Sexta-feira, 11 de Março, 2011


O que pretenderão os idiotas alavancar desta feita? Que eu receba o meu salário em forma de dívida? , morram longe, senão ficam já aqui!

Anaquim, As Vidas dos Outros

Miguel Relvas tem «carinho» por «Geração à Rasca»

Portas defende legitimidade da «Geração à Rasca»

Olhó encavalitanço fresquinho. A delegação do PSD é de ir ás lágrimas… Ao menos a do PCP ainda é fotogénica…

Juventudes partidárias vão à manif

Juventude Socialista vai faltar e justifica a ausência por se tratar de um protesto de um movimento apartidário

Vários jovens deputados e representantes de juventudes partidárias vão juntar-se às manifestações do movimento «Geração à Rasca» que decorreram no sábado, em todo o país.

A deputada Rita Rato do PCP, Duarte Marques da JSD e José Gusmão do BE confirmaram já a presença no protesto. Já a Juventude Socialista (JS) refere, de acordo com a Lusa, que não vai estar presente em nenhum dos pontos onde se concentrarão as manifestações, por se tratar de um movimento apartidário.

Pedro Alves, presidente da JS defende que «não deve haver uma partidarização» e faz ainda uma critica ao dizer que o movimento está a ser «contaminado com agendas próprias» pelos partidos. No entanto, refere que alguns militantes do partido podem aderir ao movimento, visto que o movimento defende ideais comuns à estrutura e porque «não é um protesto contra ninguém» e por ser «uma tomada de consciência colectiva».

Duarte Marques afirma que estará presente na manifestação para apoiar as «500 mil pessoas, entre desempregados e em situação precária» e disse ainda que será acompanhado pelos deputados Leitão Amaro e Pedro Rodrigues do PSD.

Interessante (e transgeracional) no Expresso.

Coordenador demitido de funções volta à escola, directores de Coimbra reuniram de emergência e assinaram um documento de apoio a Ernesto Paiva.

Plataforma dos sindicatos dos professores prepara o plenário de professores no Campo Pequeno do dia 12 de Março.

Já perceberam agora o que foi fazer o engenheiro à Alemanha?

Actualização anual do PEC garante défice de 2% em 2013

O Governo anunciou as principais linhas de orientação da actualização do Programa de Estabilidade e Crescimento, antecipando esta apresentação «para que não haja a mínima dúvida sobre a determinação» de Portugal em reduzir o défice orçamental para 4,6% em 2011, afirmou o Primeiro-Ministro José Sócrates em Bruxelas à chegada para as cimeiras da UE sobre a margem Sul do Mediterrâneo e da área do euro. O Ministro de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos, apresentou a actualização do PEC, que inclui a redução da despesa em pelo menos 5,3 pontos percentuais do PIB em 2011, e de 2,4 p.p. nos dois anos seguintes. No conjunto dos próximos três anos, o crescimento da receita será cerca de metade da redução da despesa.

A antecipação das linhas de orientação do PEC destina-se a «reforçar a posição de Portugal» na cimeira da área do euro, garantindo a continuação da redução do défice: «A execução orçamental está a correr bem – para não dizer muito bem -, em Janeiro e Fevereiro», recordou o PM.

TOMADA DE POSIÇÃO SOBRE O MODELO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

Os professores do Agrupamento de Escolas Carolina Beatriz Ângelo – Guarda, em reunião geral realizada no dia 22 de Fevereiro de 2011, analisaram e discutiram o actual modelo de Avaliação de Desempenho Docente (ADD) tendo colocado um conjunto de preocupações que, individualmente ou em pequenos grupos, têm surgido à medida que a operacionalização da ADD tenta ser implementada.

Da reflexão ocorrida, os professores abaixo assinados consideram que:

  • O actual modelo de ADD não tem, ao contrário do apregoado, qualquer carácter formativo ou de reconhecimento do mérito não contribuindo, assim, para a valorização pessoal e profissional dos docentes;
  • O mesmo se alicerça num conjunto de premissas que devido à sua incongruência, subjectividade e complexidade técnica tornam o modelo praticamente inexequível:

– A inexistência de formação para os relatores que permita minimizar as imensas dificuldades que existem em avaliar docentes (tarefa para a qual ninguém foi, até hoje, preparado, quer na formação inicial, quer na formação contínua). Uma coisa é avaliar as competências dos alunos, outra, bem distinta, é avaliar, entre outros aspectos, as competências técnico-científico-pedagógicas dos professores;

– A complexidade de todo o sistema, assente em 4 dimensões, 11 domínios, 5 níveis, 39 indicadores e 72 descritores, sendo que alguns destes são imprecisos, incongruentes entre si, confusos e tão pouco objectivos que apenas contribuem para confundir avaliador e avaliado (indicadores há que nem sequer possuem qualquer descritor…) e tornar o processo subjectivo;

– A possibilidade de avaliado e avaliador serem concorrentes às mesmas vagas, uma vez que, até esta data, não existe legislação que defina as quotas de Excelente e de Muito Bom para os diferentes intervenientes no processo;

  • · Não foram ainda publicados todos os normativos que permitam que seja “…garantido ao docente o conhecimento de todos os elementos que compõem o procedimento de avaliação do desempenho.” (artº 11º, nº 3, do Dec. Reg. Nº 2/2010, de 23 de Junho):

– Desconhecem-se as vagas para progressão ao 5º e 7º escalão e a distribuição de quotas para as classificações de mérito, nomeadamente tendo em conta a avaliação externa das escolas;

– Existem dúvidas não completamente esclarecidas pelos serviços regionais e centrais do Ministério (por exemplo, os docentes que foram objecto de avaliação intercalar, com observação de aulas, não podem, agora, ter aulas assistidas… no momento em que as observações ocorreram, isso era desconhecido o que pode vir a condicionar a classificação final dos referidos docentes);

  • Tem um carácter excessivamente complexo e burocrático que pode relegar o trabalho dos docentes com/para os alunos para um plano secundário;
  • Está a provocar um crescente mal-estar entre os docentes uma vez que as situações referidas anteriormente potenciam um ambiente de trabalho negativo e indesejável.

Pelo atrás exposto, os signatários manifestam a sua total discordância com o actual modelo de avaliação e exigem ao Ministério da Educação a sua imediata suspensão. Mais exigem que, em simultâneo, a tutela desenvolva um amplo debate sobre a Avaliação dos Professores que possibilite a definição de um modelo justo e exequível, que evite burocracias desnecessárias e não colida com o funcionamento normal das nossas escolas e que, de uma vez por todas, promova e dignifique os professores e a escola pública.

Guarda, 22 de Fevereiro de 2011


Professores dividem-se entre manifestação dos sindicatos e da “Geração à Rasca”

… é de solidariedades paternalistas, encavalitanços oportunistas e apoios hipócritas.

Eu explico-me com um pouco mais de detalhe: em coerência com o que já escrevi sobre as lutas e manifestações de professores, defendo que, antes de mais ajuntamentos generalistas, os protestos devem ter a sua coerência e identidade próprias, os seus protestos, o seu programa, as suas reivindicações. Só assim é possível reforçar um espírito forte de grupo e partir para outro tipo de convergências e alianças.

Assim como os seus promotores não devem instrumentalizar ou ser instrumentalizados.

Utopia, eu sei.

Até porque adivinho para amanhã, um desfile de veteranos das lutas, daqueles com imensas medalhas a descaírem da farda de combate, generais de batalhas imensas e refregas mil, a darem a sua caução à nova geração guerreira, apresentando parabéns aos jovens (assim como o Mário Soares apadrinhou sérgiosousaspintos no passado) lutadores

Nada e mais atrofiante do que este tipo de apoios, por parte de quem também tem feito longamente parte do problema, à esquerda e à direita.

O apelo e apoio ao papel dos jovens – como se viu no recente discurso presidencial – é muitas vezes uma mera estratégia de cooptação e incorporação da rebeldia e revolta numa qualquer forma de mainstream do sistema vigente. Seja puramente situacionista ou mais ou menos oposicionista.

Por isso, acho que a manifestação dos “à rasca” deve ser isso mesmo: um protesto claro, com raízes geracionais, que não deve ser instrumentalizado por nenhuma gerontocracia (mais mental do que necessariamente de idade no BI) que sente a necessidade de demonstrar o seu monopólio sobre a distinção entre as lutas legítimas e as outras.

À Esquerda, à Direita ou ao Centro.

Amanhã, deve ser respeitado o direito daqueles que se sentem parte da geração à rasca se manifestarem e exprimirem o seu protesto. Não deve ser dia para encavalitanços e photo-ops. Sim para a manifestação de solidariedade, não para a busca de protagonismos à conta de causa alheia.

… até porque acho que a fasquia está colocada muito baixa pela Fenprof. Acredito sinceramente que, no mínimo, se deveriam esperar 20.000 amanhã, a caminho da 5 de Outubro.

Como parece ser claro, apesar de concordar com grande parte do caderno reivindicativo da iniciativa e de lá irem muitas amigas e amigos, não faço a mínima intenção de andar por perto.

A razão essencial passa por ter voltado a não confiar um quark na elite que decidiu, marcou e convocou o evento, atendendo aos antecedentes. Levei o barrete duas vezes, não levo três. Primeiro, entenderam-se em memorando, depois acordaram quanto aos princípios. Não sou católico e mesmo que fosse já tinha gasto as duas faces.

Pode parecer estranho, mas espero mesmo que aqueles que vão lá, imbuídos de esperança e crença e não por automatismo, dêem por bem empregue o seu tempo.

Mas, amigo não empata amigo, como alguém disse… e eu concordo.

11.Março.2011

Período Roubalheira Em Curso

Já conhecia o Sfar, mas o grafismo não me atraía muito. Desconhecia esta séria. É uma delícia.

Pescado no Aventar:

Comunicado do grupo 1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política

Vimos esclarecer o seguinte:

1 – O grupo “1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política”, ainda NÃO tornou pública qualquer iniciativa de rua.

2 – O grupo “1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política”, NÃO está de forma alguma ligado à organização do protesto “geração à rasca.

Enquanto movimento livre e espontâneo de cidadãos, este grupo desde a 1ª hora se solidarizou com o protesto, divulgando e incentivando os seus membros participarem da manifestação do dia 12 de Março

3 – Email “Chegou a Hora”

A mensagem de correio electrónico de 30 pontos que tem circulado nos últimos dias no ciberespaço NÃO É um manifesto do grupo “1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política”.

É um documento criado por iniciativa de um membro do grupo, num acto voluntário e espontâneo. Mas NÃO É de forma alguma vinculativo dos objectivos a que este Grupo se propõe.

4 – O ÚNICO MANIFESTO publicado até à data pelo grupo “1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política”, é o que segue:

Um milhão na Avenida Liberdade porque:

(continua…)

 

Saiu hoje no Diário da República, o mesmo que publica diplomas já revogados..

Já aqui tinha aflorado o conceito do acagachado. Mas numa visão mais plural do seu conteúdo, pode aplicar-se a quem receia a sombra do dia anterior.

Cavaco queixa-se de “interpretação distorcida” do seu discurso

O Presidente da República sugere a todos os cidadãos de “boa fé” uma leitura integral do seu discurso de tomada de posse.

“Alguns pretenderam realizar uma interpretação abusiva ou distorcida das minhas palavras, pelo que sugiro a todos os cidadãos de boa fé que façam uma leitura integral do discurso”, lê-se numa mensagem do chefe de Estado colocada quinta-feira à noite na página do Facebook de Cavaco Silva.

Eu – raios! – li o discurso todo e sei bem o que lá está escrito. Claro que o discurso não existe no ar, no vácuo, mas num dado contexto político, social e económico. Se o presidente Cavaco Silva não recebeu nenhum briefing sobre o que se passa no país, será melhor repensar as suas assessorias. Ou ler jornais. Acho que a Belém chegam de borla. Tomara eu…

… dos livros sobre a avaliação do desempenho docente. Eu sei que é uma oportunidade de negócio, mas… será que estes colegas… também andaram pelas manifestações… também assinaram moções?

Nas livrarias, começam a aparecer e, para o caso de falharmos, chegam os anúncios por mail.

Na outra versão da ADD, também aconteceu isto. Em alguns casos, pela pena de quem se tinha insurgido contra aquilo que…

A educação não é a chave do sucesso económico

Os empregos eliminados pelos computadores não são os manuais, mas os que envolvem rotinas. Estudar, como ter assistência médica, é um direito, mas não resolve o problema do desemprego.

(continua…)

Por questões de respeito para com grandes amigas e amigos que por lá andarão, não comentarei notícias como esta. Pelo menos até domingo, quando se fizer o balanço & contas. Por enquanto, espero que tudo corra bem. A sério.

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