Sábado, 1 de Janeiro, 2011


Que não se agrave a atomização e a quase completa falta de amizade e companheirismo nas escolas, tornando ainda mais profundas as fracturas e feridas que nos últimos anos tornaram estes espaços cada mais meros espaços de trabalho impessoal, onde as relações pessoais se tornaram simulacros que aprofundaram maleitas antigas  do ofício. Mesmo achando eu que tudo acaba por se resumir ao modo individual como cada um(a) opta ou consegue (re)agir perante o que o(a) cerca, penso que é muito negativo que cada vez mais os professores se sintam isolados, não apenas nas suas salas (acusação que por vezes lhes é feita de forma algo injusta), mas nos corredores, nas salas de professores, um pouco por todo o lado, como se estivéssemos cada vez mais rodeados por quem apenas espera que falhemos, que quebremos, que deixemos de ser concorrentes.

O ano de 2010 foi a este nível mais de expectativa e ansiedade. O ano de 2011 pode vir a ser de completo descalabro. Mas há quem o deseje para conseguir – enfim – os seus objectivos. Do topo da hierarquia do poder político à base de quem acha que a sobrevivência e o sucesso se conquistam apenas à custa do mal alheio.

(c) Francisco Goulão

As 30 mudanças nas nossas carteiras que chegam com 2011

Benefício a empreiteiro em Lisboa não é crime

Suspeitas de abuso de poder em negócios da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa com um  empreiteiro foram investigadas durante quatro anos. O construtor terá sido beneficiado com a alteração de condições de um concurso. Mas não houve crime.

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