Esta noite falava ao telefone com um elemento de uma direcção presente na Casa da Alfândega, que me disse bem composta de presenças. Dizia-me essa pessoa que dificilmente se revia nas críticas que lê na caixa de comentários do Umbigo, no que aos órgãos de gestão diz respeito. Dizia-me que o trabalho é muito, a pressão enorme e que é difícil fazer muito melhor e que no seu caso sentia injustiça nas críticas até ao dia de hoje. Até ao dia de hoje porque, embora não subitamente, terá constatado que muitas críticas, afinal, se justificam. É pena. Porque hoje poderia ter sido dado um passo importante para a união das escolas face aos atropelos externos. Não adianta sem exigir, assim, apenas. E depois, a certa altura de uma vida e carreira, um telefonema de um secretário de Estado (que na Educação, por estes dias, fica uns degraus abaixo do antigo auxiliar de ministro) só pode ser razão de júbil ou emoção quando a vida vai fraca.