Porque as coisas são o que são, o João Paulo Videira já tinha colaborado na produção de materiais do ME, algo que na altura apontei como estranho em quem tinha as responsabilidades dele. E lembro-me da troca de palavras, que não chegou a ser azeda, mas… agora é confirmado pelo próprio. Ou seja, enquanto sindicalista, JPV colaborou de forma activa com o ME.

Agora o que a mim me aborrece um bocado é a conversa do desafio, como se estivéssemos no universo mental do Ídolos ou da Casa dos Segredos. A isso, o JV podia ter-nos poupado. Por respeito para com a nossa inteligência. A menos que ele esteja , dizendo a considerar a média do ambiente de que saiu, acredito que enfastiado e entediado…

O resto, enfim, repito-o, é apenas o tratar da vidinha no seu melhor…

Aquilo que defendia enquanto sindicalista é aquilo que continuo a defender enquanto membro de um organismo do Ministério da Educação.”
(…)
Não é uma motivação política que o move, mas sim o desafio que terá pela frente – liderar uma equipa de 14 técnicos e definir um projecto para quase 180 mil funcionários públicos, entre docentes e não docentes. “Trata-se de um trabalho que vou fazer com gosto e que terá os seus primeiros resultados já em Janeiro”, conta o ex-sindicalista que prefere não revelar mais nada sobre as próximas medidas que podem vir a ser anunciadas no sector da educação.

Só por curiosidade, recorde-se que JPV foi o autor do único projecto, estruturado e alternativo, de ADD apresentado pela Fenprof.

E que fique bem claro: isto só pode ser considerado um ataque pessoal, enquanto comentário sobre as opções concretas de uma pessoa. Opões que entendo, que não são inéditas, que se repetirão no futuro com outros protagonistas, que nos cercam em diversas escalas e fazem parte da claustrofobia quotidiana, que nos fazem acreditar que não vale a pena.

O que não vale a pena?

Acreditar que…