Sábado, 19 de Março, 2011


El Guincho, Bombay

poesia concreta

pós-soneto

[Augusto de Campos]

Crisantempo

[Haroldo de Campos]

(c) João Esteves

Arranja-se sempre uma razão para comprar mais umas coisas. Desta vez são as representações literárias do feminino no Estado Novo.

Pintur-As 

O Bichano volta ao ataque

  • Não perdemos.
  • Não sofremos golos.

U.S. launches first missiles against Gadhafi forces

Tripoli, Libya (CNN) — French, British and American military forces made good Saturday on international warnings to Libyan leader Moammar Gadhafi, using fighter jets and cruise missiles to hammer military positions.

U.S. Tomahawk missiles have landed in the western area around Tripoli and Misrata, a senior Defense Department official said Saturday.

Earlier, French fighter jets deployed over Libya fired at a military vehicle Saturday, the country’s first strike against Gadhafi’s military forces, who earlier attacked the rebel stronghold of Benghazi.

Prime Minister David Cameron said late Saturday that British forces also are in action over Libya. “What we are doing is necessary, it is legal and it is right,” he said. “I believe we should not stand aside while this dictator murders his own people.”

Já comprei o envelope de Correio Azul Internacional. Ou pode ser por mail? Fax???

«Não estou disponível para governar com o FMI»

Há 40 anos. Roberto Carneiro a director interino, António Borges a administrador, Adelino Amaro da Costa a editor.

… para ver se me deixam de chatear…

… e quero lá saber se quase ninguém perceber do que estou a falar…

Não se percebe se é ignorância, preguiça ou má-fé pura e dura o que leva Sousa Tavares a, de forma recorrente, mentir sem pudor acerca de diversos assuntos, com particular tom acintoso para com os professores.

Há um par de teorias. Não as vou comentar.

Apenas transcrevo parte da sua crónica de hoje no Expresso:

Você sabia que os professores recebiam 25 euros por cada exame corrigido? Eu não, vejam lá a minha ingenuidade: estava convencido de que isso fazia parte das tarefas normais de um professor, as quais ele desempenharia com o brio de quem quer saber o resultado do seu trabalho ao longo de um ano.

Este curto excerto contém dois erros factuais de palmatória, qualquer deles de fácil verificação, se MST não fosse um cronista que engravida pelos ouvidos com qualquer coisa que lhe forneçam (foi ele que confessou a semana passada que ofendera os promotores da manifestação à rasca porque não verificara os factos que lhe forneceram, não estou a difamar ninguém!), não se preocupando com o modo como lesa terceiros.

Vou destacar os erros pela ordem inversa por que aparecem nestas linhas, dando de barato que MST não distingue corrigir de classificar.

  • Os professores não corrigem os exames dos seus alunos, mas sim exames de alunos que não conhecem e que lhes são fornecidos em situação de anonimato. Para isso, os professores deslocam-se, por regra, a escolas que não a sua para recolherem e entregarem os exames em causa, fazendo um número variável de quilómetros, não raro várias dezenas. Este ano, isso agravou-se com uma pseudo-formação obrigatória que chega a ser “dada” a centenas de quilómetros. MST mente, portanto, nesta matéria. Não há meias palavras: mente. Os professores não vão, ao classificar exames, saber o resultado do seu trabalho. Vão saber o resultado do trabalho de alunos de outros professores. Isto é assim há décadas. Por mero acaso, soube que os meus exames de 12º ano tinham, há quase 30 anos, ido para a norte do Douro para classificar.
  • Mais o mais grave é atribuir um pagamento que nunca existiu: 25 euros por exame! MST volta a mentir, pois o diploma em vigor e que foi revogado (despacho 8043/2010 de) determinava que:

2 — Os professores que asseguram a classificação das provas de exames nacionais do ensino secundário referentes ao ano lectivo de 2009 -2010 têm direito à importância ilíquida de €5 pela classificação de cada prova.

Claro que aquela cabecinha deve ter ouvido 5 euros, mas baralhou-se todo e pensou que eram 5 contos. Não é difícil reconstituir certos percursos mentais simplistas. Nem mesmo ele terá achado que 5 euros seria pagamento apresentável. Logo passou para 25 euros (=5 contos) e escreveu a asneira que o Expresso publicou sem dramas nenhuns, pois fact-checking é coisa que cá não existe. Nem no semanário de referência do regime.

Perante isto, pensava eu que, vejam lá a minha ingenuidade, estava convencido de que isso [verificar factos que se usam para acusar terceiros] fazia parte das tarefas de um articulista, as quais ele desempenharia com o brio de quem quer saber que o resultado do seu trabalho ao longo de umas horas não passa de uma deturpação da verdade.

Não sou classificador de exames – tenho sido de provas de aferição, sempre sem remuneração – mas acho que quem o tem sido deveria escrever para o Expresso e exigir um desmentido claro e inequívoco de mais esta barbaridade do muito bem remunerado MST.

Quanto ao próprio, o desprezo intelectual pela baixeza de processos chega!

Reunião com jantar de uma dezena de bloggers com Pedro Passos Coelho. Introdução ao evento e elenco dos participantes pelo João Gonçalves no Portugal dos Pequeninos. Como bom outsider da blogosfera política lisboeta, eu conhecia os presentes pela metade, na melhor das hipóteses.

Dois pontos a favor, logo à cabeça: o local e a companhia à minha esquerda, a ex-deputada Marta Rebelo, surpreendente pelas afinidades gastronómicas (ao que deu para observar fomos os únicos a comer carne, tirando o próprio PPC , pois a direita e  a esquerda  jugular foram mais peixinho e molhos coiso, bem como o gosto afim nas sobremesas, tendo ela pedido a gulodice que os meus 90 e muitos quilos desaconselharam).

Dois pontos a favor no durante: a garantia de que o PEC4 chumbará no Parlamento, com o voto contra do PSD, e que deve ser desta que vamos para eleições. A garantia, ainda, que por iniciativa do PSD, ADD será suspensa antes do final do ano lectivo, num pacote que incluirá um projecto de resolução sobre as linhas orientadoras de um novo modelo. Foi-me explicado – quando fiz a pergunta pura e dura do malfadado corporativismo docente – que não seria um projecto de lei para uma nova ADD, pois alguns dos seus aspectos acarretam uma alteração da legislação em seu redor (não deu para perceber se será um novo ECD…).

Tendo eu reforçado com bastante clareza que não haverá reformas na Educação capazes de mobilizar os docentes enquanto esta ADD estiver em vigor, foi dada a garantia que, pelo que ao PSD diz respeito, desta vez haverá uma linha de rumo consequente e não a indefinição (eu chamaria zigue-zague) do passado e que esta ADD não pode continuar. Como quando começo a falar, já depois de alimentado na base do leitão crocante e de um tinto muito, muito bom, para não falar nas entradas que não explorei devidamente, procurei ainda que se percebesse que os efeitos desta ADD devem ser igualmente suspensos.

E pronto, falou-se de outras coisas (o desvario das Finaças Públicas, a Justiça, a Saúde, as lei laborais, etc, etc), mas fica aqui  desde já o  relato essencial do que mais motivou a minha presença: abaixo com este Governo e esta ADD.

 

Relato n ‘O Estado da Educação:

Foi na Amora: mais um protesto público

From: Gabinete Comunicação [mailto:gab.comunicacao@me.gov.pt]
Sent: 18 March 2011 20:26
Subject: Nota à Comunicação Social – Ministério da Educação

Nota à Comunicação Social

A classificação das provas de exames é uma actividade pedagógica muito exigente que implica especialização e rigor tendo em conta os efeitos que os resultados dos exames têm no percurso escolar dos nossos alunos.

O Ministério da Educação (ME) salienta o empenho, o profissionalismo dos docentes que, ao longo dos anos, têm estado envolvidos nesta tarefa. Importa aprofundar a qualidade do desempenho dos docentes nesta actividade, criar um quadro de estabilidade constituindo uma bolsa de classificadores assente num programa amplo de formação, com a duração de quatro anos, e que envolve cerca de 6000 docentes, em todo o país.

Esta formação, financiada pelo ME e disponibilizada aos professores que a frequentam é acreditada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua, e é considerada para efeitos de avaliação do desempenho docente, desde que concluída com aproveitamento.

A classificação dos exames faz parte integrante das funções dos docentes não sendo passível de remuneração adicional.

Para a classificação das provas, que em cada fase terá a duração máxima de 10 dias, os professores usufruem de uma dispensa de 16 dias.

Por razões logísticas e ambientais, a formação foi concebida no sentido de reduzir o recurso ao papel, única razão pela qual foi sugerido o uso de computador pessoal na formação. Esta decisão de utilizar o computador fica naturalmente ao critério dos docentes.

As deslocações dos professores classificadores, quer do ensino público quer do ensino particular e cooperativo, realizadas e a realizar no âmbito da formação bem como do processo de classificação serão pagas (ajudas de custo e transportes) nos termos da legislação em vigor.

O ME tem em conta o sentido de responsabilidade e de empenho profissional dos docentes e garante que o período de exames decorrerá, como habitualmente, com toda a normalidade.

As sessões de formação já realizadas decorreram, de acordo com o previsto, com a participação activa e interessada dos formandos que nelas participaram.

Lisboa, 18 de Março de 2011.

o gabinete de comunicação

Gab.comunicacao@me.gov.pt

Um post para ir balanceando o que se passa. Passei pela fase inicial do agrupamento das hostes. Pareceu-me que vai ser de boa dimensão. Uma coisa que não será à rasca, mas certamente desenrascada. Desculpem o trocadilho, mas dormi pouco e a modos que estou assim.

Hoje Dia do Pai, dia de lhe fazer as vontades, vá de passear por uns alfarrabistas alfacinhas.

Depois, e para além dos updates da manifestação da CGTP e dos ecos da Amora, o relato de alguns detalhes do jantar, ontem, de uma dezena de bloggers com Pedro Passos Coelho, iniciativa sobre a qual foi pedida a não divulgação prévia, mas não do conteúdo.

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