Quarta-feira, 23 de Março, 2011


The Stranglers, Something Better Change

Arrancá-lo ao poder foi apenas a primeira fase e foi demorada, dolorosa e parecia que não aconteceria.

Mas…

A verdade é que, em gestão, ainda lá está e com muitos cordelinhos nas mãos.

Há agora toda uma segunda fase que vem depois da passagem da maioria absoluta para maioria relativa em 2009 e  que deve continuar até o reduzir, juntamente com a camarilha que se foi sucedendo na luz (vitalinos, silvaspereiras, lacões, vitais, júdices, marinhos, não esquecendo os abrantinos blogosféricos e todos aqueles que adesivaram rosa e agora irão adesivar laranja) ou na sombra (coelhos, vitorinos, soares) uma evidente minoria.

Essa é uma fase complicada a vários níveis. Quer porque a criatura já mostrou que tem os fôlegos de um valeazevedo, quer porque há cuidadosas propostas a escrutinar e opções a fazer.

Hoje foi só o princípio de uma nova etapa da nossa vida colectiva. Resta saber usá-la.

(c) Maurício Brito (com mochos do Luís Guerreiro)

Todos os líderes dos partidos da oposição fizeram bons discursos. Um pouco melhor Portas, que conseguiu manter aquela pose firme e hirta de estadista sério do princípio ao fim. Um pouco pior Louçã, com aquele ar sempre meio enervado. Jerónimo de Sousa e Passos Coelho ponderados e estruturados.

Agora Assis, a precisar de alguma coisa que o acalme e que o faça deixar de repetir o mesmo.

… mas a guerra continua.

NA RTPN, o melhor (Adelino Maltez, saudando que Portugal seja notícia na Europa por ter a democracia a funcionar) e o pior (Marina Costa Lobo, a lamentar que um governo de gestão não possa «tomar as decisões que o país precisa!» demonstrando o que é uma politóloga nada comprometida com a situação…).

Na SICN, Costa Pinto sem arestas e Luís Delgado a desdramatizar o próximo Conselho Europeu, no qual não parece que o nosso mundo vá acabar por ter sido chumbado o PEC4.

NA TVI24, não reconheci os falantes, nem tive direito a legendas. Diziam coisas banais, não se perde muito.

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