Terça-feira, 11 de Janeiro, 2011


Balla, Montra

(e o nome da música dos UHF que está aqui debaixo do teclado, mas…)
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Contratamos. E não podem ser despedidos?

Não. Tem que haver uma surpresa!

Os idiotas têm custos, apesar dos “factores”.

… quantos sobredotados foram identificados na última década no Ensino Básico?

É que andam algumas pessoas confusas com a utilidade do despacho que baixa a idade legal de matrícula no 2º CEB para os 8 anos (o que significa que quem entrar com 6, poderá fazer o 1º ciclo em 2 anos).

E seria útil saber o que pretende o ME, já que há quem não perceba nada do assunto, como o presidente da Confap que no CManhã de hoje classifica esta como uma medida para combater o insucesso escolar, o que é uma declaração claramente subdotada.

Por sobredotados, não entendo vitorinos e lacões, embora tenham chegado depressa muito alto, mesmo sendo pitorrinhos.

… um bom exemplo de parceria público-privada sem custos para o erário público.

O que ainda vai valendo é que se mantêm alguns hábitos de colaboração e cooperação entre colegas que não hesitam em ceder um pouco do seu tempo para partilhar experiências e vocações.

Neste caso, a Ana Paula, notável ex-educadora da minha petiza e directora pedagógica de um colégio privado, acedeu a ir contar umas estórias à minha escola e encantar o par de turmas que desfrutou do momento.

Adenda: Como repararão os mais sensíveis, as fotos que incluem miudagem estão de forma a que se não percebam identidades e/ou possam extrair detalhes. Perdem-se os sorrisos, mas…

O ME não dava esta informação aos jornalistas, apesar de solicitada há muito. O cálculo feito pelo nosso colega José Marques está aqui e foi divulgado também no Umbigo perto de uma semana.

Serviu de fonte directa para este artigo do DN, porque – lá está – há quem atire números para o ar e há quem faça o trabalho com rigor:

Mais de 60 professores aposentados por semana

Desde 2006, quadro do ME perdeu mais de 23 mil docentes. Saíram 3174 em 2010.

Entre Janeiro e Dezembro de 2010, 3174 professores dos quadros do Ministério da Educação (ME) passaram à reforma. Um número que equivale a cerca de 61 aposentações por semana, mas que ainda assim é inferior às aposentações em massa de anos anteriores – em 2008 foram mais de 5000. Desde 2006, os quadros perderam mais de 23 mil professores.

Os números do ano passado não são do ME – que desde Novembro de 2009 não actualiza a informação sobre o seu quadro, apesar dos pedidos do DN, reiterados ontem. Foram compilados, com base nos registos online da Caixa Geral de Aposentações (CGA), por José Marques, professor de Matemática na Escola Anselmo de Andrade, Almada, e autor do blogue Pé-ante-pé (http://japm-pe-ante-pe.blogspot.com).

“Todas as semanas temos notícia de colegas que se reformam. Havia indicações de que esta tendência estaria a abrandar, mas ainda assim tinha a sensação de que o número seria significativo, e isso confirma-se”, explicou ao DN este professor.

“O número poderia ser ainda superior, mas sabemos que ultimamente a CGA está a demorar muito a dar resposta aos pedidos”, acrescentou. “Sabemos que há pessoas que aguardam resposta desde Março. Mesmo assim, são muitos professores experientes a sair do sistema, boa parte deles aceitando penalizações até 30% nas reformas.”

Curiosamente, a maioria das aposentações concedidas pela CGA em 2010 coincidiu com o início do actual ano lectivo, o que pode ajudar a explicar os problemas de falta de docentes em várias escolas que foram relatados na altura. Em Setembro passaram à reforma 407 docentes, em Outubro 445 e em Novembro 310.

Os que serão pagos pelo POPH e coisas assim também permitirão desorçamentar uma série de despesas com o pessoal no ME e, dessa forma, apresentar esses resultados como enormes conquistas da política de contenção. Uns reformados, outros deslocalizados para a folha de pagamentos de outro ministério.

3174 professores reformaram-se em 2010, em 2008 reformaram-se cerca de 5 mil professores, desde 2006 reformaram-se 23 mil professores.

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