Sexta-feira, 24 de Dezembro, 2010


… com (quase) tudo aquilo que merecem e, que me desculpem o pragmatismo, a consciência de que este Natal é capaz de ser melhor do que o próximo.

Aproveitem e tentem ser livre e felizes, por favor. Sem emoções e sorrisos de plástico. Relembrem o espírito de ser criança, não de ser criançola. Para isso chega quem nos desgoverna.

Do José Ruy e Luís Diferr.

(c) Maurício Brito



Bruce Springsteen, Santa Claus is Coming to Town
John Mellencamp, I Saw Mommy Kissing Santa Claus
Tom Waits, Christmas Card From a Hooker in Minneapolis

Cartoons de Olle Johansson, Hajo, Joep Bertrams, John Darkow e John Deering

More than 500 pupils excluded for assault or abuse every school day

Ministers say statistics for those hitting or swearing at teachers justify their plans to restore discipline in classrooms.

O Reitor gosta de me acusar de dificuldades várias na argumentação. Desta vez é a décima quinta vez que me acusa de lidar mal com o que ele chama a liberdade na Educação.

Eu gosto de debater as coisas com o Reitor, em especial quando ele não opta pela sobranceria de quem é puro e os outros ideológicos. Porque o que se passa é o inverso. Ele é que é o homem das fórmulas mágicas do liberalismo que parece desconhecer. Recordo aqui a forte discussão que mantivemos quanto ao novo modelo de gestão, que ele considerava caber na LBSE e eu não. Para além de que ele o defendeu e eu não. Nos tempos que correm, eu continuo a não gostar do novo modelo de gestão. O Reitor, entretanto, mudou de posição. O que só quer dizer que passou a ver melhor as coisas.

Quanto às negociatas com a Educação, duvido que ele evolua.Por várias razões. Mas deixo aqui o comentário que lá depositei e que acho que responde, no essencial, à longa peroração reitoral que, espremida, dá meio copo de shot.

Reitor,
Ao contrário do que gostas de afirmar, a opção “ideológica” pura e dura está do teu lado, pois não convives – ao que parece – bem com o facto do Estado considerar a Educação como uma função sua, algo que é uma herança do Estado Liberal do início de oitocentos, pré-socialista e pré-marxista e pré-isso tudo.
A Educação e a Escola como função pública é uma herança do Liberalismo que dizes professar, mas cujas origens históricas pareces desconhecer (quando interessa).

Se o meu post é pobrezinho, do teu extraio esta frase como aquela que resume o que penso:

«Ou seja, até admite parcerias público-privadas, subsidiadas pelo Estado, mas só nos casos em que houver justificação.»

Exacto.

Quem se opõe às PPP em outras áreas da governança, não pode – por conveniência – fazer excepções quando o negócio lhe sorri.

Fez-me lembrar uma entrevista recente que o Jon Stweart passou em que um senador americano do Partido do Chá defendia o fim de todos os subsídios do Estado, excepto aos médicos (claro que ele era médico com 50% dos rendimentos dependentes do Medicare e Medicaid).

A entrevista em causa, com Eliot Spitzer a entalar Rand Paul e as suas opções liberais

 

Só o espírito natalício me impede de comentar da devida forma a notícia do Público em que se dá conta da deserção de uma das associações de directores de escolas da reunião prevista para dia 8, alegadamente porque estão receosos de levarem tau-tau dos directores regionais porque fizeram contratos sem saberem ler a lei ou terem alguém que a lesse por eles. Depois, não se queixem de não representar ninguém, menos vocelências e os vossos interesses nano-corporativos.

… sendo que alguns realmente exageraram nos últimos anos, mas os maiores erros foram da camarilha gulosa que se senta à mesa do Estado e leva para casa as fatias mais grossas de tudo. Acenar com o peso dos encargos com pessoal nos gastos do Estado e no OE é esquecer que muitos, mas muitos milhões não estão registados no dito OE ou vão sempre aparecendo quando necessário para que os afortunados não tenham que se preocupar nunca com o futuro. Arranja-se um punhado ou nem isso de bodes expiatórios, fazem-se passar por um ineficiente sistema judicial e tudo acaba daqui por uns tempos com um enorme branqueamento da memória, umas prescrições, uns recursos e uns arquivamentos.

Mas é Natal, ninguém leva a mal.

Famílias pagam preços mais altos de carteira mais leve

O novo ano aproxima-se e com ele a taxa máxima de IVA a 23%, determinando aumentos de pelo menos dois pontos percentuais em muitos bens de consumo. O pão pode subir 12%.

… com a qual se prova que tudo o que nos disseram sobre a aprovação do OE e as medidas de austeridade é uma cortina de fumo. O que os mercados pretendem é a especulação e carregam tanto mais quanto encontram terreno fofo e invertebrado para o fazerem. E, como sabemos, o nosso animal feroz só o é em terreno conhecido, com criaturas mais fracas ou atemorizáveis. É como num cão que ladra muito no seu quintal aos passarinhos, ratitos de passagem e cachorros de estimação da vizinhança. Mal sai do portão, baixa as orelhas, mete o rabo entre as pernas e gane ao primeiro sinal de perigo…

Ministério das Finanças: corte do rating de Portugal pela Fitch é “difícil de compreender”

O corte do rating só é difícil de compreender para quem é estúpido, quer passar por estúpido ou, mais grave, nos quer fazer a todos nós estúpidos. Algo que vai conseguindo…

Pierce Brosnan
(tentando aceder ao sector que apela ao macho maduro e experiente…)