Domingo, 19 de Dezembro, 2010


Imagination, Body Talk

Desde que ouvi isto há um par de dias na M80 que a tentação é demasiado forte… A selecção musical esta semana que entra é capaz de fazer ranger os dentes a muita gente.

(c) Francisco Goulão

Não sei que diga, mas em Portugal, os alunos testados têm a percepção de que os professores faltam muito pouco em relação à média da OCDE. Os que sentem que as faltas atingem alguma dimensão são muito poucos e cerca de metade da média da OCDE. Já sei, já sei, tudo mérito da MLR…

Será?

Não falem nas aulas de substituição, porque elas implicam a falta de docentes…

A base de dados do PISA é um manancial de informações, umas pouco relevantes, outras interessantes. Neste caso, fui em busca da influência dos portefólios no desempenho dos alunos.

Antes de mais é curioso que na OCDE a proporção dos alunos que não usam portefólios duplica a que se verifica em Portugal.

Depois há um detalhe que acho muito interessante – até porque justifica (hélas, olhem-me a usar o PISA em proveito próprio!) a minha prática – que é o facto de em Portugal os melhores resultados se obterem claramente no caso dos alunos cujos portefólios são verificados 3 a 5 vezes por ano e em média na OCDE os resultados decaírem crescentemente a partir da utilização 1 ou 2 vezes por ano.

Que os portefólios podem e são úteis, não tenho dúvidas nenhumas. Que a obsessão com eles é prejudicial também acho. Por mim chega uma verificação a meio dos períodos mais longos e outra no final. Parece que é a prática mais sensata e, pelos vistos, a que menos prejudica os alunos…

Acho que tem havido debates entre os candidatos, mas julgo que só vi, no máximo, uns 10 minutos nos resumos e ia caindo para o lado de tédio galopante.

Consigo explicar muito bem as razões que me levam a não votar nos vários candidatos em presença. Tenho bastante dificuldade em encontrar razões para votar em algum e certamente que não me ocorre nenhuma para votar em quase todos.

Única surpresa: afinal o Defensor de Moura é interessante, enquanto candidato periférico.

Lo que de verdad ocultan los Gobiernos

El interés por los papeles de WikiLeaks se explica porque revelan como nunca antes hasta qué grado los políticos de Occidente han estado engañando a sus ciudadanos.

Itália: Televisões recusam passar anúncio lésbico

A RAI e a Mediaset recusaram passar um anúncio que tinha uma cena com duas mulheres na cama.

Sou Ceguinha Só Quando Quero

Todo o texto é por demais divertido… Não é só o título surripiado à inspiração insuperável do FS…

A recente nomeação de um ex-dirigente do SPGL para um cargo administrativo do Ministério da Educação levantou, em certa blogosfera, um enorme burburinho. As variadas e desvairadas opiniões produzidas sobre esse acontecimento revelam bizarras formas de estar, ou não estar, no sindicalismo e suscitam as seguintes considerações que, polémicas ou não, só a mim responsabilizam:

O Ministério da Educação não é uma Confederação Patronal. É uma estrutura do aparelho de Estado que emprega milhares de trabalhadores, a maioria dos quais alheios e até contrários à direcção política que conjunturalmente a dirige. Classificar como traição a passagem de um professor sindicalista para o Ministério da Educação é semelhante a chamar traidores a todos os professores que se opuseram ao actual modelo de gestão e agora são directores de escola.

 (continua…)

 

Tudo depende… da estação do ano… da química pessoal… da dinâmica interpessoal… sei lá… e tanta coisa… da potência, pois para potenciar há que ser potente… a mim parece-me tudo um bocado coiso, se é que me entendem… sei lá… passível de… sei lá…

Artigo 14.º
Relator

1 — O relator é o membro do júri de avaliação responsável pelo acompanhamento do processo de desenvolvimento profissional do avaliado, com quem deve manter uma interacção permanente, tendo em vista potenciar a dimensão formativa da avaliação do desempenho.

O da esquerda é novo, mas o da direita é um negócio imperdível. A trilogia e epílogo da série Zuckerman de Roth por menos de 18 euros. Embora tenha quebrado a promessa de não encher mais a casa de livros até ao novo ano.

… do ensino superior politécnico, depois de andar a recrutar mestrandos entre os professores em exercício como agulhas em palheiro, passar-lhes diplomas com a data de 23 de Junho de 2010, inviabilizando-lhes qualquer bonificação na carreira?

Uma pista: é uma instituição que já deu à pátria uma presidente ao CaNEco.

Ora bem… andámos nos anos 80 quase sempre a cruzar-nos (na Nova, em escolas quase vizinhas…), mas só no novo milénio é que deu para seguir em paralelo.

Para a próxima, apenas quero mais camarão na minha muqueca… Apanharam-nos a ver o documentário e…

Uma carta anónima de alegadas dezenas de professores é enfrentada por um abaixo-assinado de umas dezenas de professores.

Faz-me lembrar aquelas pessoas que estavam na linha da frente da contestação à ADD e depois concorrem a classificações de mérito sem sequer precisarem disso para progredir. E que, para além disso, aceitam ser relatores de outros colegas.

Viva! Viva!!

Professores dos CEF contestam carta anónima

Uma carta anónima remetida, alegadamente, por dezenas de professores do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro, onde são denunciados comportamento menos correctos dos alunos do Curso de Educação e Formação (CEF), motivou um abaixo-assinado de 31 dos 32 professores que leccionam nestes cursos. Os professores, unidos, estão indignados com a carta, já que a mesma não reflecte o que acontece com estes cursos.

Como é costume – lembremo-nos do caso mais ridículo do cheque-bebé – o Governo e neste caso o ME definem regras aparentes num dasdo momento, para as quebrar logo em seguida.

Os mega-agrupamentos vieram para ficar e 2011 assistirá ao defenestramento de mais umas dezenas, ou mesmo mais, de directores, assim como a diluição de agrupamentos verticais 1/2/3 com as Secundárias, com estas a servirem de sede a uma realidade que desconhecem – e nem queiram saber os disparates que andam a ser feitos na relação das cabeças secundárias com as escolas do 1º CEB.

O processo é similar ao experimentado em outras paragens com maus resultados, porque a integração vertical do percurso dos alunos devem ser feita em unidades com uma dimensão adequada, não através da mera junção de escolas existentes em unidades orgânicas descomunais e que fazem lembrar os piores momentos de final dos anos 70 e inícios de 80.

Mas eles é que sabem, eles é que têm os livros, eles é que cooptam os experts e os espertos, portanto…

Agrupamento terá mais de 4500 alunos

Oito escolas e jardins-de-infância em Odivelas podem ser fundidos

Uma escola secundária, uma escola do 2.º e 3.º ciclos, três escolas do 1.º ciclo, uma escola do 1.º ciclo com jardim-de-infância, dois jardins-de-infância, centros novas oportunidades. Mais de 4500 alunos. Centenas de professores. Um director e três adjuntos.

Será esta, a partir de Setembro de 2011, a realidade do futuro mega-agrupamento de Odivelas, caso seja concretizada a intenção já anunciada da Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT).

Pisa em números, o universo e a amostra

Eric Stanton, Partners in Punishment