Sexta-feira, 21 de Janeiro, 2011


The XX, VCR

Cavaco Silva esclarece porque considera injusto o corte nos salários e apresenta a sua solução.

Chegado por mail:

Boa Noite Paulo Guinote
Sigo regularmente o seu blog e gostaria de oferecer uma contribuição a propósito da declaração do deputado socialista Sérgio Sousa Pinto que considerou “absolutamente desnecessária” a proposta do Governo de criminalização da violência escolar, considerando que “faz tanta falta às escolas e ao ordenamento jurídico como uma gaita num funeral”.

Para além de existir uma

Gaita Funeral Home Memorial

como se pode verificar no seu site http://www.merchantcircle.com/business/Gaita.Memorial.Funeral.Home.973-256-2224

Também podemos verificar que até para os funerais de estado a “GAITA” é essencial. Aliás, muitas gaitas…

O vídeo é aquele que já aqui postei…

Tribunal impede corte de 10 por cento nos salários na Universidade do Porto

O Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto aceitou a providência cautelar interposta pelo Sindicato dos Professores do Norte e proibiu a Universidade do Porto de executar o “corte indiscriminado de 10 por cento em todos os salários”, informou o sindicato.

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOCENTE 

DECLARAÇÃO DE PROTESTO DOS RELATORES

A nossa objeção enquanto relatores consiste no facto de o ME ter, obstinadamente, insistido em manter um modelo de avaliação que se considera negativo, por ser pedagogicamente inadequado, não contribuir para a melhoria do desempenho docente, submeter a distinção de mérito a mecanismos administrativos de seleção – quotas – e ser potenciador de situações de conflito dentro da própria escola. Assim, salientamos os seguintes aspetos:

– O clima de competição desenfreado criado por este modelo liquida quaisquer valores de partilha de conhecimentos ou de trabalho colaborativo entre pares que possa ainda subsistir. Além disso, provoca, nas escolas, a introdução de focos de perturbação e instabilidade, bem como o crescimento da conflitualidade.

– É ainda de salientar que a maioria destes relatores, não possui formação adequada no âmbito da avaliação docente. Pensamos, aliás, que essa formação, como não foi prevista pelo Ministério da Educação, dificilmente poderá vir a ser implementada de forma adequada e atempada.

– As perspetivas de progressão na carreira de cada docente dependem, não apenas da sua própria classificação, como também da dos outros professores da mesma escola. Ora é sabido que avaliados e avaliadores, desde que prestem serviço na mesma instituição, são muitas vezes concorrentes aos mesmos escalões da carreira, havendo aqui nitidamente um conflito de interesses. E mesmo quando pertencem a escalões diferentes, é óbvio que o avaliador tem interesse direto nas classificações atribuídas ao seu avaliado, isto é, se aquele estiver posicionado num escalão superior, só terá a perder com a subida de escalão deste, uma vez que se torna seu concorrente numa futura transição de carreira.

– A manutenção do caráter rigorosamente confidencial das classificações finais de cada professor revela a convicção por parte da tutela de que os efeitos que poderão advir do seu conhecimento, por parte da comunidade educativa dos docentes, serão arrasadores.

– A situação descrita anteriormente é ainda mais gravosa pelo facto de não haver uniformidade a nível do território português uma vez que, nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, não foi adotado tão perverso sistema.

– Enfim, a forma descoordenada, confusa e desigual como tem vindo a decorrer o processo de avaliação prejudicou e vai continuar a prejudicar muitos docentes. É verdade que os efeitos do Regular e do Não Satisfaz, por força da lei, não se farão sentir. Todavia, os relatores ao atribuírem Excelente e Muito Bom terão de estar conscientes de que estas classificações refletir-se-ão na graduação profissional dos docentes contratados que, no próximo ano, procurarão emprego, sendo essa a situação mais preocupante. No entanto, haverá também efeitos que se farão sentir para os docentes dos quadros, na medida em que há prejuízos que poderão ser irreversíveis, o que não é, de modo algum, aceitável.

-Há ainda a relevar o desrespeito pela própria lei quanto ao direito de o avaliado exigir um avaliador do seu grupo de docência, uma vez que existem situações em que o relator pertence a um grupo disciplinar diferente do avaliado.

– Um outro aspecto que merece destaque é o seguinte: quando um relator solicita observação de aulas, não deveria, no entender dos signatários deste documento, ser elemento da Comissão Coordenadora de Avaliação de Desempenho (CCAD) uma vez que, ao abrigo do articulado legal, fará automaticamente parte integrante do júri de avaliação a quem compete, por inerência de funções, pronunciar-se sobre reclamações eventualmente apresentadas pelos avaliados.

– As escolas são também, elas próprias, vítimas de um processo que se viram obrigadas a implementar, sabendo, à partida, que um sistema injusto cria focos de instabilidade.

– Está nas mãos dos professores pugnar por uma alteração profunda deste modelo de avaliação pelo que, neste momento, a entrega deste documento é fundamental, pois deixará claro que a nomeação dos relatores, embora sendo um ato obrigatório previsto na lei, não colhe, de modo algum, a sua concordância, por considerarem que não podem ser meras peças de um puzzle que obviamente não querem jogar.

Assim, os docentes abaixo assinados, solicitam a V. Ex.ª que se digne dar conhecimento do presente documento às seguintes entidades:

– Gabinete da Exma. Sr.ª Ministra da Educação

– Comissão Nacional de Avaliação

– Conselho Científico para a Avaliação de Professores

. Exmo. Sr. Director da Direcção Regional do Norte

. Gabinete de Avaliação Docente da DREN

. Conselho Pedagógico do Agrupamento.

Diário do Minho, 21 de Janeiro de 2011

Isto sim é um recibo a merecer uma reclamação em papel selado. É que nem se deram ao trabalho de fingir que há um estipêndio ilegal. Abateram e prontossss….

É de uma Secundária a norte do Tejo.

Mas então não foi Cavaco o demiurgo das negociações entre Catroga e Teixeira dos Santos que culminaram neste orçamento e nestas opções?

Que arrependimento tardio é este? Mas afinal as sondagens não são favoráveis? Para quê este súbito acesso de…

Cavaco: imposto extraordinário evitaria cortes salariais

Para evitar cortes salariais, Cavaco Silva propõe a criação de um imposto extraordinário.

“Não é altura de discutir medidas alternativas, porque o Governo bem sabe que há formas, sem ser por corte de vencimentos, de chamar o contributo de todos os cidadãos. Bastava, por exemplo, que fosse criado um imposto extraordinário para todos os portugueses acima de um certo rendimento. Foi uma opção do Governo que a Assembleia aprovou”, revela em entrevista à Renascença.

Na tal ânsia de se chegar à frente na linha do martírio, lia hoje numa pequena caixa de texto de uma notícia do I (sem link) que um professor do Ensino Superior que não vale a pena nomear se queixava de ter sofrido um corte de 10% no salário, enquanto a sua esposa teve um de 8%, o que significaria uma perda de quase 20% no orçamento familiar.

Eu percebo que isto nos transtorna mas, por caridade, que fique claro que as percentagens não se somam desta maneira.

Isto já é suficientemente mau, não vale a pena agora ampliar as chagas…

Tirei uma conclusão interessante da cobertura mediática acerca dos cortes salariais entre os professores: o meu recibo (que hoje está no DN) é o que apresenta o índice mais mixuruca (235, 5º escalão), pois nas televisões foi tudo do 272 (7º escalão) para cima e deu a sensação que os professores são todos uns afortunados em matéria de remunerações. Na ânsia de mostrarem quem perde mais, foi uma bela exibição. Sou mesmo um zeco pindérico.

Educar a Educação:

Aceita-se troca!

Netodays:

Inventaram uma Taxa de Redução da Remuneração

Octávio Gonçalves:

Redução dos vencimentos: a anatomia de uma Taxa Pinóquio

Pé-ante-Pé:

As taxas de redução da remunerações dos professores

Professores Unidos:

Como classificar?

Expresso, 21 de Janeiro de 2011

… de muita gente é a forma dramática como são reencaminhados pela enésima vez mails com anos como se fossem a última novidade.

Há um par de semanas o especialista socio-isctémico do regime dizia que o aumento de casos se devia ao aumento das queixas e não necessariamente a um aumento do de fenómeno. Mas quando diminuem, não usa essa lógica. Batatas…

Violência escolar, parlamento, governo e CDS querem criminalizar a violência escolar e torná-la um crime público. Oposição dos restantes partidos e de alguns deputados do PS. Sérgio Sousa Pinto, deputado do PS, “A proposta do governo faz tanta falta às escolas como uma gaita num funeral”

Segundo o Ministério da Educação o número de casos de Bullying e de violência escolar diminui 10%.
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Um caso de Bullying, escola Aires Barbosa, Esgueira – Aveiro.
Sobre o tema ler ainda uma peça de Isabel Leiria no Expresso de hoje.

 

Eu cá não me queixaria, porque ainda são umas quantas décimas…