão da ADD.

Comum a todos estes vultos do PSD é um evidente desconhecimento dos temas da Educação (quando PMLopes abre a boca sobre o tema é uma sucessão imensa de lugares-comuns e quanto a Nogueira Leite é mesmo o vazio) ou então uma assinalável incoerência (não foi a Paulo Rangel que estenderam tapetes vermelhos em alguns ambientes anti-ADD?).

O que nos pode indiciar isto? Que no PSD muita gente tem a mesma animosidade aos zecos e o mesmo desejo de implementar uma avaliação do desempenho a todo o custo que tem o PS que está no poder. E isto deve servir-nos de aviso para o futuro. Porque as geografias variáveis destas figuras é sempre fluída e não dá para termos confiança no que dizem, quando sabem que não tem consequências.

Se em Nogueira Leite, enfim, nunca tive grandes esperanças, já quanto a Paulo Rangel existe um não-sei-quê de desânimo, ao confirmar que em tempos foi um encavalitado que andou a colher os louros que alguns ingénuos lhe colocaram.

No meu caso, ao contrário de algumas línguas frígidas que muito me criticaram, há muito que só acredito em actos e factos, para além do que me diz a minha intuição nos dias de nevoeiro cerrado. Ao menos quando disse que algo se iria passar, não cuspi para o ar, actividade que acho desnecessária.

Agora o que se passará em Junho, em matéria de ADD e reorganização curricular, após eleição de um novo governo? São prognósticos que, neste momento, é muito difícil fazer. Sei lá o que se pode passar então, com os jogos de poder que se farão no rescaldo de 5 de Junho?

Até porque, como alternativa ao Bloco Central ou à AD versão 17.0, o Louçã já apelou à União das Esquerdas e, nesse caso, seria o Império do Eduquês a dominar no ME.

Esperemos para ver.

O São Tomé, tal como o Velho do Restelo, mereciam mais posters nas paredes do que o Bibas.