Há coisas sobre as quais me é quase penoso escrever. Uma delas é ver a forma como alguns grupos de colegas contratados se agarram à ADD como se dela pudesse depender o seu emprego no próximo ano. em alguns grupos – com destaque para EVT – é a última (e ilusória) esperança. Mas também em outros grupos, a situação é similar. Os mais vulneráveis, os que mais vão sofrer, são aqueles que mais se estão a esforçar por fazer o que um sistema inumano deles exige em troca de nada.

É cruel, demasiado cruel e quem manobra os números nos gabinetes do ministério das finanças deveria sofrer pesadelos diários com isso. As pessoas não são meros indicadores estatísticas. Têm vidas, têm (tinham) projectos de carreira, têm famílias, tem emoções e sentimentos. São feitas de carne, sangue e tudo aquilo que faz todos nós. Vê-los a serem precipitados para um abismo é algo que choca.