Quinta-feira, 16 de Dezembro, 2010


JP Simões, Tango do Antigamente

Novembro de 1964

Tão quiche

nada.

Havia, ou não, energia eléctrica na rádio argel, havia,ou não, médicos que não exerciam?

Vou agora colocar os quadros correspondentes para a amostra de 2006 e analisar, de modo muito simples, os diferenciais que se encontram.

Resumindo: tivemos um grande choque tecnológico, mas não só.

  • Em matéria de computadores em casa passámos de 30,9% com dois ou mais para 72,9%, enquanto na OCDE a média cresceu apenas de 53,6% para 59,7%. Sendo alunos com 15 anos, será que todos tiveram irmãos com Magalhães?
  • Quanto a telemóveis – a nossa especialidade – subimos de 84,1% com três ou mais no agregado para 91,8%, enquanto a a OCDE cresceu em média de 81,5% para 87,4%. Tínhamos já 2,7 pontos de avanço, passámos para 4,4.
  • Em relação aos carros, as famílias com dois ou mais cresceram de 54,2% para 58,7% em Portugal, enquanto na OCDE passaram de 52,8% para 53,8%.

Ou seja, parece que enriquecemos mais do que a OCDE nestes anos de teórica crise. Passámos a ser hiper-tecnológicos, babamo-nos por telemóveis e adoramos carros.

Quase 73% dos alunos testados declararam que em casa existem dois ou mais computadores.

Em quase 92% dos casos existem três ou mais telemóveis e em cerca de 98% pelo menos dois telemóveis.

Em quase 59% dos casos são referidos dois automóveis no agregado familiar.

Em todos estes parâmetros, a amostra portuguesa parece mais rica do que a média da OCDE. Interessante.

Cabazes de Natal na Moita. EB 2/3 D. Pedro II.

Excerto final de uma reclamação feita pelo gabinete jurídico do SPLIU que deu resultados em ambiente extremamente adesivado:

Nestes termos, e nos mais de Direito aplicável, requer-se a V.ª Ex.ª se digne conceder provimento à presente Reclamação e seja revogado o acto administrativo que regrediu a docente ao 2º escalão (índice remuneratório 188) com efeitos ao mês de Novembro de 2010 e, por consequência, considerou indevidas as prestações remuneratórias auferidas desde a transição ao 3º escalão (índice 205), ocorrida em 1 de Outubro de 2009 até 1 de Novembro de 2010, requerendo-se ainda a devolução das quantias não auferidas pela regressão ilegal ao 2º escalão.

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