Segunda-feira, 24 de Janeiro, 2011


Destroyer, Kaputt

O cd sai amanhã, são canadianos, a música relembra algo que parecemos já ter ouvido algures, mas… e não se deixem enganar pelo início do vídeo…

😀

Para responder à inundação (enquanto eu já tirei as galochas do armário), chegaram mais instruções há meia hora às escolas e agrupamentos:

———- Mensagem encaminhada ———-
De: <DGRHE.MEducacao@dgrhe.min-edu.pt>
Data: 24 de janeiro de 2011 22:01
Assunto: Reclamações – cortes salariais
Para: DGRHE.MEducacao@dgrhe.min-edu.pt

Exmº (a) Senhor(a) Director(a):

Conforme orientação dada pelo Sr. Director Geral do Recursos Humanos da Educação, as respostas às reclamações que forem apresentadas pelos docentes e não docentes do agrupamento ou escola que V. Ex.ª dirige, a respeito dos cortes salariais decorrentes da aplicação das medidas previstas na Lei n.º 55-A/2010, Lei do Orçamento de Estado, têm de seguir o modelo que existe para o efeito. Assim, caso receba alguma reclamação deve solicitar-nos a minuta para poder responder, usando o seguinte endereço: reclamacao.escolas@dgrhe.min-edu.pt

Com os melhores cumprimentos,

A Directora dos Serviços Jurídicos

Susana Castanheira Lopes

 

E não necessariamente do resultado das eleições.

Pode bastar uma hora e pouco e perceber-se que as três semanas anteriores para nada ou quase nada serviram. Como não devo apresentar evidências que traumatizem as consciências de alguns leitores e despertem furores éticos, não me prolongarei. Apenas direi que acho normal que alguém se lembrasse do que foi sendo lido na aula ao longo de horas, comentado e registado num guião e, já agora, que aos 10-11 anos – a menos que exista problema grave diagnosticado – se saiba escrever, no mínimo, escrever o nome próprio à segunda tentativa, depois de um primeiro aviso. E, se não for pedir muito, que seja com maiúscula inicial e as restantes minúsculas, que isso o Acordo Ortográfico não cilindrou.

Cientista estima que 24 de Janeiro é o dia mais deprimente do ano

Alternativa

1 Projecto

Venho partilhar práticas, esquemas e conceitos alternativos. Partilhar apenas. Nada disto pretende ser único, completo e muito menos definitivo.

Outras didácticas serão possíveis, desde que funcionem e produzam os efeitos desejados, com eficácia (também aqui é importante o critério universal da economia). Porque o que aqui está em causa não é a escolha de uma qualquer didáctica, entre as muitas que possam existir, ao gosto de cada um. O que aqui está em causa é a necessidade de modelos de abordagem, unos (que não únicos), coesos e coerentes, que estruturem a comunicação, estruturando também, por essa via, o pensamento dos alunos do 2º ciclo do ensino básico. Se a escola não potenciar, nos seus educandos, essa condição de autonomia, alguém, mais tarde, os formatará, com facilidade e proveito próprio…

Retomemos, então, a ideia de projecto. Formalizá-lo é condição necessária; a coesão, a coerência e a consequência, atributos indispensáveis. Se o fizermos e o fizermos assim, teremos conseguido algo que, no mínimo e por estranho que pareça, é muito pouco visto no nosso ensino:

João de Brito

Tabelas Salariais 2011

Parte 2 (talvez a melhor)

Parte 3

Acusamos a recepção da comunicação de V.ª Ex.ª. Em breve informaremos se a mesma deu origem ou não a um processo na Provedoria de Justiça e, em caso afirmativo, será indicada a respectiva referência, a qual deve ser mencionada em futuros contactos.

Esta é uma mensagem de informação da recepção da queixa efectuada através do formulário do site do Provedor de Justiça. Respostas a esta mensagem não são monitorizadas ou respondidas. Se pretender entrar em contacto com a Provedoria de Justiça, por favor, aceda a http://www.provedor-jus.pt/contactos.htm

… e há quem para sobreviver faça a reciclagem dos materiais do Ecoponto. Enquanto alguém retira os papelões e outros materiais reutilizáveis ou vendáveis, outro alguém acondiciona-os. Não, não estavam a deitar fora nada. Eu esperei e fiquei a ver, para meu desconforto.

É verdade que agora já é com uma carrinha de caixa aberta e não em equilibrismo numa bicicleta a pedal como há 25-30 anos ou mais. Nesse aspecto, há quem esteja melhor em termos absolutos (carrinha, mesmo que velha, melhor que bicicleta) , mas não sei se o estará em termos relativos.

Um quarto de século de fundos comunitários e muitos milhões trouxeram-nos melhorias materiais absolutas, mas em termos humanos não sei qual o balanço, pois o emprego está a níveis de não sei quando e as perspectivas de melhorar são curtas, em especial para gente a quem a auto-estima das Novas Oportunidades Capuchas não coloca pão na mesa.

Há quem diga que temos o que merecemos, pois foram estes governantes que escolhemos e se lá estão, lá os colocámos.

É uma forma simplista de colocar as coisas. E quase sempre uma forma de apontar o dedo aos outros. Porque quem isso diz parece estar acima da culpa das escolhas, até mesmo quando foram os escolhidos.

Não sei se estas duas pessoas à cata de papel ontem foram escolher, ou se deixaram que escolhessem por elas. Não sei quantas vezes escolheram nas últimas décadas. Não sei, sequer, se escolheram andar ao papel, em vez de andarem à lenha seca e pinhas à beira da estrada, ao ferro-velho, ou a espreitar o despojos nocturnos das médias e grandes superfícies.

Eu acho que, se pudessem, não escolheriam isto.

Mas quem sou eu para saber as escolhas alheias?

Será que têm o que merecem, como alguns dizem de quem opta não escolher? Eu não acho isso. Acho que mereceriam mais, com estes ou outros governantes.

Certamente não mereciam vitorinos pós-bruxelas, carrilhos pós-paris ou tavares pós-pipas de massa para escrever uns parágrafos e dizer nuns bitaites por semana a culpabilizá-los pelo fracasso de uma governação, de um falso modelo de sociedade e de um simulacro de país.

Para o PS o desfecho significou que o partido está completamente desarticulado interiormente e que só a força centrípeta do poder mantém as partes ainda ligadas. É verdade que a estratégia de Alegre buscar o apoio de Sócrates procurou iludir isso, mas a verdade é que o PS de Sócrates e Soares não é o de Alegre e nessa indefinição se ficou. Quem votou em Alegre? Que facção do PS? A que mais quer ver Sócrates fora da liderança do partido ou aqueles que mais lhe são fiéis? Em quem terá votado o engenheiro? A avaliar por declarações de certas personalidades, é bem possível que alguns vultos tenham votado Nobre ou anulado. A vitória de Cavaco foi má, mas nenhum cenário seria grande coisa e a vitória de Alegre seria embaraçosa numa 2ª volta. Sabendo que Cavaco não gosta muito deste PSD e abomina o CDS de Portas, Sócrates sabe que só sairá de PM se se demitir, pois Cavaco não se arriscará em, mesmo a arrancar o mandato, dissolver a AR e convocar umas eleições de resultado incerto, como se viu pela sondagem da Intercampus para a TVI. Ora, Sócrates não se demitirá, por teimosia e não só. Pelo que este foi um desfecho pouco favorável, num panorama em que nenhum desfecho seria bom.

Para o PSD a vitória de Cavaco Silva já na primeira volta é aquilo que seria previsível e em nada muda muito um cenário, em que o PR manifestamente não quererá antecipar eleições, em que uma alternativa de centro-direita não tem quaisquer garantias de ter maioria na Assembleia, mesmo em coligação. E como se sabe a estima que Cavaco tem por Portas. Pelo que o PSD, salvo hecatombe – e Pedro Passos Coelho percebeu-o – está destinado a ficar à espera. O que é chato, obviamente. E nem adiantará ameaçar que se vier aí novo PEC o chumbará no Parlamento, pois duvido muito que a esquerda (Bloco e PC), vá nisso e acabará por arranjar maneira de votar contra qualquer moção de censura se estiver em perigo a queda do Governo. Portanto, estas eleições não significam nenhum  novo ciclo político. Cavaco Silva prefere, de longe, um governo enfraquecido do PS do que um governo do PSD/CDS saído de eleições, com uma legitimidade fresquinha.

O PCP foi partido que mais ganhou – ou não perdeu – com estas eleições. O resultado em si (entre 6 e 9% era tudo possível e aceitável) não interessa, mais interessando ter ganho o crédito de «não ter virado a cara à luta» como afirmou Jerónimo de Sousa em certeira ferroada ao Bloco que muito cedo se colocou sob o manto de Alegre e acabou – objectivamente – do mesmo lado que aquele PS que tanto diz combater. Numas futuras eleições, o PCP saberá puxar deste trunfo para entalar o Bloco junto de algum eleitorado à esquerda do PS. Uma estratégia ganhadora com apenas 7% de votos.

O maior derrotado da noite foi o Bloco, por ter visto esfrangalhar-se por completo a tentativa de canibalizar o PS pela esquerda, cometendo o mesmo erro do sapo que achou já ser suficientemente crescido para engolir um boi, por magrinho que pareça estar. O apoio muito precoce a Alegre prejudicou este junto do PS e a aliança informal entre Louçã e Sócrates no apoio ao mesmo candidato é um daqueles erros que só comete quem está com muita pressa de qualquer coisa. É certo que Trotsky teorizou a aceleração da História em certas fases, mas no tempo dele ainda não vivíamos na idade da velocidade mediática. Para além disso, abriu o flanco às críticas do PCP.

Para o CDS, nem aqueceu, nem arrefeceu. Ganhou o candidato que apoiavam, mas com a certeza que é alguém que só em caso extremo gostaria de ver Portas num Governo. pelo que, por enquanto, ficam à espera na fila, um lugar atrás do PSD.

Fora do chamado arco parlamentar, foi ainda um fracasso o apoio muito tardio, e sem grande lógica argumentativa, do MRPP a Alegre, por razões parecidas às do Bloco. Não se pode estar contra as políticas de um partido e um governo e estar ao lado do seu candidato a Presidente, por amigável que este pareça.

Pesquisa do Livresco:

Arcádia:

Vencedores e vencidos

Aventar:

E esta noite, o Cavaco e a Maria, o que irão fazer

E Agora?

Eleições Presidenciais…do Presidente da República, ok?

Do Portugal Profundo:

A fraude da eleição presidencial

Garden of Philodemus:

Eleição: fim

Nortadas:

Será contra-informação?

O Insurgente:

Cavaco atira a toalha ao chão

Permanente Reencontro:

A coerência de Sócrates

No qual caem, ou parecem cair, os próprios candidatos a PR.

Que a eleição presidencial é unipessoal e a pessoa é que conta.

Não é completamente verdade.

Então e os cortesãos, explícitos ou implícitos?

Eu votaria, sem dano para a consciência, em Alegre ou Nobre, não fossem eles e elas.

Que se viam à luz mais clara, ou mais difusa. Empurrando o unipessoal.

Porque as cortesãs e os cortesãos depois vão (pre)encher a Corte, porque é necessário (pre)enchê-la. Mesmo que seja uma Corte no exílio.

Como aconteceu com Alegre e corre o risco de acontecer com Nobre, mesmo se a eminência parda já não estiver a encaminhá-lo(a)s.

A Monarquia acabou há mais de 100 anos, mas os ademanes nem por isso.

Eis como se explica que, sendo 2+2=4 é desnecessário estarem a chatear-se. O documento da DGRHE é conhecido, pelo que o interesse está na comunicação do Director.

———- Mensagem encaminhada ———-
De: Cons. Executivo Caneças Data: 20 de Janeiro de 2011 14:50
Assunto: Fwd: Pagamento das remunerações

Caros colegas,
O texto que se segue foi-me enviado pelo director da DGRHE.
Solicito que dele dêem conhecimento aos professores dos vossos grupos de recrutamento.
Como sabem a escola utiliza um programa, devidamente autorizado pelo ME para proceder ao processamento de vencimentos, os nossos serviços introduzem o índice em que o funcionário se encontra, sendo remuneração de cada funcionário calculada automaticamente pelo referido programa.
Quaisquer esclarecimentos relativos aos recibos de vencimentos podem ser esclarecidos através da leitura do artigo 19º da Lei 55-A/2010 de 31 de Dezembro.
Cumprimentos
Fernando Costa

 

Exmº (a) Senhor(a) Director(a):

Tendo em conta o pagamento das remunerações nos próximos dias já em observância das disposições da lei do orçamento, é de admitir a possibilidade de serem apresentadas reclamações por parte de professores e outros funcionários cujo montante tenha sido alterado.

Em razão dessa eventualidade e no sentido de que a resposta seja consistente e reflicta a efectiva posição do Ministério da Educação, esta Direcção-Geral está a preparar um texto destinado a esse efeito, o qual lhes será remetido muito brevemente.

Com os melhores cumprimentos,

Mário Agostinho Alves Pereira

Fevereiro de 2011