Vai-se falando – mesmo assim muito pouco – das falhas, por vezes graves, nas obras apressadas da Parque Escolar para as comemorações do centenário da República.

Há não muito tempo pediram-me se arranjava exemplos de escolas onde as coisas não andassem a correr bem, mas mais do ponto de vista dos encargos com as despesas fixas que a gestão das escolas tem de suportar por causa das intervenções da PE.

Mas, pelo meio de uns casos, surgiu uma situação que não foi agarrada e que considero bem mais complicadas: numa Secundária do Grande Porto consta que a pressa foi tamanha em ter a obra acabada a tempo da visita do nosso primeiro engenheiro que não foi feita – ou devidamente feita -a limpeza final da obra, nomeadamente no que a ventilações e poeiras diz respeito.

Vai daí e começaram a surgir problemas entre docentes, funcionários e alunos. Problemas respiratórios, ardor nos olhos e na garganta em algumas salas. Não sei se a situação ainda se mantém com a gravidade que me foi então descrita, mas seria interessante saber até que ponto não há outros casos do mesmo género, em que muito foi sacrificado ao calendário e conveniências da propaganda.