O PSD não quer ser Governo já. Há quem queira deitar a mão ao que ainda resta do bolo, mas há que deixar o PS levar isto mesmo até ao fundo. Há ainda uma certa esquizofrenia entre os que querem chegar lá depressa e os que querem chegar para ficar lá bastante tempo.

Vai ganhando esta última facção.

No Parlamento, Miguel Macedo é a imagem de um PSD sereno, todo bem educado, capaz de umas picadelas aqui e ali, mas nada de feridas graves. A moção não era deles. Foram desconvidados da festa pelos promotores, pelo que ficaram também na posição confortável de dizerem que censuram, mas não com estes maus modos da Esquerda Puritana. Logo, abstêm-se.

Na segunda rodada de intervenções, um mais precipitado Pedro Duarte introduziu a questão dos professores e do seu desemprego daquela forma oportunista que se lhe reconhece há uns anos, ao parecer que assado, mas depois frito.

Foi esquisito porque, tendo o Parlamento suspendido a reforma curricular, Pedro Duarte falou como se ela fosse avançar na mesma, mais mês, menos mês.. O que saberá ele? Que o PSD se absterá num projecto que seja apoiado pelo PS e CDS, que confluirão como no Estatuto do Aluno? É verdade que Sócrates se encrespou muito com o par pedagógico em EVT, mas é sempre possível uma daquelas soluções insonssas de compromisso em que o Armani e o Rosa & Teixeira descobrem (in)esperadas afinidades.