Colegas,

Depois de ouvir o “chilique” da nossa querida, sorridente, aventureira e pau-mandada ministra sobre o aumento da despesa com a cessação da vigência do decreto-Lei sobre a reorganização curricular, fiquei com vontade de escrever uma ou duas coisinhas.

Reparem no que afirma Isabel Alçada:

-“Naturalmente o facto de existirem medidas que melhoram o currículo irá naturalmente (… ?)  implicar uma alteração no número de horários que as escolas disponibilizam”.

E eu pergunto:

– Que raio de lógica da batata é que essa senhora consegue utilizar para criar a relação directa “melhoria curricular = redução de horários de professores”?

Mas pergunto mais:

– Que espécie de pensadores está na 5 de Outubro que, para justificar afunilamentos, congelamentos e reposicionamentos absurdos da nossa carreira, necessitam de inventar um modelo de avaliação que não lembra nem ao Diabo, nem aos seus filhos e nem às suas gerações chifrudas seguintes?

– Que tipo de políticos e sindicalistas temos nós que, para poupar umas coroas e fazerem de conta que negoceiam, são capazes de fazer acordos que levarão, caso não façamos nada, à devastação total do tão fundamental clima de paz nas nossas Escolas?

Sim: NOSSAS ESCOLAS!

– Porque para a maioria destes políticos, teóricos da poltrona-gasta e alguns dignos representantes, Escola é algo por onde passaram certo tempo, fartaram-se de lá estar… e pretendem nunca mais voltar!

Sabem de uma coisa?

– Eu é que ando mesmo farto disto tudo!

Estamos em tempos de vacas magras?

– CARAMBA! (Preferia utilizar um palavrão tipo PORRA, mas não convém…)

Mas será assim tão difícil cortar no supérfluo?

Será assim tão difícil fazer melhores investimentos do que em Magalhães e quadros inter(in)activos (já para não falar em TGVs e submarinos)?

– Será assim tão difícil DIZER A VERDADE, assumindo que é necessário cortar nas despesas sem ter que, para isso, passar a imagem para a opinião pública de que estão “a pôr na linha os malandros dos professores”, esses tipos “que nunca foram avaliados” – como tantas vezes disse publicamente o tipo que só fax-ao-domingo?

Olhem, colegas, se me permitem:

Vem aí esta interrupção lectiva do Carnaval.

Pois descansem. Recuperarem energias.

– E voltem com a vontade de dizer, de uma vez por todas, NÃO a toda esta vergonha!

 

Voltem com a vontade de gritar, bem alto:

– Eu tenho ORGULHO de SER PROFESSOR… E NÃO HÁ NINGUÉM QUE MO TIRE!

Maurício Brito