Segunda-feira, 13 de Dezembro, 2010


Humanos, Muda de Vida

Não vou poder estar, porque estou em aulas, mas o quase mestre José Rola tem todo o meu apoio em espírito. Quem se aguenta uma década em tais paragens é herói. Eu fiz mera vista de médico, ainda no milénio passado, e chegou-me. Ao que parece, também me vai ser impossível ir à suáré, infelizmente. Embora gostasse de rever alguns rostos. Alguns.

Já que apresento pistas que acho interessantes seguir, também apresento as que não dão em nada de relevante. O aumento de escolas privadas na amostra não produziu uma assimetria significativa nos resultados. A progressão verificada, com as escolas privadas com melhor desempenho, é uniforme.

Uma pista… se todo(a)s tivessem tido coragem, o 75/2008 teria sido travado. Mas como muita gente optou por se acomodar

… que apoio dariam os representantes aos representados se estes alegassem uma espécie de objecção de consciência, como aqui se propõe? Ou seria considerado selvagem?

… que alguns representantes, ou alguém em seu nome, surja em comentários a acusar os representados por não tomarem atitudes que aqueles nunca assumiram com clareza.

Especificando: em algum momento, os representantes apelaram para os representados não apresentarem OI, para não pedirem aulas assistidas e classificações de mérito?

Não, pois não?

Será sério justificarem-se agora com o facto do pessoal ter tratado da vidinha, para mais de forma anónima e enviesada, depois de terem sido (de novo) deixados à deriva desde Janeiro e terem assistido a esta euforia em 9 de Abril?

Eu sei que alguns me vão dizer que esta não é a discussão certa. Por acaso que é, até porque os tais comentários que se têm vindo a suceder nos últimos dias são feitos de modo muito pouco frontal. Em especial, porque logo eu que não entreguei OI, nem pedi aulas assistidas, nem classificações de mérito, não estou com pachorra para ler críticas de quem tem um regime especial de progressão que não implica nada destas coisas…

Será que não sabiam que o Teixeira dos Santos estava com os camaradas chineses? Já pensaram activar a conexão Lisboa-Pequim para intercederem por nós?

Reunião no ME confirmou: medidas do Governo provocarão mais desemprego e dificuldades ao funcionamento das escolas

É forte o ataque que tem sido desferido contra os trabalhadores da Administração Pública, no plano dos direitos sociais, do emprego, das carreiras e dos salários. Os professores são, neste plano, dos que mais sofrem os efeitos destas medidas, que se inserem nos objectivos definidos pelo governo de combate à “crise”. Duro é o golpe na escola pública com as medidas que lhes são dirigidas, seja pela via do próprio orçamento da educação, seja ainda pelo facto de também as autarquias estarem sujeitas a um dos maiores apertos de que há memória.

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