A base de dados do PISA é um manancial de informações, umas pouco relevantes, outras interessantes. Neste caso, fui em busca da influência dos portefólios no desempenho dos alunos.

Antes de mais é curioso que na OCDE a proporção dos alunos que não usam portefólios duplica a que se verifica em Portugal.

Depois há um detalhe que acho muito interessante – até porque justifica (hélas, olhem-me a usar o PISA em proveito próprio!) a minha prática – que é o facto de em Portugal os melhores resultados se obterem claramente no caso dos alunos cujos portefólios são verificados 3 a 5 vezes por ano e em média na OCDE os resultados decaírem crescentemente a partir da utilização 1 ou 2 vezes por ano.

Que os portefólios podem e são úteis, não tenho dúvidas nenhumas. Que a obsessão com eles é prejudicial também acho. Por mim chega uma verificação a meio dos períodos mais longos e outra no final. Parece que é a prática mais sensata e, pelos vistos, a que menos prejudica os alunos…