… que em breve vos deve estar para ser oferecida.
Porque este país é muito generoso, a cada 10 de Junho, na distribuição de reconhecimentos do Estado a todos e mais alguns, desde que isso sirva como uma espécie de cooptação simbólica por parte do regime.
Por outro lado, fazer uma belíssima canção que capta o espírito de uma época (e esta é belíssima, não apenas pelo conteúdo, mas igualmente pela forma, distinguindo-se de abrunhices como uma pérola do pechisbeque) é diferente numa democracia, por imperfeita que seja, de uma ditadura, por dissimulada que seja.
Numa ditadura, identifica-se o prevaricador, vai-se lá a casa, malha-se nele, proíbe-se a cantoria e sorte terá o coitado se não for parar a uma bastilha qualquer local.
Mas a obra pode vir a servir de música e fundo a uma revolução, se tudo correr bem. Numa democracia não é assim. A cantoria da rebeldia acaba quantas vezes no panteão da fancaria.
Numa democracia, convida-se o rebelde para eventos, recomenda-se, caso ainda não tenha comenda, buscam-se afinidades e convívios, sorri-se e estende-se a falsa mão, esvaziando-se o significado de um hipotético hino que muitos (por acaso, sempre me levantou muitas reservas, enquanto o despejavam aqui nas caixas de comentários) adoptaram como verdadeiro grito de contestação. No final, temos o rebelde a elogiar o putativo objecto da insatisfação.
Portanto, e porque muito estimo e gosto dos Deolinda, espero que não cedam à tentação quando os convidarem para actuar aqui ou ali com cachet generoso ou quando as honrarias oficiais começarem a espreitar à esquina. Quando isso acontecer, tudo aquilo que poderia(m) ter significado, torna-se um balão vazio, tocado pela mancha do lamaçal que tão bem denunciaram.
Há sereias com muitas formas e doces são os seus apelos. Não as deixem roubar-vos o canto em troca de remuneração. Porque este canto é vosso, não deixem que se apropriem dele.
Fevereiro 6, 2011 at 12:23 pm
e os Deolinda talvez agradeçam o conselho…mas não sei se precisarão dele…
Fevereiro 6, 2011 at 12:36 pm
“Imagine(m)”, por Mário John Lennon Crespo.
Um dia destes está no desemprego…mas lá coragem tem!
Imaginem
00h30m
Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.
Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.
Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.
Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.
Imaginem remédios dez por cento mais baratos.
Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.
Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos.
Imaginem que país seremos se não o fizermos.
Fevereiro 6, 2011 at 12:44 pm
Poder ser..mas pode não ser…fui também..
http://zebedeudor.blogspot.com/2011/02/musica-nostalgica-da-carraca-noir-desir.html
Fevereiro 6, 2011 at 12:57 pm
E o seu direito a “tratar da vidinha”?
E os filhos para criar?
E a vaidadezinha pessoal por serem reconhecidos pelo “establishmen”?
E há limites para se sobreviver ao poder de quem tem, como modo de vida, transformar a dos outros em
“esquizofernia” e se comprazer em vê-los “esquizofenecer”.
É uma questão de tempo.
Haverá
Fevereiro 6, 2011 at 12:59 pm
Fevereiro 6, 2011 at 1:00 pm
interessante na canção dos Deolinda é que tem duas faces, sendo que uma delas é de crítica directa à tal geração adiada. É visivel aqui: “Sou da geração sem remuneração e não me incomoda esta condição.”
E mais ainda aqui:
“Sou da geração casinha dos pais/Se já tenho tudo, pra quê querer mais?”
Por isso antes de mais esta é uma geração que tem de olhar para si própria antes de olhar para a geração grisalha que a está a esmagar (porque está mesmo). Tem depois disso de votar e de se organizar, porque esta é uma questão geracional, apesar desta evidência assustar muita gente. É a geração dos seus Papas que montou este Pais tal com ele é. É esta geração grisalha que saiu à rua pela redução de salarios mas não pelo aumento na carga fiscal ds recibos verdes. Conspiração grisalha está em marcha mas admitamos: é uma conspiração fácil de executar face à dormência dos atingidos…
Fevereiro 6, 2011 at 1:04 pm
Eu cá sou de Ciências e às vezes tenho dificuldade de interpretação, mas eu acho que esta canção dos Deolinda tem duas interpretações.
Para além do que já foi dito também critica essa geração de jovens que quer estar em casa dos pais….ou não?
Fevereiro 6, 2011 at 1:10 pm
Fevereiro 6, 2011 at 1:17 pm
Fevereiro 6, 2011 at 1:37 pm
É curioso as opiniões que se vão formando com a notícia de hoje do ” C.M. ” sobre as futuras iniciativas dos profs.
Há de tudo, como diz o ditado:cada cabeça, sua sentença!
Fevereiro 6, 2011 at 1:38 pm
Fevereiro 6, 2011 at 1:42 pm
# 7
“Eu cá sou de Ciências e às vezes tenho dificuldade de interpretação”.
Lol…
Seria bom que os nossos alunos não andassem por aqui.
Fevereiro 6, 2011 at 1:45 pm
Li este post e lembrei-me de quando, há uns bons anos atrás, quiseram fazer do Rui Veloso o canconetista do regime.
A Comissão dos Descobrimentos até lhe encomendou um álbum, salvo erro o “Auto da Pimenta”, o mais fraquito da sua carreira.
O rapaz andou meio embaído com as honrarias e só mais tarde percebeu o papel de parvo que lhe tinham destinado.
Fevereiro 6, 2011 at 1:48 pm
gostei muito dessa “estranha” interpretação de que os jovens até gostam de viver assim e dos conselhos dos velhos iluminados para que os jovens olhem para os seus umbigos. Gostei porque sou jovem, nunca vou ter os privilégios blindados e cimentados como os velhos iluminados, vou herdar dívidas e gostei principalmente porque quando a minha geração começar a recambiar directamente todos os iluminados velhos para os lares pestilentos, os velhos, na sua iluminação vão poder falar uns com os outros e encontrar entretenimento. A insensibilidade com que a geração actual trata os jovem será retribuída devidamente dentro de alguns anos.
Fevereiro 6, 2011 at 1:54 pm
Os insultos começaram com a estória da geração rasca…agora vai por aí…com uma geração que “comeu tudo”. Geração ou grup0?
Fevereiro 6, 2011 at 2:06 pm
#7
maria, a mensagem desta canção é a que está sintetizada(de forma lúcida) no “post”.
Esta canção é um verdadeiro espelho da época que estamos a atravessar:
– os jovens estudam, especializam-se, cumprem o seu empenhado papel de cidadãos e, depois, apercebem-se de que não passam de verdadeiros escravos(“…para ser escravo é preciso estudar…”)
A canção é também um grito de sentida revolta contra o presente que impossibilita a criação de um futuro digno que permita a realização pessoal e profissional dos jovens:
– “… filhos, marido, estou sempre a adiar…”
Quando se canta:
-“Sou da geração casinha dos pais/se já tenho tudo para quê querer mais” ,
pretende-se,igualmente, criticar todos aqueles que consideram que isso basta para a realização pessoal, para a concretização dos sonhos dos jovens.
Estamos, em meu entender, no plano da ironia…
…porque a casa dos pais não é o futuro:
– não lhes dá emprego;
– não permite a realização profissional;
– não permite a necessária liberdade e independência para a construção de outros afectos essenciais à realização pessoal/à felicidade individual (marido e filhos).
Finalmente, quando se canta:
-“…já não posso mais” estamos perante a tomada de consciência de que é preciso fazer alguma coisa para que “A parva”(ironia,de novo) dê ” a volta” ao actual estado em que o mundo(o país)se encontra.
Só ouvi(não li o texto), mas é esta a minha leitura.
Fevereiro 6, 2011 at 2:20 pm
As novas regras vão fazer com que os jovens tenham metade da reforma que teriam para que esta geração actual não sinta dificuldades. Não é insulto porque os jovens são educados e não insultam os pais, mas é importante que se note que esta e outras medidas que “só se aplicam aos jovens” (novos contratos, novas carreiras…) não passaram despercebidas. Não há revolta porque os jovens são educados e não se revoltam contra os pais, mas a insensibilidade que nos foi transmitida pela geração anterior naturalmente será retribuída quando os velhos por inutilidade se tornarem um peso para a sociedade. Não por maldade, mas por racionalidade económica de quem está habituado a tomar decisões difíceis para gerir os recibos verdes.
Fevereiro 6, 2011 at 2:28 pm
Bem visto, meu caro.
Na mouche, como habitual.
Bom domingo.
Fevereiro 6, 2011 at 2:33 pm
#17
A culpa não pode ser atribuída à geração anterior…
A culpa é de algumas pessoas pertencentes à geração anterior…
Acredito que os seus pais tenham feito o que consideraram melhor para si…
Só por isso, deve amá-los e respeitá-los…
Tratando-se de um jovem, digo-lhe que o poder da Esperança está dentro de si(e de todos os jovens)…
O Futuro depende daquilo que conseguirem fazer com a vossa força…
E nunca se esqueça que os jovens de hoje serão os velhos de amanhã…
Pense como gostaria de ser respeitado na velhice e aplique esse pensamento aos velhos do presente.
Fevereiro 6, 2011 at 2:43 pm
Os deolinda que se acautelem, senão inda levam uns Xutos e Pontapés.(if you nou watImean, com a canção do sô inginheiro, e tal…)
Ainda não ouvi esta canção, mas do que conheço, não gosto do estilo do grupo. Eu já não gosto do estilo marialva cantado no masculino (tipo, vou-me a ela como-a toda, só ficam os ossos…). Se a sedução marialva é má no masculino, então no feminino é abominável.
Fevereiro 6, 2011 at 2:43 pm
Não entendo esta culpabilização de gerações. Todas as gerações herdam algo das anteriores, seja a guerra ou a paz. O que pretendem com isto? Esquecer a responsabilidade dos governantes, nacionais e internacionais,amolecer os jovens, condenar os mais velhos? Provavelmente,tudo vai mudar. Se calhar muitos ficarão em casa dos pais, as casas terão de ser maiores,as famílias alargadas. Se calhar o modelo do indivíduo numa casa só para ele, com carro e emprego,não será mais viável. Se calhar a ideia dos jovens saírem de casa mal acabam o curso, modelo de responsabilidade e de autonomia, vai perdendo o seu sentido. Se calhar impõem-se novas formas de solidariedade. Se calhar…sei lá, tantas mudanças serão necessárias. Ou não.
Mas o que eu não entendo é esta ideia tão moderna de culpabilizarem a geração X ou Y.
Culpam os grisalhos porque os jovens não têm entrada no mercado de trabalho. Culpam-nos porque ocupam postos de trabalho, impedindo que triunfe o critério do mérito, que parece pertencer apenas aos jovens,a seguir culpam-nos porque se reformam cedo demais, passando a ser parasitas do Estado. Ninguém se entende. Podemos despedir os velho todos e dar-lhes uma reforma de 300 euros. Ou simplesmente exterminá-los. Mas são muitos deles que no entanto sustentam esses filhos de 30 anos que não têm emprego.
Que tal deixarem de culpar os novos ou os velhos e tentarem definir linhas gerais para o bem estar de todos?
Fevereiro 6, 2011 at 2:46 pm
#19 bi
E quanto à receita do famoso bolo de chocolate à bi?
“O Futuro depende daquilo que conseguirem fazer com a vossa força “,estou farto de fazer força para obter a receita,e assim poder transmiti-la aos jovens de hoje que serão velhinhos amanhã.
Fevereiro 6, 2011 at 2:53 pm
#21
Concordo com o que afirma.
Desconheço quem escreveu este aforismo , mas considero oportuno citá-lo:
” Os filhos tornam-se para os pais, segundo a Educação que recebem, uma recompensa ou um castigo”(creio que é mais ou menos isto).
Orgulho-me da Educação que recebi…
Orgulho-me da Educação que dou( juntamente com o marido) ao meu filho!
Fevereiro 6, 2011 at 2:55 pm
Gosto especialmente desta música e, tal como o Paulo, acho que está muito bem conseguida, não só a nível de letra ( na mouche) como de arranjo musical.
Canta-se!
Desde que a ouvi, pela 1ª vez, que levo os dias a cantarolar: “Sou da geração sem remuneração”.
Toca-me muito especialmente, pq tenho 2 filhas nesta situação. Estudam mais ( anos) do que nós alguma vez estudámos. Futuro? Sobreviver com pouco. Como mãe, adorava ter possibilidades de as ajudar mais, financeiramente.
Se gostam de viver na “casinha dos pais”? Não! Essa é a ironia da letra: “Vivem na casinha dos pais. Têm tudo. O que podem querer mais.”
Tal como nós, querem a sua autonomia. Queriam ter um emprego que lhes permitisse serem independentes e construirem o seu futuro, como nós fizemos.
Ontem, na Quadratura do Círculo, ouvi a Clara Ferreira Alves dizer ( sobre esta música) que lhe impressionavam mais os adultos de 40/50 anos desempregados.Compreendo-a mas acrescento só isto: a CFA não deve ter filhos.
Quem os tem, comove-se com esta letra.
Acho particularmente tocante o verso: Já tens sorte em estar a estagiar…
Não suporto que os estágios sejam de borla, nem suporto que os licenciados façam todos voluntariado na sua área de formação, apenas para terem currículo. Acho um abuso. Eles precisam de dinheiro para viver. Voluntariado é para quem já tem emprego.
Viva a bela música dos Deolinda! Que acorde as consciências sobre o que se passa com os nossos jovens. Não basta dizer que podem emigrar, coisa que nós não podíamos com tanta facilidade. Alguns deles gostariam de poder viver, criar família, em Portugal, perto do apoio da família.
Fevereiro 6, 2011 at 2:56 pm
#22
A receita estaria dependente de algo que o Magalhães não cumpriu.
Tenho de respeitar a sua decisão e, por isso, continuarei a agir em conformidade.
Abracinho…
Fevereiro 6, 2011 at 3:07 pm
E cito o poeta luciferino Herberto Hélder:”A juventude alimenta-se do que as garras apanham, e os antigos defendem-se das gerações insaciáveis atirando carne podre. Mas é carne onde se insinuam ainda o odor e o gosto do sangue, e um tigre juvenil não decorou tão bem a identidade que se não confunda desprevenidamente com uma jovem hiena”. In: Photomaton & Vox.
Já agora, lembram-se da canção do engenheiro, dos Xutos Comendadores? Vitorinos, Represas, Abrunhosas, Velosos e por aí fora, o que têm em comum? Và, digam lá a palavrinha que começa por M e continua com A e se prolonga no Ç e… Vamos lá ver Ó Deolindas…
Fevereiro 6, 2011 at 3:08 pm
Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou!
Filhos, marido, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar,
Que parva que eu sou!
E fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Fevereiro 6, 2011 at 3:10 pm
# 7
E seria bom, caro colega, que conseguisse interpretar que era uma ironia 🙂
Fevereiro 6, 2011 at 3:12 pm
#12 em vez de #7
Sorry
Fevereiro 6, 2011 at 3:13 pm
Disse ontem aos meus filhos: Não casem, estudem, não contraiam empréstimos e, logo que possam, fujam deste país…
(se levarem à letra a minha recomendação, vou morrer de saudades.)
Fevereiro 6, 2011 at 3:13 pm
http://www.scribd.com/doc/2553784/A-ESCOLHA-DE-MELISSA-romance-de-Ramiro-Marques
O romance candidato ao Pen club…
Fevereiro 6, 2011 at 3:16 pm
Uma frase do Ronald Reeagan…retirada de um cometário do Piscoiso…sábio comentário digo eu…
Respiguei uma frase de Ronnie, que contrasta com as tretas de jmf1957, sobre gerações:
““Cada geração vai mais longe do que a geração anterior, porque ela está sobre os ombros daquela geração. Você, mais novo, terá oportunidades para além daquilo que eu já conheci. ”
Fevereiro 6, 2011 at 3:18 pm
#27
Grata.
Vou imprimir, policopiar e servirá para uma actividade de leitura analítica e crítica, durante uma aula de substituição sem plano de aula.
Aguardo, expectante, as diferentes leituras que os alunos possam vir a fazer sobre este texto…
Fevereiro 6, 2011 at 3:18 pm
O filho de uma amiga minha, desistiu de um doutoramento em antropologia e foi viver para África, com uma tribo. A minha amiga tem achaques todos os dias…eu, como ele não é meu filho, acho que não podia ter feito melhor.
Se fosse meu filho tava eu com os achaques…
Fevereiro 6, 2011 at 3:24 pm
Do Blasfémias faltou acrescentar..fui…
Fevereiro 6, 2011 at 3:27 pm
Caneta por muito que isto esteja mau apenas POSSO DIZER QUE O PUTO ENDOIDOU..É COMO SAIR DE UM SANITA ATULHADA EM BOSTA E ENTRA NUM BURACO AO AR LIVRE COM 100 METROS DE DIÂMETRO CHEIO DE BOSTA…mas como cristão deve ter penado já que andamos aqui para sofrer mais vale sofrer mesmo a sério
Fevereiro 6, 2011 at 3:30 pm
Eu acho uma ideia fantástica. Não endoideceu nada, é livre e despojado desta porcaria toda.
Fevereiro 6, 2011 at 3:30 pm
Fevereiro 6, 2011 at 3:31 pm
Fevereiro 6, 2011 at 3:31 pm
Lembram-se…?
Fevereiro 6, 2011 at 3:31 pm
Claro que ando cheiiiinha de medo que os meus façam o mesmo…que hei-de fazer? Chorar de saudades.
Fevereiro 6, 2011 at 3:33 pm
Esta música foi um factor de união dos professore…e porque não o mote para a próxima grande LUTA.
Fevereiro 6, 2011 at 3:34 pm
Já tiveste porventura em África caneta..?Eu já e olha que te digo para viver despojado de isto tudo não é preciso ir para África…ele volta ..dá-lhe um ano no máximo..
Fevereiro 6, 2011 at 3:34 pm
http://muguelemusica.blogspot.com/2011/02/quem-e-que-e-parvo.html
A história do engenheiro e dos xutos não tem muito tempo…
Fevereiro 6, 2011 at 3:36 pm
#43
Não, nunca estive em África. Ele já andou pela Europa toda, arranjava pequenos empregos e ia vivendo, depois veio para cá, esteve 1 m~es em Portugal e pirou-se para África.
Fevereiro 6, 2011 at 3:37 pm
#45
(Tão gira!)
Fevereiro 6, 2011 at 3:38 pm
O problema está em interpretar isto como um libelo da geração sem remuneração contra a geração remunerada.
O crime está a ser cometido por quem fica com a remuneração dos escravos doutorados!
Fevereiro 6, 2011 at 3:39 pm
ÁFRICA..mãe África…
Fevereiro 6, 2011 at 3:40 pm
Fui mesmo…
Fevereiro 6, 2011 at 3:41 pm
Já agora África onde?
Fevereiro 6, 2011 at 3:44 pm
“43
Para a Caneta(e todas as mães e pais)
– porque é extremamente belo e verdadeiro.
No mais fundo de ti
Eu sei que te traí, mãe.
Tudo porque já não sou
O menino adormecido
No fundo dos teus olhos.
Tudo porque ignoras
Que há leitos onde o frio não se demora
E noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
São duras, mãe,
E o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
Que apertava junto ao coração
No retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
Talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
Que todo o meu corpo cresceu,
E até o meu coração
Ficou enorme, mãe!
Olha – queres ouvir-me? –
Às vezes ainda sou o menino
Que adormeceu nos teus olhos;
Ainda aperto contra o coração
Rosas tão brancas
Como as que tens na moldura;
Ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
No meio do laranjal…
Mas – tu sabes – a noite é enorme,
E todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
Dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade
Fevereiro 6, 2011 at 3:46 pm
#45 caneta
Ir viver para África integrado numa tribo,deve ser pouco bom deve.E então para um antropólogo melhor ,chega e faz o doutoramento baseado nessa experiência ,arranja umas tangas e já está…Tomara eu ser antropólogo e ir curtir para África.
Fevereiro 6, 2011 at 3:49 pm
#46 caneta
Bolo de bolacha devidamente decorado para festas de anos até aos 5 anos?ai,ai.
Fevereiro 6, 2011 at 3:51 pm
Por aí ainda vá Magalhães..sugestão para uma tese africana..
Fevereiro 6, 2011 at 3:52 pm
Vou visitar a mamã e enchê-la de miminhos…
Volto às 20.00h.
Boas conversas.
Fevereiro 6, 2011 at 3:57 pm
#55 bi
Peça por mim a receita à mamã,pode ser que tenha melhor sorte.
Fevereiro 6, 2011 at 4:00 pm
#54 buli
Alto aí, eu levava uns copos de leite e bolas de Berlim com creme.
Fevereiro 6, 2011 at 4:01 pm
#54 buli
Até parecem ouriços !
Fevereiro 6, 2011 at 4:03 pm
#56
Até logo, Magalhães.
Fica de castigo, como já vem sendo hábito…
Se não se portar bem ponho-lhe um bocadinho de pimenta na língua…
Fevereiro 6, 2011 at 4:27 pm
Fevereiro 6, 2011 at 4:30 pm
Não aprecio os Deolinda.
As novas gerações não têm verdadeira noção de que o esforço, o trabalho e a persistência são condições básicas de sucesso. Nasceram e foram criados num ambiente assistencialista, em que a responsabilidade fica a cargo de outros. Mais do que queixarem-se, compete-lhes estudar, pensar, ser criativos e, sobretudo, ter vontade genuína de trabalhar.
Trabalhar, disse; não apenas ter um empregozito…
Fevereiro 6, 2011 at 4:38 pm
http://soucontraacorrente.blogspot.com/2011/02/vamos-lhe-dar-uma-ajudinha.html
Fevereiro 6, 2011 at 4:50 pm
# 17
E acha que a geração que está agora com 50 (idade para serem seus pais ???) se vai reformar com quanto?
Deixe-se de tolices.
Fevereiro 6, 2011 at 4:54 pm
# 61
Plenamente de acordo consigo.
Eles sabem lá o que foram as dificuldades dos anos 60/70….
Fevereiro 6, 2011 at 4:57 pm
Este é o Máior!
Fevereiro 6, 2011 at 4:59 pm
Então mas se os miúdos não arranjam emprego onde quer que trabalhem?
Fevereiro 6, 2011 at 5:02 pm
O meu filho (22 anos) teve um emprego em part time, ganhava 160 euros por mês e fazia uma horas por semana. O rapaz andava todo contente. Ao fim de um ano tinha que pagar à segurança social quase tanto como ganhava. O pai disse-lhe que deixasse o raio do part time.
Fevereiro 6, 2011 at 5:02 pm
acham isto correcto?
Fevereiro 6, 2011 at 5:12 pm
#67 caneta
É melhor começar a preparar-se para os achaques.Acho que o pai ( não sei o porquê)mas mais uma vez teve toda a razão.Eu teria feito o mesmo.
Fevereiro 6, 2011 at 5:20 pm
Pois… eu daria conselho diferente.
Os meus trabalharam para objectivos desde muito novos: a mota; o carro; as viagens… E nunca tiveram empregos no sentido em que aqui se defendem.
Talvez por isso, hoje, ainda jovens, tenham uma vida desafogada e continuem a trabalhar 14, 16 ou 18 horas por dia, alegremente.
Culturas…
Fevereiro 6, 2011 at 5:25 pm
#70 tt,
Objectivo :a mota ?
Grande inconsciente! Era a última coisa a dar a um filho meu.E depois os remorsos?
Fevereiro 6, 2011 at 5:26 pm
#54, têm muito melhor aspecto que as codornizes que comprei no supermercado. Depois de assadas no forno, não sabiam a nada.
Fevereiro 6, 2011 at 5:29 pm
Não acho piada aos Deolinda.
Quando penso que tive que os ouvir milhaaaares de vezes, pois foram a canção-mote (bem irritante, por sinal) do PS numa campanha eleitoral, até me dão arrepios…
Foi de tal maneira traumático que já li a letra, mas ainda não consegui ouvir a música…
Fevereiro 6, 2011 at 5:33 pm
#71,
Inconsciente?
Inconsciência é privar os adolescentes de experimentarem controladamente o risco próprio da adolescência!
Mota aos 14, sim, e alguns trambolhões bem pedagógicos sempre comigo por perto.
Fevereiro 6, 2011 at 5:36 pm
Ah! E não dei coisa nenhuma. Foram eles que compreram.
🙂
Fevereiro 6, 2011 at 5:36 pm
Ai que me vai dar mesmo o achaque?
Mota???
Chiça!
Fevereiro 6, 2011 at 5:40 pm
#74 tt,
Eu sei isso tudo ,mas qualquer dia passa num serviço de ortopedia de qualquer hospital.Eu já lá fui visitar o filho de um amigo meu(ficou paraplégico).Como é que se consegue controlar “o risco próprio da adolescência”.E de todos os outros anormais que circulam de carro ?
Fevereiro 6, 2011 at 5:47 pm
#77,
Quando se planeia por objectivos, logo que se atinge o seguinte o anterior deixa de ter interesse.
Quando puderam tirar a carta e ter carro, nunca mais se interessaram pelas motas.
Fevereiro 6, 2011 at 5:57 pm
Sim, sim. Adoro quando fazemos planos (e se eu já fiz planos…) e, depois, vem a vida, toda sorrateira e toma lá…planos gorados. Toca a refazer tudo, isto é, se houver 2ª oportunidade. Esta coisa da 2ª oportunidade não é para todos…
Fevereiro 6, 2011 at 5:58 pm
#78 tt
Eu na casa dos 50 anos ,estive mesmo ,mas mesmo para comprar uma vespa,que os meus pais sempre me tinham recusado. Era só para dar umas voltinhas por aqui,Estoril,ir à praia sem ter problemas para parar o carro,etc.Telefonei para simular o custo do seguro e ,eis que não quando, comecei a ver os meus dois filhos muito “interessados”no meu negócio.Acabou-se logo e com toda a sinceridade te digo que havia desde o início deste processo, qualquer coisa me estava a fazer cheirar a “esturro”.
Fevereiro 6, 2011 at 5:59 pm
“Como é que se consegue controlar “o risco próprio da adolescência”.E de todos os outros anormais que circulam de carro ?”
As motas eram de terra. Autorizei a compra no prssuposto de que seriam apenas usadas em terra. Sempre sob controlo, claro.
Fevereiro 6, 2011 at 6:04 pm
#81 tt
Assim está bem, é muito diferente de ir de mota para a escola,etc
Fevereiro 6, 2011 at 6:16 pm
Não gosto particularmente dos Deolinda, mas confesso que esta canção me tocou profundamente.
Quando as palavras traduzem com poesia aquilo que sentimos no dia a dia, então esta pequena composição bateu em cheio dos corações de milhares de pessoas, aos mais velhos por sentirem que os caminhos dos seus rebentos estão cada vez mais sinuosos e difíceis, aos mais novos porque poderá servir de rastilho para sacudirem este País.
Espero que haja uma boa sacudidela não só em Portugal mas à escala europeia.
Fevereiro 6, 2011 at 6:28 pm
Nem percebo do que estão a falar. Então aos 14 eles ainda não estão casados ?
Fevereiro 6, 2011 at 6:31 pm
Para manter as reformas actuais, as novas gerações, as que mais descontam, vão receber metade quando chegar a sua vez. Para manter empregos blindados e salários que subiram acima da produtividade, as novas gerações recebem 500 euros a recibos verdes. É uma geração bem preparada, sem ilusões e com iniciativa, como nunca houve outra neste país nas últimas décadas, uma geração que não se desanima, apenas irrita-se: irrita-se quando malta que está bem de vida fala que não faz mal os jovens passarem dificuldades, que são uns malandros porque vivem em casa dos pais e que são uns fracos. Quem fala é a mesma geração que teve emprego garantido para toda a vida, é a mesma geração que atrasa o nosso trabalho no local de trabalho, a geração que quando se fala de perder privilégios arrepia-se e grita mas cala-se convenientemente se os privilégios forem só tirados aos jovens.
E mesmo assim esta juventude continua a pagar, continua a obedecer e continua a ter paciência – é impossível para nós não respeitar os nossos pais. Custa muito dizer na cara o que verdadeiramente pensamos da dívida que nos deixaram. Mas guardem por favor as lições de moral da mesma forma como nós guardamos a nossa revolta por respeito aos nossos pais, soa a mofo e não temos tempo para isso. Há um país para construir e já percebemos que não é pelas velhas formulas que se consegue mudar as coisas.
Quanto aos Deolinda, óptima música de uma fantástica banda que mostra o melhor desta nova geração – não temos vergonha do nosso passado, não esquecemos as origens da cultura portuguesa como embaraçadamente se fez durante muito tempo. A inovação e a tradição coexistem com criatividade na nova geração.
Fevereiro 6, 2011 at 6:35 pm
#resEdit
Infelizmente não!
Fevereiro 6, 2011 at 6:35 pm
Filho de Marcelo
Falais bem mas espero pela obra. Não seria a primeira geração nem a centésima a dizer que faria diferente mas …
Fevereiro 6, 2011 at 6:37 pm
#87
deve ser por isso que o Brasil nos está a deixar para trás.
Fevereiro 6, 2011 at 6:44 pm
#88,
Por falares no Brasil,acho mal que tenha sido o desgraçado do Liedson a ir-se embora(ficou todo o Alvalade a chorar!).Cá para mim deviam e podiam ter enviado o Hulk que não faz cá nenhuma falta.
Fevereiro 6, 2011 at 6:46 pm
Com as melhorias é natural que os emigrantes regressem ao seu país.
Fevereiro 6, 2011 at 6:48 pm
Queres ver que vem aí uma geração de ouro e que Portugal se revelará uma gigantesca Academia de Alcochete? Deus queira …
Fevereiro 6, 2011 at 6:58 pm
Gajos…só falam de futebol…
Fevereiro 6, 2011 at 6:59 pm
O que os jovens deviam perguntar aos progenitores poderia ser: Porque é que deixaram isto acontecer? Porque se abstiveram? Porque insistiram sempre no Centrão político? Porque é que tiveram medo? Porque é que foram sempre pelo mal menor? Porque é que se deixaram desunir tão facilmente?
Porquê?
Fevereiro 6, 2011 at 7:04 pm
#92,
Ai caneta, ontem cá em casa até se chorou por causa daquele moço brasileiro que deixou o Sporting e voltou pr’o Brasil…..
E não foram as crianças….foi o Chefe.
Hoje o chefe, por falar dele, está com a dedicação exclusiva à cozinha. Está a fazer o jantar.
É que tenho muito teste para ver e fazer e mais iactas e tudo.
Quando vem aqui bisbilhotar, faço questão que veja o meu desalento………e a papelada toda…….
ehhhh……
Fevereiro 6, 2011 at 7:06 pm
Como é que este país há-de andar para a frente com os homens a serem amordaçados e escravizados.
Fevereiro 6, 2011 at 7:09 pm
14 16 horas por dia..hum,mm não te admires e uma dia um dos teus filhos disser: pai apanhei a minha namorada na cama com outro..filho não há problema ..o trabalho é a melhor realização da vida..Tt o que defines já eu vi in loco no Japão em 2001…seres anódinos que trabalham, por objectivos…sem outro sentido de vida que não seja o trabalho…saem do trabalho enchem-se de saké…falei no comboio com um japonês que trabalhava numa multinacional e que falava inglês razoável..estava com a fila…era o dia de folga dele..o da mulher era outro…
Quanto aos Deolinda eu gosto..cantam em português…fazem música com instrumentos tradicionais de Portugal e fazem letras com substância..
No fundo o que te confundes é viver do trabalho e trabalhar para viver…é uma opção de vida..como qualquer outra..mas vê ao que leva em extremo…
Fevereiro 6, 2011 at 7:12 pm
Um ideal de vida futurista..
Fevereiro 6, 2011 at 7:12 pm
Agora com pessoas reais..
Fevereiro 6, 2011 at 7:13 pm
Não tenham dúvida que é isto que nos espera…o tt adora..isto sim é vida..
Fevereiro 6, 2011 at 7:14 pm
94,
O Chefe, hoje ao menos irá chorar por uma razão válida,ter de descascar cebola.
Pelo Liedson…
Fevereiro 6, 2011 at 7:15 pm
Também já há muitos anos que ouvimos a expressão americana “Workaholic”, ou seja uma pessoa que é viciada em trabalho (adaptação da “alcoholic”, que significa alcoólico). Depois de muito reflectir, concluo que esta expressão não tem palavra equivalente na língua portuguesa. Porém, os “workaholics” são usualmente pessoas que gostam muito do trabalho que desenvolvem e acabam por menosprezar fortemente outras áreas das suas vidas. Talvez sempre tenham existido pessoas viciadas em trabalho, porém nesta nova época de grande competitividade e até ganância, o problema começa a agravar-se.
Recentemente, um outro conceito começou a atravessar o mundo. Outra palavra que não tem equivalente na língua portuguesa: “Karoshi”, que em Japonês, significa “morte causada por excesso de trabalho”.
Esta palavra apareceu pela primeira vez após a II Grande Guerra (Lima, 2008) durante a reconstrução do país. Em 1969 (altura em que era comum o dia de trabalho no Japão ter de 12 horas ou mais!) surgiu o primeiro caso de “karoshi” num trabalhador com menos de 30 anos que morreu de repente como consequência de um enfarte cerebral depois de ter estado mais de 40 dias consecutivos a trabalhar!
Nos anos 80 colaboradores trabalhavam sob enorme estresse e começaram a morrer de forma imprevista e brusca nos seus postos de trabalho. Foi apenas nos anos 90 que alguns familiares de vítimas de Karoshi começaram a interpor acções judiciais e em consequência disso o governo criou legislação que penaliza empresas com jornadas de trabalho excessivas, porém, muitas delas continuam com a prática de 12 ou mais horas por dia, e muitas vezes, os trabalhadores não são remunerados!
As estatísticas indicam que, em 2006, 355 trabalhadores adoeceram gravemente por sobrecarga de trabalho e cerca de 150 morreram. As indemnizações do governo para os parentes de uma vítima de “karoshi” podem chegar a 20 000 dólares por ano, enquanto que as empresas podem ter de avançar com uma compensação de um milhão de dólares.
e
Os japoneses têm também uma outra expressão curiosa: “Gakurekibyo”, ou seja a “doença do diploma”. Neste caso, é aplicável aos jovens e ao seu esforço excessivo de obterem as melhores notas nos diplomas! Relatam-se consequências graves como por exemplo, obesidade, hipertensão ou excesso de colestrol.
Fevereiro 6, 2011 at 7:30 pm
E já agora a que recebi por mail, há dias e que também está bem apanhada!
Fevereiro 6, 2011 at 7:38 pm
Bulimundo, amigo, hoje estou contigo!
Isto é entranhado em nós, devagarinho, com sentimentos de culpa à mistura e coisas como o mérito, a excelência……
Depois, um dia, acordamos despedidos, doentes, sós e, na melhor das hipóteses, mortos.
O pior é que passamos isto tudo aos nossos descendentes. E o círculo vicioso continua….
Fevereiro 6, 2011 at 7:41 pm
#6 e 7,
Obviamente.
Mas a tentação de muita gente é apenas olhar para um dos lados.
Manyfaces, 45 aqos anos dá para fazer parte da amaldiçoada “geration gris”?
Fevereiro 6, 2011 at 7:42 pm
Post encerrado!
Fevereiro 6, 2011 at 7:44 pm
Vamos lá a ver isto não é uma anarquia. Quem encerra posts é a caneta. Ela agora não pode porque está a mudar de avatar. Fez um novo na Bimbi.
Fevereiro 6, 2011 at 7:58 pm
Fevereiro 6, 2011 at 7:59 pm
#104
45 está no limite… A geração dos 50s está no poder, a dos 60s e acima está na reforma. A dos 40s ainda terá escapado da purga… mas a dos 30 já levou com ela…
A dos 20 então nem se fala. Vejo-a todos os dias a entrar no mercado de trabalho em condições deploráveis, essa está a desistir ou a emigrar. Mas é essa que eu espero estar a preparar-se para descer a Av da Liberdade com slogans renovados… O Mario Nogueira já está a tremer… quando os verdadeiros “assalariados”, precários e recibo-verdistas decidirem marchar … as brigadas liberais estarão em prontidão! Pelo fim do instalando e do encostanço… marchar, marchar!
Fevereiro 6, 2011 at 8:01 pm
Muito bem, amigo rês.
Assim é que é.
Não, não estava a mudar de avatar. Estava a ler.
Fevereiro 6, 2011 at 8:04 pm
Pensam que podem chegar aqui e vai de encerrar os posts?!
Era o que faltava.
Fevereiro 6, 2011 at 8:08 pm
Esta geração um dia vai sair à rua… ai vai! vai!
Quando nada tiverem a perder um dia veremos a Europa a arder…
… espero que não optem pelos extremos que tão maus resultados tiverem nos anos 40.
A Europa definha a uma escala nunca vista, submetendo-se à China em nome de interesses imediatistas.
Ainda temos a geração dos 500, daqui a dez anos teremos a geração dos 50 euros…
Fevereiro 6, 2011 at 8:11 pm
#110
Está mesmo avatar compulsiva 😆 😆
Fevereiro 6, 2011 at 8:19 pm
Vai ser mesmo com cantiguinhas destas que o pessoal vai acordar.
Fevereiro 6, 2011 at 8:25 pm
#112
E é que tou mesmo…não passa um dia que não mude de avatar.
Fevereiro 6, 2011 at 8:25 pm
nao vás por aí que o ze pedro dos xutos a proposito daquela conhecida cançao ate disse que o ze socrates era amigo dele.
Fevereiro 6, 2011 at 8:26 pm
upsss!
Fevereiro 6, 2011 at 8:29 pm
Ai, Fernanda, quem me dera acreditar, como tu, que estaríamos melhor se o PCP governasse o país…
Quem me dera acreditar ainda no comunismo, mas eu estive na antiga RDA e estive na actual Cuba, e a mãe cubana, em casa de quem estive, pediu-me para arranjar trabalho para o seu jovem filho aqui em Portugal. Por mais que eu lhe dissesse que isto estava mal, ela não acreditava. Mal está por lá.
Fevereiro 6, 2011 at 8:29 pm
#115,
Seguiu os links do post ou nem sequer o leu?
Fevereiro 6, 2011 at 8:32 pm
Se temos algum “modelo” em que nos inspirar, talvez apenas nas democracias do norte da Europa. Mas eles são tão diferentes de nós. Programam, investem a longo prazo, sabem que a riqueza de um povo vem da educação das novas gerações.
Não fabricam dezenas de cursos universitários para os quais não há saídas profissionais.
Têm, definitivamente, aquilo que nos falta: bom-senso e visão de futuro.
Fevereiro 6, 2011 at 8:35 pm
o apelo do autor do blogue é generoso e eu rezo a deus para nao ver a ana bacalhau a fazer publicidade ao bes ou ao bpi ou a cgd; tambem nao faria mal pois ja estou vacinado contra este tipo de desilusao.
Fevereiro 6, 2011 at 8:43 pm
14, 16 e até 18 horas de trabalho! Ai filho, grande homem que me saíste! 18 horas! Sobram-te 6 horas para dormir, f***r, comer, etc.
Fevereiro 6, 2011 at 8:43 pm
Os gajos que provocaram este estado das coisas já se piraram quase todos. Quem é que os encontra? Para quê procurá-los se não podem ser responsabilizados?
Fevereiro 6, 2011 at 8:56 pm
#121
cuidado..tens o espírito do mal dentro de ti.
Fevereiro 6, 2011 at 9:05 pm
#123: Então porquê? É muito cristão trabalhar 14, 16 e até 18 horas?
Fevereiro 6, 2011 at 9:13 pm
#117,
reb,
Mais um Domingo, mais um rótuluzinho na testa, não é?
Sou mais para o monárquico, será que ainda não entendeste?
Ai, reb, reb…….
Fevereiro 6, 2011 at 9:22 pm
#124
nao; por causa do que dizes depois; devias usar outra terminologia; mas mostras-te arrependido meu filho na medida em que te interrogas-te; estás perdoado! vai com Deus!
Fevereiro 6, 2011 at 9:30 pm
#96 e #121,
Tenho pena que não consigam entender a vida de quem trabalha por conta própria.
É um grande constrangimento à vossa capacidade de interpretar os acontecimentos políticos, económicos e sociais.
Fevereiro 6, 2011 at 9:41 pm
Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar
Fevereiro 6, 2011 at 9:45 pm
#127: O senhor deve ser um ás. Trabalhar 14, 16 e até 18 horas por dia e ainda ter tempo para “interpretar os acontecimentos políticos, económicos e sociais” é de macho. Já agora, qual é mesmo o seu “ramo de actividade” “por conta própria”?
Fevereiro 6, 2011 at 9:55 pm
Todos os professores trabalham 16/17 horas por dia (pensar e falar de ensino é trabalho ou, pelo menos, não desligar do trabalho).
Fevereiro 6, 2011 at 9:56 pm
#125, Ai, Fernanda1, Fernanda2, “rótuluzinho”?? 😉
Fevereiro 6, 2011 at 10:04 pm
#131,
Acontece. É aborrecido, mas acontece.
-:)
Fevereiro 6, 2011 at 10:05 pm
🙂
Fevereiro 6, 2011 at 10:16 pm
Mesmo a fazer amor serena ainda pensa na avaliação deste ou daquele ou no conselho de turma ou no desgraçado que não tem onde cair morto? Tchi…
TT sei o que é isso o meu pai trabalhou assim quase 20 anos..mas nunca tanto tempo…
Fevereiro 6, 2011 at 10:21 pm
TT
Sobram umas horas para voluntariado. Trabalhar 14 horas só para ganhar mais dinheiro é muito egoísta.
Fevereiro 6, 2011 at 10:33 pm
#130,
Eu durante este fim de semana ainda trabalhei mais,daí o meu grande abatimento.
Fevereiro 6, 2011 at 10:37 pm
Deposi nºao se queixem
Fevereiro 6, 2011 at 10:38 pm
Depois não se queixem que usam viagra..par começar bem a semana um canção alegre..par a próxima e última geração..
http://bulimunda.wordpress.com/2011/02/06/tinderbox-please-please-please-let-me-get-what-i-want-this-time-para-a-proxima-geracao/
Fevereiro 6, 2011 at 10:39 pm
Eu acho que uma boa repartição do tempo seria: 10 horas por dia para o ME, 4 para o ministério das Finanças, 4 para os pobres da paróquia e 2 para o partido do glorioso líder.
Fevereiro 6, 2011 at 10:43 pm
#129 tic tac,
Já agora, qual é mesmo o seu “ramo de actividade?”
RESPOSTA:Relojoeiro.
Fevereiro 6, 2011 at 11:00 pm
Relojoeiro, mas de elite, Ó!
O do Dawkins!
😉
Fevereiro 6, 2011 at 11:03 pm
Ainda se fosse trabalhar com este som..fui ..boa semana a todos..sejam felizes mas nação exagerem…sejam-no só uma hora por dia..
Fevereiro 6, 2011 at 11:04 pm
O meu “ramo de actividade” é
1) babysiter dos filhos que os felizes escravos das 14/16/18 horas despejam nas escolas; vulgo prof
2) ao mesmo tempo, formador e técnico de informática, não remunerado, e com horas extras não pagas; vulgo “gajo do PTE” que é o mesmo que dizer o “escravo lá do sítio”.
Fevereiro 6, 2011 at 11:06 pm
Ou seja numa imagem isto..
Fevereiro 6, 2011 at 11:06 pm
Então e qual é o teu “ramo de actividade” ó T(etas) T(urbinadas)?
Fevereiro 6, 2011 at 11:07 pm
Mas como é que se criam empregos em quantidade e com salários razoáveis ?
Alguem sabe ?
Fevereiro 6, 2011 at 11:13 pm
Com dois dedos de testa. Coisa que por cá …
Fevereiro 6, 2011 at 11:16 pm
#143 tic tac,
Não é o teu ramo de actividade que estava em discussão,mas sim o do #127 tt.E quem fez a pergunta foi o tic tac,no #129 ! Isto deve ser da hora ,ou do muito trabalho realizado durante o fim de semana. Assim como o je.
Fevereiro 6, 2011 at 11:17 pm
.
Fevereiro 6, 2011 at 11:19 pm
Obrigando a uma melhor distribuição dos lucros? Mas diz que isso é ingénuo. Quem percebe disso são aqueles liberais que costumam cá vir, diz que eles é mais do tipo Santa Providência: o santinho do patrão recolhe para depois distribuir pelos cristãos, logo ele que é um cristão exemplar.
Fevereiro 6, 2011 at 11:20 pm
#148: não percebeu que a pergunta era para o TT (tetas turbinadas)? Isso está mesmo mau.
Fevereiro 6, 2011 at 11:28 pm
O Sr. tictac cria empregos ?
Fevereiro 6, 2011 at 11:32 pm
#152,
Isso é um argumento?
Que empregos criou o PMP e em que contexto?
Fevereiro 6, 2011 at 11:34 pm
Eu conhecia um empresário que criava empregos. Recebia uns subsídios. Acabava com os empregos.
Depois criava mais empregos (os mesmos, no mesmo ramo, nas mesmas instalações), com um nome de empreendimento quase igual ao anterior, recebia mais uns subsídios e acabava com os empregos.
E assim viveu muitos anos, com sucesso.
Era um empresário.
Criava empregos.
Fevereiro 6, 2011 at 11:35 pm
Todo o bom professor cria empregos. Pena que em Portugal não haja também empresários a oferecer produtos e serviços de que os professores necessitam daí que compramos tudo na net ao estrangeiro.
Fevereiro 6, 2011 at 11:37 pm
Se um empresário cria consumidores passivos e pouco exigentes está a dar cabo de empregos.
Fevereiro 6, 2011 at 11:39 pm
Então o sr inginhero não criou logo 150000?
Mal colocou o 1º sapatinho em S.Bento?
O seu a seu dono.Factos são factos!
Fevereiro 7, 2011 at 12:28 am
18 horas por dia de trabalho – verdadeiros escravos. E há pais felizes por isso!
E outras histórias:
Uns quantos jovens licenciados são recrutados por uma empresa com instalações janotas na Expo. A promessa é de ganharem 500 euros mês mais umas comissões por qualquer coisa.
Fazem um mês de formacão pelo que lhes pagam 400 euros e iniciam o trabalho.
Vinte e tal dias depois são chamados pelos chefões da coisa. Afinal receberão apenas 300 euros, para receberem 500 terão que trabalhar também aos fins de semana. Os que recusam lembrando o acordado são dispensados.
Reclamam então o pagamento dos vinte e tal dias de trabalho. Qual quê, eh, eh, eh, são considerados reprovados na formação pelo que não têm direito a qualquer pagamento. Está já uma nova fornada de “formados” pronta para pegar no trabalho.
Como esta história há muitas outras de abusos que, espero, não tenham vida longa.
Procuram “culpados” para o que se vai passando? Onde antes eram precisos milhares de humanos para produzir as coisas, hoje os robots resolvem. Ainda bem para os humanos que não têm de passar os seus dias numa cadeia de montagem a enfiar um parafuso. Há atividades bem mais interessantes.
A origem da palavra trabalho está num instrumento de tortura. Nenhum humano devia trabalhar 18 horas por dia. Deixará de ser humano.
Teremos de arrumar o mundo de outro modo para que todos possam viver de modo digno.
Fevereiro 7, 2011 at 12:34 am
É preciso mais música de intervenção!
Fevereiro 7, 2011 at 12:53 am
Música?
Fevereiro 7, 2011 at 2:03 am
detesto os deolinda.
sei lá, não gosto daquilo, fede a pataniscas d bacalhau com vinho carrascão armados em bloco de esuqerda caviar ou o contrário.
já se sabe que caviar e vinho carrascão não bate certo.
a letra?
estou com alguém aí disse: a letra tem que se lhe diga, sim senhor, apesar de inda não me ter dado sequer ao trabalho de ouvir a canção.
irrita- me a patanisca e o ar de nerd novo milénio repescado dos anos 80 dos gajos.
sei lá, detesto freaks. sempre detestei.
quem promoveu estes deolinda? isso era coisa que eu tb gostava de saber. são amigos de quem, quem namora com alguma figura da CS na banda, quem anda a comer que famoso gay jornalista..?
Não sei nem me interessa.
desde q vi o Fernando Tordo em importante e exclusiva estãncia balnear algarvia debaix de cahpéu de sol de área concessionada, temendo eu que ele e mais uns quantos que para aí andam sejam funcionários da RTP..
portanto, se há uma geração “revolucionária” que fez pela vida o que nem ao diabo lembrou, e , pior, que os deixaram fazer, não há deolindas nem gajos de intervenções que me convençam.
gosto mais de uns que os meus filhos ouvem de vez em qd e que são uns perfeitos anormais. genuínos. anormais, ponto.
Fevereiro 7, 2011 at 2:04 am
acid
Fevereiro 7, 2011 at 6:02 pm
É vergonhoso o preconceito que existe em relação à música popular. Há muita gente que tem vergonha de se olhar ao espelho!
Deolinda sempre!
Tomem lá, agora em espanhol: