Sou um professor no seu segundo ano de trabalho, que tem a sorte de se ter formado em Informática – Ramo Educacional.

Sorte ou azar?

Vivemos uma era em que é cada um por si e logo por aí a escola perde pontos a todos os níveis. Uma escola sem partilha não pode fazer sentido, no entanto é para isso que caminhamos.
Além do mais, temos sindicatos que pouco se interessam com os professores. Aliás, vejo-os contra os cortes, mas ainda não os vi a pronunciarem-se pelo facto dos professores que leccionam cursos financiados deixarem de ser pagos pelo ME para serem pagos pelo POPH. Não faz sentido, pois quando há uma colocação ministerial, o professor foi contratado pelo Estado e não pelo POPH…

Mesmo em relação a avaliação, nunca os vi preocupados com questões fundamentais… vi-os sempre preocupados com questões que poderiam dar bons títulos de jornais (ou não). Alguém se preocupou com o facto dos não profissionalizados ocuparem quotas? Não faz sentido, uma vez que hoje estão no ensino e amanhã podem não estar e estão a ocupar lugares de pessoas que se formaram para isso.

Outro aspecto fundamental: qualquer um pode dar aulas. Mais grave é que ao final de X anos essa pessoa recebe o título de professor, pela profissionalização em serviço. Ao invés, um professor pode exercer outras funções, que nunca vai receber o título de engenheiro, de arquitecto, etc.

Caminhamos para um futuro de autonomia das escolas, que irão permitir cunhas nas escolas. Como vai ser o futuro? Amigos formados (ou nem isso) noutras áreas a dar aulas… professores deixados de fora.

Enfim… lembremos que a educação até era das áreas onde a corrupção andava mais longe…….

Era necessário consciencializar os professores TODOS e a população em geral, que anda iludida com uma fictícia subida de produção das escolas..

Lembrar que a escola não pode ser vista como uma empresa. Um produto ser bom depende da empresa, um aluno ser bom não depende só de uma escola. A escola é feita por Humanos, mas são esses mesmo Humanos que a estão a automatizar, como se de máquinas se tratassem.

Obrigado pela atenção,

João Pedro Martins