Quinta-feira, 24 de Março, 2011


Linkin Park, Waiting for the End

Noticiário das 20h00

Declarações de Pedro Duarte, que indiciam uma proposta de ADD externa, e o meu contributo (em versão curta) a partir dos 2’35”.

a força da razão é o fim desta avaliação

Indecente é a partir dos 2.08, pá!

Esforço? Consenso?

Bem… eles diz que teve o acordo da esmagadora maioria das organizações sindicais…

Espera-se contraditório firme.

O modelo, todo jeitoso, é o nosso João Francisco.

Há que ser perfeitamente claro: a suspensão desta ADD é um bem em si mesmo e não estou muito preocupado com o contexto, com os aproveitamentos, com isto ou aquilo.

Apesar de estar bastante protegido em relação aos seus efeitos (não era relator e não concorri a nenhuma classificação de mérito, pelo que me limitei a ir esperando que fenecesse…), não sou cego, surdo ou insensível aos danos que ela agravava no ambiente das escolas.

Quem ignorar isso, deve repensar a sua posição.

Sei que surgirão disparos, tanto de abrantinos e jugulares, como de sectores do PSD que idolatravam MLR como uma nova Leonor Beleza. Existirão mesmo remoques por parte daqueles que queriam a ADD suspensa ou eliminada mas às suas mãos e não de outros.

Ora… para mim isso não interessa nada.

A ADD tem minado o clima de trabalho das escolas, tem quebrado laços de camaradagem, pulverizou solidariedades. Sem quaisquer ganhos para o trabalho com os alunos.

Para além disso, estava a ser feita para nada, pois como afirmei e repito, os alunos em nada estavam a beneficiar com isto. Não há progressões no horizonte e houve cortes salariais. Apenas deveres, sacrifícios.

Era necessário que se desse um sinal de esperança a toda a classe docente. Que eles merecem mais do que ataques, ofensas, desconfianças. Esse passo pode estar prestes a ser dado, fechando um ciclo demasiado mau para ter durado tanto tempo.

Amanhã pode ser o início de uma nova fase neste processo que, contudo, deve ter um período de nojo durante a campanha eleitoral. Mesmo que apareçam princípios muito belos e propostas muito atraentes, é bom que se perceba que isto só deve ser tratado a sério com um novo Governo, num ambiente negocial apropriado, sem ceder a extremismos histriónicos e aplicando-se de forma gradual: definição do modelo, formação dos avaliadores, implementação progressiva.

Não é coisa para anos sem fim, mas não se faz em seis meses. Dois anos (2011-13) será o tempo certo para as fases acima indicadas. A partir daí generalização do modelo, depois de corrigido e aperfeiçoado.

E, de uma vez, é bom que os parceiros que venham a estar envolvidos optem pela transparência de processos. Em todos os sentidos.

Vá lá que compensa a desafinação galopante com o gozo…

Nem outra coisa seria de esperar.

Educação: PCP também propõe revogação da avaliação docente e vota “favoravelmente” diplomas de PSD e BE

Estimo por demais a Ana Drago para comentar, com tom acerado, as recentes declarações que fez há pouco sobre a mudança de posição do PSD sobre a ADD.

«Não há nada como eleições no horizonte»

Bloco de Esquerda vai votar a favor da proposta do PSD para revogação da avaliação dos professores

Por mim, tranquilizaria a Ana da seguinte forma:

  • Os professores têm, neste momento, um longo tirocínio de esperanças frustradas e enganos. Já sabem como se defender.
  • As promessas que vierem a ser feitas em período pré-eleitoral não devem ser ouvidas como mais do que isso: promessas. Seja da parte de quem for.
  • Se for necessário, se se sentirem defraudados, uma parte importante dos professores voltará ao que tem feito de há anos para cá, mesmo sem enquadramento organizacional e com a certeza de não mudar de camisola, que é a da docência e da Educação.
Projecto de Lei 575/XI
Suspensão do actual modelo de Avaliação do Desempenho de Docentes. [formato PDF]
Autoria
2011-03-24 |  Entrada
2011-03-25 |  Discussão generalidade

De acordo com um boato de fonte credível, pelo menos na área da DRELVT, os formadores das acções sobre classificação de exames estão a ser contactados acerca da sua disponibilidade para que a formação em causa seja deslocada dos sábados para a segunda semana da interrupção lectiva da Páscoa.

PSD quer suspender avaliação de professores já amanhã

O PSD apresentou hoje um projecto para suspender o modelo de avaliação dos professores. O diploma será debatido e votado amanhã na Assembleia da República, e poderá travar, dois dias após a queda do Governo, uma das medidas mais polémicas entre a classe docente.

O diploma determina a revogação dos artigos do Estatuto da Carreira Docente (ECD) relativos à avaliação de desempenho, bem como do decreto-regulamentar que regula o sistema de avaliação dos professores.

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PSD propõe revogação da avaliação dos professores, diploma é votado na sexta-feira

Claro que reler este post e respectivos comentários, poderia fazer com que algumas pessoas engolissem os dentes e as próteses.

EU Bailout Looms as Portugal Government Collapses

Portugal’s Prime Minister Jose Socrates has resigned after the country’s parliament rejected his latest package of austerity measures. His move makes it more likely that the cash-strapped nation will have to ask the European Union for a bailout.

O problema:

Uncertain Times

During this time, however, Portugal’s government will need to borrow more money. From now until June, some €9.2 billion ($13 billion) of sovereign debt needs to be refinanced on the markets, of which €4.2 billion is due in April alone. Borrowing, however, might become unbearably expensive for the transitional government.

The death of Sócrates

IN IRELAND a bail-out by the euro zone’s rescue fund helped to force the government into calling (and losing) an early election. In Portugal an early election may force the government into accepting a bail-out. The question is: which government?

Tonight’s defeat of the minority Socialist government, led by José Sócrates (pictured), in a parliamentary vote on austerity measures—the fourth such package in 12 months—triggered his prompt resignation as prime minister. But it also created a political vacuum in which nobody may have enough authority to negotiate a bail-out.

Few doubt that Portugal is close to the moment when it has no alternative but to seek assistance from the European Financial Stability Facility (EFSF), the euro-zone’s bail-out fund. But economists say that the crisis increases the chances that Portugal will need EU funds soon. Commerzbank predicts it will “increase pressure on Portugal to accept EFSF aid over the coming days”.

The austerity measures, which included a special tax of as much as 10% on pensions above €1,500 ($2,110) a month, were drafted with input from the European Central Bank and the European Commission as an “additional guarantee” that Lisbon would meet its fiscal targets. But Pedro Passos Coelho, leader of the centre-right Social Democrats (PSD), the main opposition party, refused to support them because they were aimed at “the most vulnerable”.

The PSD has a big lead in the opinion polls. And unlike Mr Sócrates, who has fiercely resisted a bail-out, Mr Passos Coelho is ready for one. That is because, as Antonio Garcia Pascual of Barclays Capital says, the PSD might not feel that it has much to lose from a bail-out if, as seems likely, the blame falls on Mr Sócrates’s government instead.

It now falls to Aníbal Cavaco Silva, Portugal’s conservative president, to sort out the immediate future. The general election he is likely to call cannot legally be held for a minimum of two months; it will probably not happen before mid-June. Mr Sócrates would normally expect to stay in office as a caretaker (he was due to attend this week’s EU summit in Brussels, for example). But his powers to negotiate are limited. So Mr Cavaco Silva might call on all political parties to form an interim coalition. Or he could appoint a transitional non-party “technical government”.

O problema de quem, pela Europa, vai decididndo estas coisas é que parece não perceber que isto não se resolve impondo medidas contra a opinião da maioria da população, com base em postulados meramente teóricos.

Que expressão tão coisa. Só isto deveria ser uma razão para Sócrates ter mandado rejeitar o Acordo:

Premiê português renuncia após veto à proposta do governo de ajuste fiscal

AnarcoDemocracia:

Portugal desgovernado

Nova Direita:

Demissão de José Sócrates

O Cachimbo de Magritte:

O terramoto “Sócrates”

Papa-Açordas:

Acto final. Sócrates demite-se e acena com o perigo da ajuda externa

Raposas a Sul:

TAYLOR & SÓCRATES: O DESENCONTRO

The Dudeman Post:

Sócrates pediu demissão – Será que o País ganhou?

Recolha do Livresco.

Um pouco, mas ouvir o Miguel Relvas e o Santos Silva, de manhã, no noticiários das 9 horas, deixou-me obnóxio.

Parece que continuamos na parlapatice.

Quando A Oposição É Maior Do Que O Governo,  Deve Governar A Oposição

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