Sexta-feira, 14 de Janeiro, 2011


Sheila B. Devotion, Singing in the Rain

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Nas primeiras duas páginas do meu caderno de Português do 7º ano (ano lectivo de 1977/78) notam-se diversas coisas interessantes, a saber:

  • A 1ª aula aconteceu a 2 de Dezembro e nós sobrevivemos (estoicamente, claro… sofrendo de muito futebol…) a dois meses sem professora.
  • Eu, depois de uma degradação evidente das aprendizagens primárias, tinha começado a desacentuar muitas palavras.
  • As 3ª e 6ª lições continham análises e comentários ideológicos dos textos lidos. Bons tempos…

Neste caso das 2ª, 3ª e 4ª classe, com a curiosidade de corresponderem a duas professoras diferentes e pelo meio ter acontecido o detalhe do 25 de Abril (a primeira cópia é de 28 de Maio de 1973 e a última de 21 de Novembro de 1975). Por acaso falta-me o que corresponde exactamente ao período de 14 de Março de 1974 em diante.

Cópias diárias, com desenhos alusivos, listas de palavras difíceis e por vezes ditados.

Eu sei que a pedagogia da repetição está há muito desacreditada por muito boa gente e com certa razão. Mas a verdade é que a mim não fez mal nenhum e a criatividade expressiva – como a escrita em tempos de censura – até se desenvolveu de forma mais depurada.

… em que tenham coragem para um sério murro na mesa. E com conversa, já sabemos que…

Mais de cem directores de escolas reúnem-se para apresentar propostas ao Governo

Mais de cem directores escolares reúnem-se no sábado, em Lisboa, para discutir as mais recentes medidas que estão a inquietar as escolas e aprovar moções com propostas destinadas ao Ministério da Educação e aos grupos parlamentares.

Funcionários Consulares na Suíça em Protesto

Eu sei que ando nostálgico, mas é uma consequência directa do futuro a que vamos chegando. De modo muito freudiano, tornou-se recorrente nos meus sumários assinalar correctamente o ano, mas enganar-me no mês, marcando “Nov”.

Adicionalmente, o post não é aconselhável a todos aqueles a quem estas coisas lembram períodos traumáticos, a nível académico, pessoal ou mesmo político.

Cortes nas escolas vão provocar revolução

Milhares de docentes podem ser despedidos e alunos podem perder várias actividades extracurriculares.

Definam revolução, para eu perceber do que estamos a falar. Porque se for no sentido que Vital Moreira lhe atribuiu em tempos recentes, prescindo.

Se as vanguardas ilustradas andassem no batente, acredito que se mexeriam mais do que querer lugar à mesa das negociações, enquanto mandam os outros fazer o trabalho pesado.

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