Sexta-feira, 18 de Março, 2011


Snow Patrol, Open Your Eyes

Divirtam-se.

Sindicatos e actualidade política  – estarei eu errado?

1. Porquê este texto? Primeiro, porque acredito na imprescindibilidade de ter sindicatos sérios, e não alguém que nos represente tanto como Maria Antonieta representava o povo francês. Em segundo lugar, por incrível que isto possa parecer,  quero continuar a acreditar que os sindicatos, assim se desnudem de cassetes e aprendam a pensar contemporaneamente, afinal estamos na época do I Pod, são regeneráveis – do mesmo modo que não sou anti-político, mas exijo renovação na reflexão política contemporânea, sob pena de nos entregarmos ao ‘entre a espada e a parede’, entre um neo-liberalismo em rosa ou laranja (tanto se me dá!) ou rosa + laranja (cruz credo!) e o descalabro que se vem apoderando da esquerda na qual me situo, por falta de reflexão interna crítica, modelos e grandes gestos (não peço heroísmo, mas coerência).

2. Depois de um memorando e de um acordo que não consegui digerir ou compreender (como a maior parte dos professores), esta nova face sindical de autêntica indiferença (dir-se-ia, colaboracionista), ilusionisticamente recheada de pequenas festividades de faz que faz, para enganar o olho; como essa, espantosa, de um balanço no terceiro período quando a ADD está a ser ultimada (!), tornou-se-me, de súbito extremamente clara.

3. Claro que eu mantenho que, numa lógica de contra poderes, os sindicatos são indispensáveis e não abdico da sua importância em democracia.

Mas, atenção, não sindicatos que ajuízam o momento político, de acordo com estratégias políticas que não são as dos seus representados,  mais do que as reivindicações legítimas e urgentes dos seus associados. Passo a explicar: todos sabemos porque é que os sindicatos pouco ou nada têm feito e, hoje, Carvalho da Silva deixou claro: eles não querem deixar cair Sócrates.

Na velha lógica de sempre do Pc, infelizmente, trata-se de engolir o sapo porque senão vem aí o Passos. Isto, seja qual for a razão que possam ter, não é representação, mas um jogo de ancas político, para além de  um péssimo regime alimentar.

Não me venham com merdas, já passou o tempo em que ‘vinha aí o fascismo’. Passos será em muitas coisas pior, não tenho muitas dúvidas, mas eu não engulo sapos. Entre a sertã e o lume a diferença é inútil: frita-se de qualquer maneira. Eu quero o Sócrates e comandita fora e já. Depois, cá estamos, preparados para fazer a vida dura ao Passos se for preciso.

Agora, esse tique de uma geração mais velha ou precocemente esclerótica  e acomodada de acabar sempre a apoiar as merdas do ps por medo do que virá a seguir, não me diz absolutamente nada.

Em democracia , naturalmente, uns entram e outros saem, e, apesar dos índices de corrupção,  estamos em civilizada democracia. Depois, felizmente, o voto já não é o único momento de participação política.

Mas os veteranos do sindicalismo, ancorados em 75, não querem perceber a legítima vontade dos seus representados, que estão fartos de jogos e danças políticos – que deverão ser apanágio de partidos e não de sindicatos. Associados esses, que o que querem é o fim desta merda e a defenestração de Sócrates na Assembleia,  já.

Entre o lobo que nos abocanha e esgarça a garganta e o que olha de longe, eu prefiro o que ainda olha. Se tiver com quê, há que eliminar primeiramente o lobo que me mata. O resto vê-se depois e a seu tempo. E é isso que exijo ao meu sindicato, verticalidade, estatura, representação e não ilusionismo político em que nós sejamos meros peões.

Não, sobretudo, sindicatos que, com medo do lobo que espreita, se tolham perante o desfiar da nossa ensanguenta garganta. É que respirar, não sei se percebem, torna-se difícil, quando, dentes fincados, trazemos um lobo dependurado na garganta.

Mas isto é apenas uma reflexão que pretende levantar questões difíceis enquanto os lobos se distraem.

Carlos Marinho Rocha

Debt, Austerity and How to Fight Back

Tomem lá atenção a estas cláusulas do acordo proposto pelo GAVE:

SEGUNDA
De acordo com as funções referidas na cláusula primeira, compromete‐se a frequentar o programa de formação de professores classificadores, acreditado pelo Conselho Científico‐Pedagógico da Formação Contínua e organizado anualmente pelo Primeiro Outorgante.

(…)

DÉCIMA TERCEIRA
O presente acordo cessa por caducidade após a data referida na cláusula primeira. As partes contraentes podem fazer cessar o acordo por assentimento mútuo, desde que o façam por documento escrito, com indicação expressa das obrigações eventualmente subsistentes. O incumprimento, por qualquer das partes, dos deveres resultantes do presente acordo confere à outra parte o direito de cessação do mesmo. O acordo caduca sempre que ao Primeiro Outorgante seja atribuída a classificação de insuficiente no programa de formação a que se refere a cláusula segunda.

Perante isto há dois caminhos:

  • Não cumprir os deveres, o que pode levar à cessação do acordo.
  • Solicitar o seguinte, como fez uma colega nossa:
Ex.ma Dra. Ana Fialho
Depois de leitura atenta do contrato, venho por este meio solicitar que me seja enviada cópia do formulário para fazer a avaliação do 1º outorgante, o Gabinete de Avaliação Educacional, uma das condições previstas para a cessação do contrato por mútuo acordo.
Grata pela atenção.

Ana Mendes da Silva

Deixem-se de pré-anúncios de intenções!

Câmaras ‘rasgam’ acordos da Educação

O vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Campos, garantiu ontem na Assembleia da República que muitas autarquias preparam-se para ‘rasgar’ os contratos de transferência de competências assinados com o Ministério da Educação, por não suportarem os custos.

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