Eu compreendo a tentação orgásmica do frentismo nas ruas, mas também me parece que, como há um ano, ir atrás de agendas delineadas em gabinetes, não serve os interesses da classe docente. Servirá a de alguéns, não a dos representados.

Em relação à contestação nas ruas, Nogueira disse que esta “terá de ser articulada” com as diversas acções em curso em diferentes sectores profissionais, mas considerou provável que estas venham a acontecer logo “nos primeiros dias de Fevereiro” .

Para quem já está esquecido, há não muito tempo, tinha sido anunciada uma jornada de luta para finais de Março, o que daria tempo para uma (até demorada) preparação no terreno. Agora já é no início do Fevereiro. Tudo sem consultar as bases, mas apenas as cúpulas.

Depois queixem-se de algum abstencionismo ou queixem-se, como Jerónimo de Sousa, que «este é o povo que temos». Não confundam minutas entregues com outras coisas.

Pois, é pena, podemos sempre tentar exterminá-lo…