Terça-feira, 4 de Janeiro, 2011


Bryan Ferry, A Hard Rain’s A-Gonna Fall

A arte está em…

Por muito que o assunto Camarate já me aborreça, acho que não merecia tamanha afronta.

Ricardo Rodrigues preside à IX comissão de inquérito

O vice-presidente da bancada do PS Ricardo Rodrigues vai presidir à IX comissão de inquérito ao caso Camarate, que será discutida e aprovada quarta-feira no Parlamento.

Acordar ou não Acordar… eis a questão do momento – Parte IV

Calma, colegas: o suplício de ler estas palavras – que apenas comprovam os sérios problemas que encerro ao nível das minhas sinapses – aproxima-se do fim. Bebam um chá de maracujá, respirem fundo… e tentem aguentar só mais um pouquinho.

Parece-me ser evidente, para todos os que viveram mais intensamente os acontecimentos dos últimos anos sobre as políticas educativas impostas pelos Governos de José Sócrates, que o papel de alguns Blogues foi determinante para o desenvolvimento do movimento de contestação dos professores.

Considero que para haver um entendimento generalizado do que se vai sentindo e passando na maioria das escolas do nosso país, é fundamental o trabalho de divulgação que “A Educação do Meu Umbigo” e outros blogues venham a fazer.

Negar ou tentar diminuir a importância dos blogues, principalmente do “A Educação do Meu Umbigo” neste processo é um completo absurdo – tal como absurdo passou a ser o ataque a este espaço, em determinadas alturas, por parte de “simpatizantes” de quem passou a achar que havia recuperado o seu espaço nas mesas de negociação com o ME e olhava para o Umbigo do Paulo Guinote como um possível futuro adversário de uma qualquer luta pelo não sei o quê ( … ).

Perguntar-me-ão se aqui também foram, por alguns comentadores, escritas palavras sobre os Sindicatos sobre as quais não concordei. Responderei que sim: sem dúvida! Nunca compreendi a argumentação crítica destrutiva, viesse ela de onde viesse. Considero mesmo que foram várias as vezes que todos exageramos. Eu incluído.

Só que há exageros e há a má-fé. E da parte do Paulo nunca considerei que as suas críticas/opiniões a determinadas acções dos Sindicatos fossem feitas de má-fé ou com segundas intenções. Aliás, muito haveria para dizer sobre o quão “produtivo” foi este espaço durante determinado tempo para os interesses da própria FENPROF… mas estas são questões que dizem respeito ao Paulo e à sua vontade de dar a conhecer como certos “encavalitanços” foram feitos enquanto a utilidade do blogue era deveras importante para quem precisava de estar na crista da onda. Esta é uma verdade indesmentível – simpatize-se ou não com um estilo directo, incisivo e sempre sincero do Paulo – e que, estou convencido, o futuro irá provar.

E é exactamente por isso que pretendo ir com este texto mais além do que a defesa de um espaço que considero fundamental nos tempos que se avizinham para a continuação da luta pelos interesses da nossa Escola, dos nossos alunos e dos professores em geral.

Há algo que considero importante – diria mesmo indispensável – analisar, para que, numa perspectiva de construção de uma nova linha de actuação dos professores, possamos aprender com os erros e agir de forma mais concertada:

Será que a estratégia de luta defendida por alguns sindicatos – leia-se aqui, obviamente e principalmente, a FENPROF – é, efectivamente, a mais adequada?

Quero frisar que não pretendo realizar qualquer tipo de crítica destrutiva ou defender um discurso “anti-sindicalista”: pretendo apenas dar o mote para um debate que julgo ser essencial.

Pergunto: será com Greves Gerais, manifestações, cornetas, bandeiras e palavras de ordem impostas – sim, digo impostas, porque há quem ache que é um dever ir para a rua sempre que um Sindicato deseja – que conseguiremos o que pretendemos? Será que, olhando para o passado recente não podemos dizer que as nossas manifestações de rua nasceram exactamente de algo natural, não imposto e fundamentalmente genuíno? Ou seja, que fomos nós, professores, que sentimos a necessidade de avançar por sentirmos na pele as enormes cargas burocráticas, desconexas e desrespeitosas que as nossas escolas sofriam?

Eu acho que fomos nós, professores, que iniciamos as ondas!

 

E vocês, colegas? Não acham também?

Maurício Brito

(Continua…)

… só possível quando a impressão ainda mal assentou no papel. Com o duplo prazer de ser uma oferta do trabalho de um colega de escola e, embora em cursos diferentes, de Faculdade, onde terçámos argumentos na crise de 87 que levou à criação dos Ramos de Formação Educacional.

 

Há bocado no noticiário da SIC. Luís Ferreira Lopes demonstrou como toda a poupança feita com as medidas de austeridade do OE é apenas equivalente a tudo aquilo que o Estado/Governo já enterrou no BPN, só que não está orçamentado, por causa das habilidades técnicas nestas matérias, nomeadamente o facto do dinheiro ser lá metido em especial via CGD.

Se o buraco do BPN viesse no OE o défice ficava à mesma no valor do ano passado. Ou seja, na verdade, tudo está na mesma e pior ficará se forem injectados outros 500 milhões de euros ou mais naquele buraco mais do que tóxico.

Resumindo: o pseudo-Estado Social e os funcionário públicos estão a apertar o cinto para pagar as falcatruas dos senhores que se governaram à sombra do BPN/SLN e andam por aí sem que toquem em mais do que um ou dois. Veja-se Dias Loureiro…

XIII Tipos de Perfis de Professores (o IX não conta)

Medidas de austeridade provocam saída apressada de dirigentes do Fisco

Directores distritais, a directora do Centro de Estudos Fiscais, subdirectores-gerais são alguns dos casos de pedido de aposentação surgidos após o anúncio das medidas de combate à crise.

Providências cautelares não suspenderão cortes salariais

As providências cautelares que os sindicatos vão entregar na quarta-feira contra os cortes dos salários da Função Pública não vão suspender a decisão, já que os vencimentos não foram ainda processados, explicou à Lusa um especialista.

E o problema é que se suspendessem, suspendiam o quê?

ROUBO – Remunerações do ano anterior sujeitas aos cortes salariais

Eixo do Mal, Pedro Marques Lopes, Daniel Oliveira e Clara Ferreira Alves. Relatório PISA 2009, Maria de Lurdes Rodrigues “a melhor ministra da educação da democracia” de acordo com um dos spin-doctors do novo PSD. Aliás, o desvelo que revelava no seu semblante no lançamento do livro de MLR dizia tudo.

Na área da Educação, o PSD que se diz liberal apenas está à espera que este PS faça faça tudo o trabalho, para eles surgirem como virgens na matéria.

Acrescente-se que Pedro Marques Lopes não percebe NADA de Educação, para além do leu numas revistas estrangeiras de vulgarização de assuntos gerais. Classificar os resultados do PSIA 2009 como excelentes é, para usar uma palavra a que recorro pouco, cabotino, mesmo se servido por uma boa postura de mãos.

Ainda o cheque ensino e as novas tecnologias.

O STE PEDIU HOJE AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA QUE SUSCITE A FISCALIZAÇÃO PREVENTIVA DA CONSTITUCIONALIDADE DE TRÊS ARTIGOS DO OE/2011

(…)

Para sustentação do pedido o STE invocou os pareceres do Dr. Garcia Pereira e do Dr. Paulo Veiga e Moura.

.
LISBOA, 2010-12-28
A DIRECÇÃO

Sindicatos contestam cortes em cinco tribunais

Professores entregam amanhã providências contra reduções salariais e juízes apelam ao Tribunal da UE. Juristas divididos sobre os resultados.

Os sindicatos da função pública correm a diferentes velocidades no combate aos cortes salariais que começam já este mês, a partir do dia 21, a afectar os trabalhadores, reduzindo entre 3,5% e 10% as remunerações acima dos 1500 euros brutos. Enquanto o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) e os afectos à Frente Comum apostam já a partir de amanhã nas providências cautelares e na fiscalização da constiticionalidade dos artigos em causa, a Fesap tem “dúvidas” de que as providências cautelares tenham resultados suspensivos e ainda está a equacionar as medidas a tomar. Já a Associação Sindical dos juízes avança para o Tribunal das Comunidades Europeias, invocando uma resolução do Conselho da Europa, de Novembro, que recomendava preservar a independência dos magistrados, salvaguardando-se o seu estatuto económico.

“Há constitucionalistas, como Gomes Canotilho, a dizer que na administração central e local o Governo pode invocar o interesse nacional e uma situação de emergência para aplicar os cortes salariais, e juristas que nos dizem que é melhor aguardar”, disse ao DN o dirigente da Fesap, Nobre dos Santos. Já Garcia Pereira e Paulo Veiga e Moura encontram motivos para declarar inconstitucionais os artigos do OE.

Cortes param Justiça

Centenas de providências cautelares chegam esta semana aos tribunais para travar os cortes salariais na Função Pública. Uma medida que vai entupir os tribunais de norte a sul.

Luta contra cortes nos salários avança em várias frentes

Providências cautelares nos tribunais; Bloco e PCP insistem em pedido de constitucionalidade.

As lideranças unipessoais tendem a dar nisto. Acho que em muito poucos casos se justificam estas assessorias externas. Que me desculpem os justos, mas considero que serfão mais os que querem centralizar tudo em si e blindar-se contra ameaças internas. E como a informação é poder. Reservam-na para si.

Quase 15% dos directores recorrem a ‘outsourcing’ para gerir escolas

Em papel a notícia é mais desenvolvida e tem boa parte do que acho sobre o assunto em três respostas às quais só falta a parte de isto ser uma via para, a curto-médio prazo, parte das despesas com a Educação desaparecerem do OE.

INE altera recolha de dados sobre o desemprego

Os números do primeiro trimestre deste ano não serão comparáveis com a série anterior.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) vai passar a recolher os dados sobre o desemprego por telefone, em vez de o fazer presencialmente. Os dados com base na nova metodologia serão publicados pela primeira vez a 18 de Maio e referem-se ao primeiro trimestre deste ano. O instituto estatístico refere que com esta nova séria será impossível comparar os novos dados do desemprego com os anteriores.

Podem justificar isto de muitas formas. Podem até dizer que é uma decisão autónoma do INE. Para mim é apenas uma valtice.

Quanto tempo demora a arranjar um muro numa escola? Escola Maria Veleda, muro caído há mais de um ano ainda não foi arranjado.

Novo centro escolar em Murça, último dia na escola de Vilares.

O Ministério da Educação é o ministério que tem mais gastos com pessoal

Reportagem da SIC sobre o regresso à escola, opiniões dos pais sobre a utilidade das férias.

Pepe le Pew, a doninha mais romântica de sempre e um clássico por vezes esquecido…