Segunda-feira, 3 de Janeiro, 2011


Até porque o Bobby Farrell morreu quase a acabar 2010.

Empresa garante que quadros interactivos ficam nas escolas

Colecção da Bertrand, de meados dos anos 70, com a história ilustrada com bd, intercalada no texto..

Recebido por mail:

Isto merece ser denunciado!

Em 2010.12.27 através da Resolução do Conselho de Ministros nº 101-A/2010, publicada em Diário da República nº 249 Série I de 27/12/2010, Suplemento 1, estabeleceram-se regras tendentes ao combate à crise. Essa Resolução começa com o seguinte parágrafo:

“A presente resolução do Conselho de Ministros detalha e concretiza um conjunto de medidas de consolidação e controlo orçamental que integram a estratégia de correcção estrutural do défice e da dívida pública, estratégia essa subjacente ao Orçamento do Estado para 2011 e ao Programa de Estabilidade e Crescimento.
O cumprimento dos objectivos orçamentais inerentes ao Orçamento do Estado para 2011 e ao Programa de Estabilidade e Crescimento, consubstanciados em metas ambiciosas e exigentes, desde logo de redução do défice de 7,3 % para 4,6 % em 2011, exige a implementação célere das medidas de redução da despesa e reforço da receita.(…)

(…)Para cumprimento das medidas de consolidação orçamental, no prazo de 15 dias após a publicação da presente resolução todos os ministérios se comprometem a ter concluído o levantamento dos actos administrativos, regulamentares ou legais necessários à sua implementação, cuja aprovação e publicação revestirá carácter prioritário.

Até aqui, tudo bem, ou TUDO MAL!

Na página 5936-(7), menciona-se que no Ministério da Educação se deva proceder à redução de 50 cargos dirigentes (20%) nos serviços centrais e regionais.

Até aqui tudo bem!

Os “boys” não devem estar preocupados – alguém já deve estar a pensar noutro poleiro.

A partir daqui, TUDO MUITO MAL:

Vejam bem o panorama na Região Autónoma da Madeira (RAM):

Nº Total de escolas por ciclo e concelho (Inclui públicos e privados)
Concelho
Creche
Pre-escola
1º Ciclo
2º Ciclo
3º Ciclo
Secundario/Prof.
Calheta
2
11
11
2
2
2
Câmara de Lobos
7
24
18
4
4
3
Funchal
36
75
50
14
16
16
Machico
5
13
9
4
3
2
Ponta do Sol
3
10
7
1
1
1
Porto Moniz
1
2
2
1
1
1
Porto Santo
1
5
4
1
1
1
Ribeira Brava
3
13
10
2
2
1
Santa Cruz
10
22
13
3
3
3
Santana
2
10
8
2
2
1
São Vicente
2
8
5
1
1
1
Total
72
193
137
35
36
32

 

03-01-2011 19:56:16

Número Total de estabelecimentos (incluindo privados): 505

Número Total de alunos: 52.000 (em todos os graus)

Número Total de educadores/professores: 6.500.

 

Agora, veja-se a “organização” das estruturas educativas na RAM:

Ver http://www.madeira-edu.pt/tabid/1908/Default.aspx

Para aquele super micro universo educativo, existem em funcionamento:

Uma Secretaria Regional com o seguinte staff: 1 Gabinete de Gestão Financeira, Inspecção Regional de Educação, Direcção de Serviços do Sistema de Informação, Observatório do sistema Educativo e Cultural da RAM, Divisão de Gestão Organizacional e Jurídica e Gabinete de Informação, Imagem e Protocolo.

http://www.madeiraedu.pt/Secretaria/GabinetedoSecret%C3%83%C2%A1rio/OrganogramadoGabinete/tabid/1917/Default.aspx

Agora, pasmem-se…!

Uma Direcção Regional de Educação:

http://www.madeira-edu.pt/dre/tabid/901/language/pt-PT/Default.aspx

(1 Director Regional, 1 Subdirector Regional e 7 (sete) directores de serviços, mais as unidades flexíveis cujas chefias são equiparadas para efeitos de vencimento a directores de serviço e a chefes de divisão http://www.madeira-edu.pt/LinkClick.aspx?fileticket=XUOt8TvtKkU%3d&tabid=901&mid=7229&language=pt-PT&forcedownload=true

http://www.madeira-edu.pt/LinkClick.aspx?fileticket=v_8LcPn_hVU%3d&tabid=901&mid=7229&language=pt-PT&forcedownload=true

Uma Direcção Regional de Educação Especial e Reabilitação:

http://www.madeira-edu.pt/Default.aspx?alias=www.madeira-edu.pt/dreer

Vejam o organograma aqui:

http://www.madeira-edu.pt/LinkClick.aspx?fileticket=eXRPYO7fH1g%3d&tabid=205&language=pt-PT

Espreitem o balanço social e pasmem-se com os números desta direcção regional: 19 cargos dirigentes!, 860 trabalhadores!

Confirme aqui: http://www.madeira-edu.pt/LinkClick.aspx?fileticket=U39A4q-DtGY%3d&tabid=1640&language=pt-PT

Uma Direcção Regional de Qualificação Profissional:

http://www.drfp.pt/default.aspx

Uma Direcção Regional de Planeamento e Recursos Educativos:

http://www.madeira-edu.pt/Default.aspx?alias=www.madeira-edu.pt/drpre

Onze Dirigentes num total de 52 trabalhadores,

Veja aqui: http://www.madeira-edu.pt/LinkClick.aspx?fileticket=_OVmTPU_VmY%3d&tabid=415&mid=9551&language=pt-PT&forcedownload=true

Uma Direcção Regional de Administração Educativa:

http://www.madeira-edu.pt/Default.aspx?alias=www.madeira-edu.pt/drae

Com este organograma:

http://www.madeira-edu.pt/drae/home/organograma/tabid/1186/Default.aspx

Uma Direcção Regional de Assuntos Culturais:

http://www.culturede.com/

etc, etc, etc…

 

Afinal, que país é este?

Temos um Governo que manda diminuir no ME 50 cargos de “boys” – perdoem-me os efectivamente competentes – e ao mesmo tempo, todos nós contribuintes, pagamos milhões e milhões de euros para que o Alberto João nos chame Cubanos, insulte os continentais e continue a ganhar eleições…Pudera! Com resmas de “orange boys” qualquer papalvo também gozava com a crise.

O que acha o Presidente da República sobre isto? O que dizem os deputados do PS eleitos pelo circulo eleitoral da Madeira? O que acham os Professores? O que acha o povo honesto e trabalhador?

M. M.

Estou com bastante curiosidade para ler a peça de amanhã (penso que é para amanhã) do Diário Económico sobre uma modalidade que já era possível, mas que parece estar agora a ter algum incentivo em tempos de falta de verba nas escolas. Trata-se da troca de parte do crédito horário das escolas/agrupamentos por verbas para fazer a contratação externa de serviços. Falaram-me em possibilidades como a assessoria jurídica, o apoio em matérias contabilísticas ou mesmo em matérias pedagógicas.

Neste momento e no actual contexto este recurso parece-me disparatado, a menos que seja para desorçamentar custos e para substituir encargos fixos com pessoal por despesas temporárias, contratadas a empresas privadas.

Ainda consigo conceber que a contratação, por exemplo, de mediadores se justifique em algumas unidades orgânicas com uma presença forte de minorias étnico-culturais e riscos elevados de abandono escolar. De resto, acho divertido. Uma porta entreaberta para muita coisa…

Mas espero para perceber melhor como isto é encarado por certos actores educativos.

Acordar ou não Acordar… eis a questão do momento – Parte III

Se é verdade que as nossas opções ficam sempre no campo da responsabilidade individual, não é menos verdade que um sindicato que representa entre 50-70% da nossa classe docente tem o dever de representar em primeiro plano os interesses dos seus associados.

Nunca, em caso algum, um Sindicato deve colocar em primeiro lugar os seus próprios interesses e, muito menos, interesses ou agendas político-partidárias.

– E a representação dos seus associados obriga a que um Sindicato indique caminhos, aponte soluções e encontre as formas de luta que possam levar a alcançar o objectivo de acabar, definitivamente, com este simulacro de avaliação.

Porque, apesar de infelizmente não admitirem abertamente, algumas corporações sindicais – em especial a FENPROF – têm a perfeita noção de que, por si só, não têm a capacidade de iniciar uma nova onda, um novo movimento amplo de contestação: eles sabem que esse movimento apenas nascerá, tal como os anteriores, à partir de um conjunto de reacções que passam sempre pelo efectivo reconhecimento por parte dos professores de que as coisas estão/continuam mal; por um entendimento generalizado do que verdadeiramente se vai passando nas nossas escolas em termos de constrangimentos, dificuldades de operacionalização e, principalmente, do sentimento de revolta que, estou convencido, voltará a surgir brevemente.

Mas o meu receio é exactamente esse: não conseguir vislumbrar o quão brevemente. Porque já sabemos que o próprio Acordo assinado abre a porta para que, no fim deste ciclo de avaliação, seja revisto o modelo. Mas o problema é que até ao fim do ciclo avaliativo poderá ser já muito tarde, colegas! Receio que as conflitualidades produzidas com a aplicação deste modelo na sua íntegra – neste ciclo de avaliação – poderão ser devastadoras para um clima que se pretende de paz nas relações pessoais entre profissionais que vivem necessariamente e diariamente, uma lógica de trabalho de grupo, de interacção, de reuniões e de projectos, em que o relacionamento e o espírito de grupo são, assim, fundamentais.

O problema é que estamos perante um modelo de avaliação em que está subjacente algo completamente perverso: a competição entre colegas que nunca se viram como adversários.

– Pior: trata-se de uma competição que está viciada logo à partida, pois as leis que a regem permitem que alguns dos “árbitros” do jogo… sejam os próprios “jogadores”!

E eu acho que não devemos aceitar isso!

E vocês, colegas? Acham que devem?

Maurício Brito

(Continua…)

A situação 1

As pessoas comunicam num discurso cada vez mais pobre de recursos significantes. Admitido publicamente pelos implicados, já não se redigem nem as leis com o rigor necessário. Por este andar, um dia, não muito distante, teremos de recorrer ao inglês, para construir e interpretar o nosso edifício legislativo. Será a machadada final na já precária soberania que nos resta. Além disso, perderemos também a pátria, porque a nossa pátria é a língua portuguesa!

Gramáticas, programas e, acerca de ambos, interpretações e reflexões, com muitas citações e infindáveis bibliografias, sempre houve. Também sempre houve estágios pedagógicos orientadores do modo como dar aulas e conteúdos, que os professores foram adoptando, acriticamente, para toda a vida! O que é muito mais difícil de encontrar são verdadeiras didácticas para o funcionamento da língua. Didácticas operativas, organizadoras dos conteúdos, que façam do ensino do português um verdadeiro projecto.

Os manuais seguem os programas e os professores seguem os manuais. Os conteúdos são ministrados de forma avulsa. Peças encaixotadas (quantas vezes de marcas diferentes!) de um motor por montar. Motor que, assim, nunca funcionará! De facto, de que serve, aos alunos do 2º ciclo do ensino básico, esse amontoado de conteúdos, respigados de diferentes abordagens, sem coesão nem coerência, de que são feitos os programas e os manuais?! Mais do que inútil, é perverso! Porque, em vez de formar, deforma!

João de Brito

 

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