Quinta-feira, 17 de Março, 2011


Interpol, Obstacle

só se elimina o idiota sem idiotas

Poema Y Antes Que El Olvido Nos de Antonio Cisneros

 

Lo que quiero recordar es una calle. Calle que nombro por no
nombrar el tambo de Gabriel
y el pampón de los perros y el pozo seco de Clara Vallarino y
la higuera del diablo.
Y quiero recordarla antes que se hunda en todas las memorias así
como se hundió bajo la arena del gobierno de Odría en el año 50.
Los viejos que jugaban dominó ya no eran ni recuerdo.
Nadie jugaba y nadie se apuraba en esa calle, ni aun
los remolinos del terral pesados como piedras.
Ya no había hacia dónde salir ni adonde entrar. La neblina o el sol
eran de arena.
Apenas los muchachos y los perros corríamos tras el camión
azul del abuelo de Celia.
El camión de agua dulce, con sus cilindros altos de Castrol.
Yo pisé entonces una botella rota. Los muchachos (tal vez) se
convirtieron en estatuas de sal.
Los perros (pobres perros) fueron muertos por el guardián de la
Urbanizadora.
Y la Urbanizadora tenía unos tractores amarillos y puso los
cordeles y nombró como calles las tierras que nosotros no
habíamos nombrado.
(También son sólo olvido.)

Lo que quiero recordar es una calle. No sé ni para qué.

[Antonio Cisneros]

inqualificável

  • Sócrates (=PS?) quer continuar como está, a fazer o que entende, decidindo quando lhe apetece, desenrascando-se sempre entre chantagens, bluffs e acordos. Até agora tem funcionado. Tem do seu lado o timorato Cavaco que, embora muito palavroso, só em caso de maldição maia demitirá o Governo e dissolverá o Parlamento, convocando eleições antecipadas. Mesmo que isso aconteça, ou que o Governo caia no Parlamento, Sócrates já avisou que se recandidatará. Portanto, qualquer cenário alternativo, de um PS sem Sócrates a curto/médio prazo é apostar na pileca anémica, pois o que há mais é costas seguras na reserva.
  • O PSD de Passos Coelho quer chegar ao poder, mas tem receio de ser penalizado caso seja responsabilizado por estar na origem da crise política. Dos lados de Belém e de um PSD na sombra, surgem animosidades diversas, avisos à navegação e um sopro geral destinado a impelir tudo para um Bloco Central, com ou sem sidecar (leia-se, CDS). Por outro lado, há a tentação de deixar o PS de Sócrates fazer a maior parte dos estragos e enterrar-se tanto, que o trabalho posterior seja mais simples, assim como uma vitória nas eleições. A indefinição tem tanto de táctico, como de temor reverencial pelas chispas de Belém, embora isso possa ser visto como falta de audácia e coragem em assumir responsabilidades.
  • À direita do PSD, resta ao CDS manter-se ali em redor dos 8%, para se tornar um interessante aliado de governação e conseguir uma janela de acesso ao Orçamento, apesar da evidente animosidade de Belém. Nunca Portas terá tido tantos anticorpos na Presidência, nem quando andava atrás dos negócios de Macau no Independente.
  • À canhota do PS temos uma dupla que, para além do campeonato da 2ª circular da esquerda, tem alguns dilemas complicados para ultrapassar. Afirma não querer estas políticas, mas receia que o Governo caia e o papão da Direita vença. Mas sabe que Sócrates não cederá à esquerda e fará, em matéria económica e financeira, os acordos todos à direita. Portanto, é uma ilusão pensarem que alguma coisa se mexerá desse modo. Também já sabem que apostar num PS sem Sócrates para uma aliança alargada de esquerda não é possível, porque ele não desgruda. Logo, com o Governo que está nada feito. Mas eleições antecipadas dificilmente significarão um cenário favorável pois, mesmo crescendo eleitoralmente (o que é de esperar, atendendo à conjuntura), a esquerda pode perder no seu conjunto ou, mesmo ganhando, não existir a hipótese de um acordo com o PS.  O PCP por causa do seu programa mais ortodoxo, o Bloco porque haveria demasiados egos para os poleiros disponíveis. Pelo que, nem querem que caia, nem querem que coiso.
  • Perante isto, temos um Presidente a enviar recados ao PS para mudar de rumo (sem quaisquer efeitos), ao PSD para não se precipitar (e eles vão obedecendo), na tentativa de conseguir uma pasteloso Bloco Central que abafe os protestos mais radicais da esquerda e, se possível, da própria direita. No fundo, Cavaco quer que PS e PSD recriem aquele espaço que ele próprio ocupou há 20 anos, mas não quer que exista alguém a, individualmente, o conseguir. O que implica que, por meio dos remoques mais ou menos explícitos, trabalhe implicitamente para que o Governo não caia e se faça uma aliança mais ou menos formal ao centro.

Resumindo: isto é um país político três degraus abaixo do pântano e muitos, muitos mais, abaixo do rabo do bobby.

Assim é que é: um jovem com prospectivas de carreira.

Encontrado no Corta-Fitas, graças a uma indicação da Ana Silva.

Cara Drª Ana Fialho (GAVE)

Na sequência do e-mail que me enviou no dia 10 de Março de 2011, a informar-me de que, no âmbito do processo de constituição da Bolsa de Professores Classificadores dos Exames Nacionais do Ensino Secundário, fui seleccionado para desempenhar as funções de classificador, e de que terei de frequentar a acção «Questões de fiabilidade na classificação de respostas a itens de construção no contexto da avaliação externa das aprendizagens», creditada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua, a decorrer nos dias 25 e 26 de Março de 2011, no horário das 9H00/13H00 e 14H30/18H00, integrado na turma HCA5, em lugar a indicar – hoje fiquei a saber que é em Setúbal –, venho por este mesmo meio solicitar esclarecimentos sobre o seguinte:

1. uma vez que sou obrigado a frequentar a acção de formação supracitada e que o local onde ela vai decorrer se localiza a cerca de 300 quilómetros do meu local de residência e de trabalho, quais são as ajudas de custo – para deslocações, alojamento e alimentação – que me vão ser dadas?

Nota: a minha esposa, professora de Português, foi igualmente convocada para a mesma acção de formação, nos mesmos dias e às mesmas horas em Albufeira (Algarve) e a nossa família possui apenas um automóvel, a resposta a esta primeira questão – para sabermos se vamos e como vamos – é da máxima urgência.

2. uma vez que, contrariamente ao que me informou no e-mail, a Direcção da escola a que pertenço não sabe esclarecer “Qualquer dúvida decorrente deste processo” – aliás, ela mostrou-se surpreendida com tal pedido de esclarecimento, pois não recebeu informação oficial sobre os professores envolvidos nestas acções de formação e desconhecia o conteúdo dos e-mails enviados aos professores –, pergunto: isso é normal ou terá havido algum extravio da comunicação entre o GAVE e a Direcção?

3. uma vez que o GAVE se achou no direito de dispor do meu tempo pessoal, exigindo-me o sacrifício de um sábado, considero ser de elementar justiça não só o pagamento dos custos referidos em 1., como, também, de horas de trabalho extraordinário em dia de descanso complementar.

Agradecendo a sua melhor atenção e/ou dos serviços do GAVE, fico, assim, a aguardar resposta que peço, e espero, que seja o mais célere possível.

Com os meus cumprimentos,

J. C.

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