Quarta-feira, 9 de Março, 2011


Chromeo, Hot Mess

Si un invité meurt inopinément ches vous, ne prévenez sutout pas la police. Appelez um taxi et dites-lui de vous conduire à l’hôpital avec cet ami qui a un malaise. Le décès sera constaté en arrivant aux urgences et vous pourrez assurer, témoin à l’appui, que l’individu a trépassé en chemin. Moyennant quoi, on vous fichera la paix. (Amélie Nothomb, Le Fait di Prince)

Será que já chamaram o táxi?

Juiz Carlos Alexandre grava mensagem polémica no telemóvel

O juiz de instrução criminal, Carlos Alexandre, entregou no seu local de trabalho, o Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), o respectivo telemóvel de serviço. O magistrado judicial explica que a insólita decisão deveu-se a dificuldades “orçamentais”. As razões são indicadas numa também insólita mensagem que o juiz gravou no telemóvel agora desligado.

“Por motivos de limitações orçamentais que me foram assinaladas, tomei a decisão de entregar ao sr. secretário geral do TCIC o telemóvel de serviço, que me estava confiado, a partir de hoje, dia 9/03/11”. O juiz, que tem em mãos alguns dos processos mais mediáticos da justiça portuguesa, diz ainda que “oportunamente” indicará ”um telefone pessoal para contacto”. E agradece.

… quando os professores andaram pelas ruas a tentar fazer ouvir a sua voz, sem letargia nenhuma? É nesta parte que me apetece recorrer aos palavrões, mas sempre com respeito pela dignidade presidencial.

A nossa sociedade não pode continuar adormecida perante os desafios que o futuro lhe coloca. É necessário que um sobressalto cívico faça despertar os Portugueses para a necessidade de uma sociedade civil forte, dinâmica e, sobretudo, mais autónoma perante os poderes públicos.

O País terá muito a ganhar se os Portugueses, associados das mais diversas formas, participarem mais activamente na vida colectiva, afirmando os seus direitos e deveres de cidadania e fazendo chegar a sua voz aos decisores políticos. Este novo civismo da exigência deve construir-se, acima de tudo, como um civismo de independência face ao Estado.

(…)

É altura dos Portugueses despertarem da letargia em que têm vivido e perceberem claramente que só uma grande mobilização da sociedade civil permitirá garantir um rumo de futuro para a legítima ambição de nos aproximarmos do nível de desenvolvimento dos países mais avançados da União Europeia.

O problema com Cavaco Silva é que para ele – e para outros, não é caso único, pois à esquerda há parecido – há bons e maus sobressaltos, más e boas letargias. Se forem colégios privados geridos pela Igreja a queixarem-se, ele acha o sobressalto muito bom, mas se forem os professores das escolas públicas a queixarem-se, já é mais pela letargia.

À maior mobilização de sempre de uma classe profissional, o presidente Cavaco Silva respondeu inaugurando obras do governo, qual secretário de Estado, com a ministra Maria de Lurdes Rodrigues pelo braço.

A um sobressalto cívico ímpar na nossa história recente, respondeu com uma colagem total ao status quo. Fez umas declarações esotéricas, fez-se de falso orelhão e esteve do lado da domesticação do protesto. Será que foi a assustada lembrança do buzinão?

E é aqui que a porcaria se retorce sempre toda e não apenas ao rabo.

Ou há moralidade ou se sobressaltam todos…

Será demagogia ou DIREITO À INDIGNAÇÃO?

Sócrates:”Presidente pode contar com cooperação institucional leal”

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