Sábado, 8 de Janeiro, 2011



Happy Mondays, Step On
Stereo MC’s, Step It Up

Caso BPN: Estado comprou 6 milhões de acções da SLN

Já depois de nacionalizado, o BPN gastou 20 milhões de euros na compra de acções por um valor 3 vezes superior ao valor nominal.

BPN diz que decisão de Cadilhe obrigou actual gestão a comprar acções da ex-SLN

BPN: Bandeira confundiu casos sobre compra de acções

Presidente do banco tinha dito que instituição não comprou acções da SLN depois da nacionalização, mas estava referir-se a outro caso.

Universities must cut private schools intake, says Simon Hughes

Colleges are ‘failing miserably’ to reflect society, according to the Liberal Democrat deputy leader.

… atirar umas bocas jeitosas, não dá?

Ainda o sucesso dos alunos

Sou um professor no seu segundo ano de trabalho, que tem a sorte de se ter formado em Informática – Ramo Educacional.

Sorte ou azar?

Vivemos uma era em que é cada um por si e logo por aí a escola perde pontos a todos os níveis. Uma escola sem partilha não pode fazer sentido, no entanto é para isso que caminhamos.
Além do mais, temos sindicatos que pouco se interessam com os professores. Aliás, vejo-os contra os cortes, mas ainda não os vi a pronunciarem-se pelo facto dos professores que leccionam cursos financiados deixarem de ser pagos pelo ME para serem pagos pelo POPH. Não faz sentido, pois quando há uma colocação ministerial, o professor foi contratado pelo Estado e não pelo POPH…

Mesmo em relação a avaliação, nunca os vi preocupados com questões fundamentais… vi-os sempre preocupados com questões que poderiam dar bons títulos de jornais (ou não). Alguém se preocupou com o facto dos não profissionalizados ocuparem quotas? Não faz sentido, uma vez que hoje estão no ensino e amanhã podem não estar e estão a ocupar lugares de pessoas que se formaram para isso.

Outro aspecto fundamental: qualquer um pode dar aulas. Mais grave é que ao final de X anos essa pessoa recebe o título de professor, pela profissionalização em serviço. Ao invés, um professor pode exercer outras funções, que nunca vai receber o título de engenheiro, de arquitecto, etc.

Caminhamos para um futuro de autonomia das escolas, que irão permitir cunhas nas escolas. Como vai ser o futuro? Amigos formados (ou nem isso) noutras áreas a dar aulas… professores deixados de fora.

Enfim… lembremos que a educação até era das áreas onde a corrupção andava mais longe…….

Era necessário consciencializar os professores TODOS e a população em geral, que anda iludida com uma fictícia subida de produção das escolas..

Lembrar que a escola não pode ser vista como uma empresa. Um produto ser bom depende da empresa, um aluno ser bom não depende só de uma escola. A escola é feita por Humanos, mas são esses mesmo Humanos que a estão a automatizar, como se de máquinas se tratassem.

Obrigado pela atenção,

João Pedro Martins

Divulgação solicitada por mail pelo autor:

Exmo. Senhor Candidato a Presidente da República Portuguesa

Eu, Vítor Gonçalves, morador em Vila Franca de Xira, pai de uma aluna do 4.º ano, venho por este meio denunciar uma realidade que contradiz a vontade que demonstra em promover uma boa edução escolar em Portugal.

No concelho onde moro, e em muitos outros sítios, visto ser uma prática que ganhou foros de tradição, as escolas públicas do 1.º ciclo do ensino básico, muitas com jardim de infância, vão estar fechadas dias 21 e 24 de Janeiro (sexta e segunda-feira, respectivamente) por causas das eleições presidenciais a que o senhor concorre. Na prática, poderíamos dizer que quase todos alunos deste grande concelho e de muitos outros perderão dois dias de aulas porque o senhor se candidata a Presidente da República.

Mas não há nisto qualquer fatalismo. É possível fazer de outra forma. Parece incompreensível que no século XXI sejam necessários dois dias completos para pôr um urna e mais uma ou outra peça de mobiliário. Seria com certeza possível montar tudo no sábado, e depois das votações desviar o material para que segunda-feira houvesse aulas (sem falarmos na alteração inopinada da guarda dos filhos ou do prejuízo para os alunos mais carenciados que fazem as suas refeições na escola).

Não saberei dizer mais nada, a situação roça o absurdo, e como sabe é difícil pensar nesse território. Mas peço-lhe muito que use a sua já magistratura de influência e evite este atentado contra a escola pública, os alunos e os pais deste país que precisa de ser mais e melhor escolarizado.

Com estima e admiração

Vítor Manuel Gonçalves

O Ensino na Coreia do Sul (1)

Testemunho, em forma de ferida, na primeira pessoa.

A cartografia das afinidades e dos afectos da imprensa (impressa, mas não só) nacional está em movimento. Há movimentos tectónicos, uns mais subtis, outros mais eruptivos. Mas a coisa anda a mexer-se. Há que atentar em fluxos publicitários. Mas não só.

Cada vez que leio certas análises sobre a divulgação de documentos oficiais do site Wikileaks dá-se-me uma urticária perante  algumas hipocrisias de circunstância.

Sobre Assange é simples: se fizesse as coisas como anónimo era cobarde; como as fazes dando a cara tem tiques de estrela e quer protagonismo. No fundo, encontram-se aqui os argumentos ramelosos que os analistas assalariados para analisar usam sempre que alguém retira o protagonismo que julgam ser devido apenas a si mesmos.

Sobre a divulgação de documentos, contudo, há críticas perfeitamente disparatadas, só possíveis em quem não consegue articular um pensamento coerente sobre a forma de lidar com este assunto. Gente inteligente, que parece raciocinar com sentido sobre outras coisas, gagueja nestas alturas, sem que se perceba exactamente porquê. No outro dia via num canalN um articulista razoavelmente jovem e que gosto de ler a dizer um conjunto de frases sem nexo e escassíssima substãncia sobre o tema.

No fundo, a crítica mais substantiva é que Assange disponibiliza documentação em bruto, sem trabalho de selecção prévia. E, em paralelo, que isso permite divulgar muita coisa irrelevante e pouca muito importante.

A crítica mais instrumental é que a documentação se dirige contra os EUA e é politicamente motivada por um sentimento anti-americano.

Vamos por partes.

  • A primeira crítica é ridícula do ponto de vista da pesquisa e investigação porque o que o Wikileaks faculta é documentação em bruto, como uma espécie de arquivo histórico online. Só quem nunca fez investigação em arquivo é que desconhecerá que os arquivos de documentação oficial contém milhares e milhões de documentos com um interesse diminuto e uma proporção muito menor de documentos que permitam saltos relevantes nos nossos conhecimentos. Aliás, não é difícil imaginar alguns dos opinadores agora críticos da divulgação destes documentos a viajar para os EUA, com o apoio de uma qualquer fundação, para irem a arquivos em busca de documentos deste tipo e a fazer requerimentos respeitosos para os poderem consultar. Porque, não o esqueçamos, tudo isto é informação que poderia ser disponibilizada livremente daqui a uns anos, em especial a que tem classificação de baixo secretismo. Que a Wikileaks disponibilize a documentação a toda a gente é que parece o problema, em especial quando alguma dela tem até já anos para ser pública. O facto de alguma dessa informação ser irrelevante do ponto de vista histórico e implicar cotejo, para separar o essencial do acessório é uma crítica absolutamente vazia. O que queriam? Que Assange e parceiros seleccionassem a informação? Nesse caso, o que diriam dele? Que fazia divulgação selectiva e censurada?
  • Quanto à crítica ao alegado anti-americanismo da divulgação há duas formas simples de a rebater. Em primeiro lugar, Assange já disse publicamente que divulga o que lhe enviarem e que só não faz divulgação de documentação taliban ou com outra origem, porque não a recebeu. O que parece óbvio, Em segundo lugar, há que relembrar que esta é documentação americana e que os próprios americanos a têm arquivada e, em regra, ela acabaria disponibilizada acho que 30 anos depois de produzida. Se a crítica assumir a variante de ser errado divulgar agora pequenas historietas sobre as figuras públicas internacionais, é bom que se relembre a esses críticos que, então, deixem de se rebolar de gozo sempre que há inconfidências sobre figuras da nossa política interna. E seria mesmo muito útil relembrar a alguns falsos púdicos e moralistas que eles foram os protagonistas (ou são os herdeiros) da cultura jornalística que cresceu e se alimentou das mantas alegadamente surripiadas por Deus Pinheiro num voo da TAP ou das mudanças de mobílias da casa de Cadilhe em veículos oficiais. Lembram-se? Eram essas informações mais relevantes do ponto de vista histórico ou político do que os pecadilhos sexuais de Berlusconi?

Noto algum entusiasmo blogosférico com a prestação (a que infelizmente não assisti) do candidato presidencial José Manuel Coelho. Mais logo irei ver o vídeo, mas por agora vou concentrar-me numa frase que está a despertar risos, sorrisos e algum evidente júbilo popular por ser uma evidência que muitos ocultam:

‘Andam a arranjar tachos até para as amantes’

E, no entanto, no meu papel auto-atribuído de iluminador de evidências e arrefecedor de excitações, gostaria que vissem esta questão por um outro prisma, que acho de maior justiça para o(a)s envolvido(a)s.

Por comodidade de análise centremo-nos no estereótipo de político de meia-idade a caminho da andropausa com amante bem mais jovem, eventualmente espadaúda e hábil nas artes amorosas o suficiente para agarrar macho com carências genésicas.

Não quer dizer que não existam outras combinações (política com amante mais jovem, político com amante masculino, política com amante feminina), mas é mais fácil assim e dá para compreender a ideia geral.

Esqueçamos ainda, pelo menos por agora, as namoradas (que por vezes alguns confundem com amantes, por causa das paredes-meias do estatuto) e vamos ainda esquecer os encontros fortuitos entre políticos vigorosos e estrelas do jetseis nacional em eventos de cariz social e instalações sanitárias higiénicas e medianamente confortáveis ou com estabelecimento hoteleiro próximo.

É assim: eu acho que, de entre todas as criaturas que vieram ao mundo, a amante de um político balhofas cujo potencial erótico reside no seu poder de influência, nepotismo e tachismo, é aquela que mais merece um job e nem sequer é por causa apenas dos blows a que se submete.

Porquê?

Porque ela é quem não se pode escusar a ser granadeirada sempre que o dito político lhe apetece libertar os humores a que chamará amores.

À esposa legítima, farta de o aturar e garantida pelo conhecimento que terá dos seus negócios e taras, pode sempre acometer uma enxaqueca oportuna que a liberte do cumprimento da metade final da maleita.

Mas a amante, se quer conseguir alguma coisa, incluindo o tal tacho ou panela, não se pode escapar dessa forma e terá de o aguentar por cima, por baixo, de través ou dependurado no candeeiro a gritar ai-robinha-aqui-vai-o-teu-batemão.

E, convenhamos, isso é tarefa que merece a maior das recompensas e devemos compreendê-lo, até por sermos – enquanto povo – granadeirados colectivamente há muito por estes espécimes, só que sem a necessidade de aturarmos a proximidade do bafo, o escorrer da baba e transpiração que sempre exalam quando pretendem ser perfomativos.

Por isso mesmo, eu defendo o direito da amante do político balhofas a ter um tacho e, por mim, pode ser debruado e folheado a ouro e ter um ou dois diamantes incrustrados.

Porque enquanto ela é granadeirada, safamos-nos nós um bocadinho e o homem fica menos acabrunhado.

De certa forma ela é a mártir que dá o corpo para que se nos aliviem a carteira por uns momentos.

Por mim ela merece tudo o que conseguir extrair da situação, para além da necessidade de um banho com todos os perfumes do mercado.

E é aí que eu me distingo ideologicamente do candidato presidencial José Manuel Coelho.

Há quem diga que os encargos que agravam o défice são com o pessoal que trabalha nos serviços do Estado. Em termos absolutos até pode ser uma verdade facilmente amostrável com gráficos.

Mas o que se esquecem de dizer é que, com as encomendas fora do Estado, se gastam fortunas que, se calculássemos o valor per capita, demonstraria que umas poucas centenas de cabeças privadas absorvem incomensuravelmente mais dinheiro do Estado do que muitos milhares e milhares que exercem todos os dias funções públicas. E depois pagam indirectamente os pareceres aos privados contratados pelo Estado.

Despesas recorde em tempos de contenção económica

… ou porque assim se neutralizam e seduzem certos nichos?

Pareceres têm 60 milhões de euros

Governo prevê gastar, este ano, com pareceres jurídicos 60 milhões de euros. Ministério das Finanças não revela quanto pagou a Jorge Miranda.

O parecer jurídico-constitucional pedido pelo Governo ao constitucionalista Jorge Miranda, relativo aos cortes salariais na Administração Pública, chamou mais uma vez a atenção para as despesas do Estado com trabalhos externos na área da Justiça: apesar de contar com serviços jurídicos próprios nos ministérios e fundos autónomos, o Executivo prevê gastar este ano mais de 60 milhões de euros com “estudos, pareceres, projectos e consultadoria”. Para já, o professor da Faculdade de Direito de Lisboa e um dos ‘pais’ da Constituição considera que a redução dos ordenados no Estado “não é inconstitucional”.

O Ministério das Finanças não revela quanto pagou a Jorge Miranda pelo parecer jurídico-constitucional, mas, dados os preços praticados no mercado e o prestígio deste constitucionalista, o valor não será de menosprezar. Certo é que o Governo orçamentou para este ano uma verba superior a 150 milhões de euros para despender em “estudos, pareceres, projectos e consultadoria”.

Desta verba total, 60 por cento dos valores estão “cativos nos orçamentos de funcionamento dos serviços integrados [que dizem respeito aos ministérios governamentais] e dos serviços e fundos autónomos [que incluem os restantes serviços da Administração do Estado]”, como consagra o Orçamento do Estado para 2011. Mesmo assim, o montante autorizado para gastos com essa rubrica ascende a 60 milhões de euros, dos quais mais de 21,3 milhões são relativos aos orçamentos dos serviços integrados dos ministérios.

O mais grave é que muitos destes pareceres são pedidos e pagos com o dinheiro dos cidadãos para justificarem decisões destinadas a lixar a vida a esses mesmos cidadãos.

E são os aparatchiks dessa gente que critica quem pediu um parecer com o seu dinheiro, para defender os seus direitos?

Escolas de Gaia vão oferecer pequenos almoços e lanches. Há alunos que pedem comida para levar para casa.
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Em Barroselas, alunos e encarregados de educação protestam pela falta de condições na escola, directora da escola fala sobre as más condições da escola e sobre as medidas que foram tomadas.
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Caminha, aluno leva uma pistola de alarme para a escola. Em Maio e Junho do ano passado foram apreendidas 11 armas brancas e armas de fogo nas escolas.