Não cheguei a tempo de participar nos ateliers de Contos na Pele e Massagem na Escola que deixaram o(a)s participantes bastante estimulado(a)s para a sua aplicação (caramba, até parece que nos esquecemos da nossa latinidade…), mas na parte da tarde foi curiosa a forma como duas comunicações se podem completar e concordar em quase todos os aspectos essenciais, sem que os autores se tenham cruzado anteriormente ou sequer se tenham conhecido, por ser diverso o seu trajecto profissional.

Provavelmente, a afinidade da (de)formação em História ajude a ver as coisas da mesma forma: a Criatividade não como algo que brota naturalmente em jorros, bastando juntar pessoas e dar-lhes um espaço aberto e liberdade, mas sim como algo que muitas vezes exige imenso trabalho de preparação, da conceptualização do que se pretende à planificação da sua implementação, assim como (auto)disciplina.

Foram ainda umas três horas de exposição partilhada com a Susana Gomes da Silva da Gulbenkian, conversa e algum debate, que foram – para mim – extremamente agradáveis, ao ponto de me dizerem que estavam à espera de muito mais acidez da minha parte ao abordar o tema. Afinal, ao vivo, parece que sou ligeiramente mais razoável que o monstro do lago Ness quando está com uma úlcera. Os desenhos da petiza, os meus cadernos da Primária e mesmo alguns materiais de alunos parece que ajudaram a suavizar bastante a minha pré-imagem.