Ministério não tem planos para despedir professores

O secretário de Estado Adjunto da Educação garantiu, no Fórum da TSF, que o ministério não tem planos para despedir professores.

O adjunto da porta-voz do Governo para a área da Educação, parceiro preferencial para as conversas em família com os representantes preferenciais dos professores, sabe perfeitamente que não tem qualquer poder de decisão nesta matéria.

O que ele diz pode escrever-se, imprimir-se e até radiodifundir-se, mas se Teixeira dos Santos acordar mal-humorado e o engenheiro apanhar com um grizo matinal, não conta para nada.

Isto é apenas uma tranquilização para patego comer se for mesmo muito patego.

Para além de que, tecnicamente, ao ME basta não contratar em Setembro uns 10-20.000 docentes (ou mais)  para o SE Ventura dizer que não mentiu. Ou então, se mais uns milhares se aposentarem e outros forem colocados em situação de mobilidade, ser verdade que não despediram ninguém.

Apenas empurraram.

Ou fecharam a porta.

E a escolaridade estende-se para 12 anos com redução de 20% no número de docentes em exercício. Um verdadeiro achado.

Em matéria de spin, Alexandre Ventura faz os mínimos, mas apenas isso e, neste momento, até tenho pena do papel que está a desempenhar.

É que do Pedreira, no mandato anterior, quando se via que estava a contragosto no ME, era possível continuar a não gostar graças às bocas com que, em ocasiões sortidas, mimoseou os zecos-ratinhos.

No caso de Alexandre Ventura, percebe-se que ali está apenas uma figura falante, um verbo vazio, a quem só ficaria bem bater com a porta, sem receio do futuro da sua carreira. Afinal, FLAD há só uma.