Quarta-feira, 8 de Dezembro, 2010


Expensive Soul, Dou-te Nada

Manifestação das escolas privadas contra os cortes de financiamento, Coimbra. Segundo os representantes das escolas com contrato de associação, estas são menos dispendiosas do que as públicas, segundo a Ministra de Educação, o financiamento das escolas privadas é superior ao financiamento das públicas.

Publico a parte 2, porque a primeira tem demasiadas aparições informais minhas para ser digerível… e esta tem as partes

A captação de som está baixinha mas…

U2, Stay (Faraway, So Close)

Porque acabei de ver de passagem, porque é uma beleza, porque é de 1993, o ano da segunda vinda dos U2 cá e da minha estreia a vê-los… E porque deve ter sido nessa altura que os anjos se esgotaram ou cansaram de cair na Terra. Agora sobram os demónios.

Está a acabar 2010 e ainda andam a rectificar fichas de ADD de 2009. E se um dia se lembram de prometer Excelentes a todos os que participarem no PISA e depois, no ano a seguir, rectificarem?

08-12-2010

Caro colega Paulo Guinote

Dada a importância que o seu blog tem revelado para os docentes deste país, pensei que talvez lhe interesse saber, em primeira mão, o que se está a passar na escola onde lecciono, na medida em que o que vou relatar comprova a constante má fé com que o Ministério da Educação e os seus órgãos periféricos, mormente a DGRHE, actuam, ultrapassando a lei, os direitos dos professores e atacando-os provocatoriamente com tal desprezo pela propagandeada autonomia das escolas.

Em data constante no e-mail que anexo, o Director informava todos os professores que existia um erro nas classificações da ADD do biénio de 2007/2009 pelo que iria proceder à sua correcção, que seria comunicada posteriormente.

Faço aqui um parêntesis para esclarecer que, no decurso dessa avaliação, uma colega que foi avaliadora obteve como “prémio”, devido às quotas, uma apreciação qualitativa de Bom, enquanto os seus avaliados foram classificados com “Muito Bom”. Legitimamente a docente apresentou uma reclamação, a partir da qual a DREC obrigou o Director a rever todas as classificações (à excepção das avaliações dos colegas que pediram aulas assistidas).

Aparentemente isto poderá parecer não ter qualquer importância, todavia é consensual que qualquer medida que o ME adopte tem sempre uma finalidade pouco clara. É habitual destinar-se a reverter em prejuízo dos docentes, por isso, não se sabe que impacto esta poderá vir a ter em termos de progressão ou de concursos, se é que haverá nos anos mais próximos? Por outro lado, não existe legislação que justifique este procedimento, a não ser que o que foi publicado há dois ou três meses tenha efeitos retroactivos, o que é manifestamente ilegal.

Entretanto, esta semana, os docentes foram solicitados pelos Serviços Administrativos para tomarem conhecimento das novas classificações. Claro que todos ?andaram de cavalo para burro?, isto é, quem tinha obtido Bom com 8 ou 9 passou a ter Bom com 7,9; quem tinha obtido Muito Bom com 9 passou a ter Muito Bom com 8,9; isto porque não se sujeitaram a aulas assistidas. Onde está a obrigatoriedade destas?

As reacções da maior parte dos colegas foram, desde logo, no sentido de divulgar mais esta desonestidade e chantagem e de proceder judicialmente contra o Ministério da Educação.

A indignação face à situação de nos ter sido atribuída uma classificação inferior àquela que nos tinha sido dada em 2009 foi de tal forma veemente, que alguns professores se recusaram a assinar o documento comprovativo da tomada de conhecimento da mesma.

Junto envio documentos comprovativos que poderá publicar, agradecendo desde já que omita o nome dos intervenientes, incluindo o do Director e o nome da escola e, para já, o meu nome.

Agradeço a atenção e fico ao dispor.

———- Mensagem encaminhada ———-
De: Agrupamento *******************************
Data: 18 de Novembro de 2010 18:22
Assunto: IMPORTANTE – Rectificação da Ficha de Avaliação Global de Desempenho Docente -2007/2009
Para:

Caros colegas,

Depois de realizado o processo de avaliação de desempenho docente relativo ao ciclo avaliativo 2007/2009, com todos os constrangimentos inerentes, a DREC, através de despacho exarado pela Exma. Sra. Directora Regional de Educação do Centro, solicitou a reposição de toda a legalidade, porquanto foram detectadas irregularidades no que diz respeito ao cumprimento do disposto no ponto 2, do artigo 21º do Decreto-Regulamentar nº2/2008, de 5 de Janeiro.

Entenda-se que deverá ser feita a correspondência inequívoca entre a avaliação quantitativa e a menção qualitativa final, harmonizada com os intervalos dos valores previstos para cada menção, descritos no referido diploma.

Deste modo, informo que em breve receberão a Ficha de Avaliação Global devidamente rectificada, ficha essa que deixará a ficha, anteriormente entregue, sem efeito.

Para os devidos efeitos sublinho que a menção qualitativa final inicialmente atribuída se mantém inalterada.

Melhores cumprimentos,

O Director


Cortesia do Livresco:

China tops PISA results in education

La importancia de la evaluación internacional de alumnos (PISA)

PISA: Education! Education! Education!

Despite another record rise in exam results in the UK, Britain has fallen behind many countries in the latest PISA scores.

PISA reading test shows the difference money makes

US students halt academic ‘free-fall,’ but still lag in global testing

Korean and Finnish students scored highest in the latest round of PISA tests aimed at assessing reading, math, and science literacy.

What do the PISA results mean?

Why Are Chinese Students Walloping US Kids on Test?

Caramba, o trabalho que me deu achar isto por detrás de uma fileira inteira de livros da velha colecção Argonauta, daqueles com as capas feitas pelo mestre Lima de Freitas…

Em especial o segundo volume é uma delícia, reedição em 1929 do original de 1916, com alguns belos poemas com temática (des)adequadamente lúbrica em muitas páginas.

Apenas alguns aspectos mais técnicos, disponíveis aqui:

How are countries/economies chosen to participate in PISA?

Countries/economies interested in participating in PISA contact the OECD Secretariat. The PISA Governing Board then approves membership according to certain criteria. Participants must have the technical expertise necessary to administer an international assessment and must be able to meet the full costs of participation. To take part in a cycle of PISA, participants must join two years before the survey takes place. For example, PISA 2012 participants will have joined before March 2010.

Who pays for PISA?

PISA is financed exclusively through direct contributions from the participants’ government authorities, typically Education ministries.

Does PISA tell participants how to run their schools?

No. The data collected by PISA shows the successes of some participants’ schools and the challenges being faced in other countries/economies. It allows countries and economies to compare best practices and to further develop their own improvements, ones appropriate for their school systems.

Por vezes há anomalias nas amostras, mas é raro. Aconteceu com a Áustria em 2000, mas é raro.

Plateias de  23 de Novembro de 1971 e 15 de Abril de 1975. São do Luís Guerreiro, outro alfarrábio-ambulante e não minhas. Enquanto desespero pelo filminho coma vista do José Ruy.

Ou uma razão muito esfarrapada para colocar o vídeo daquela que acho a única concorrente pop à altura da Senhora Gaga, com a vantagem de que canta que se farta, mesmo se é ainda muito teenager

Vídeo original, com incorporação desactivada, aqui.

Está aqui, estive a lê-la e é globalmente fraquinha, limitando-se a sobrepor argumentos antigos aos resultados do PISA 2009 que revelam.

Sócrates é óptimo em política para consumo rápido, mas é muito fraco no resto, em especial na área da Educação. É um excelente jogador de poker na base do bluff, mas se o obrigam a ir a jogo até ao fim, deixa muito a desejar. A sua sorte é que, quase sempre, os seus antagonistas ficam paralisados pelo medo cénico e desistem, parecendo ele um grande vencedor, quando apenas é melhor do que os desistentes ou acordantes que se deixam ir nas suas coreografias.

Mas isso agora não interessa nada e contextualizemos a razão da alegria que parece tomá-lo neste momento e deve ter motivado emocionadas comunicações com a sua protegida na FLAD.

  • Portugal aproximou-se das médias da OCDE nos resultados dos exames PISA. Os ganhos absolutos foram ainda potenciados pela quebra das médias da OCDE na Leitura e Matemática.
  • Os ganhos foram na ordem dos 20 pontos absolutos, o que significa, cerca de 4% de progresso em termos relativos.
  • Estes resultados permitiram-nos ultrapassar alguns países na tabela estando agora (entre 33) nos 21º, 26º e 24º lugares, respectivamente em leitura, Matemática e Ciências.

Estes são os factos. Em minha opinião, são boas notícias. Não excepcionais. Moderadamente boas. Antes estávamos quase no fim da tabela, agora estamos ainda no terço inferior, mas em tendência ascendente.


Depois há as leituras que se fazem destes dados, em especial as que se relacionam com nexos causais, ou seja, subimos porquê? Que factores podemos apresentar como responsáveis pela melhoria?

A explicação de José Sócrates é simples e simplista: os resultados dos alunos nos exames realizados na primeira metade de 2009 foram consequência directa das políticas desenvolvidas pelo seu governo e mais especificamente pelo ministério de Maria de Lurdes Rodrigues. Distorcendo factos, Sócrates afirma que essas políticas foram feitas contra tudo e todos, sem apoios, em especial das elites. Isto não é verdade, em termos objectivos, pois a opinião publicada esteve longamente do lado do Governo até quase ao fim de 2008.

Mas isso é apenas o spin colocado na coisa. Preocupemo-nos mais com as questões propriamente educativas.

De que políticas fala José Sócrates como responsáveis pelo sucesso. nesta entrevista refere-se apenas a duas:

  • As aulas de substituição.
  • A avaliação do desempenho dos professores.

Quanto à primeira, a própria entrevistadora lhe faz imediatamente o reparo que não atingiu os alnos que fizeram estes exames e ele é obrigado a reconhecê-lo. É, portanto, um argumento que não conta.

Quanto à segunda, para levarmos isto a sério, teria de ser possível estabelecer um nexo de causa-efeito entre a avaliação do desempenho dos professores e os resultados dos alunos nos testes PISA e, já agora, que os melhores resultados foram possíveis com alunos dos professores que aderiram à ADD e obtiveram classificações ditas de mérito. Ora… a menos que a cronologia tenha dado uma reviravolta sobre si mesma, os testes PISA foram feitos quando em muitas escolas a avaliação do desempenho nem sequer estava verdadeiramente em funcionamento. Para além disso, não sabemos se os alunos com melhores resultados são de escolas onde a ADD foi implementada a todo o vapor ou de turmas cujos docentes foram avaliados como os melhores entre os seus pares. Mais relevante ainda: é não perceber nada de Educação afirmar que os ganhos obtidos num grupo de alunos, teoricamente seleccionados de forma aleatória, se devem a mudanças feitas em seis meses de trabalho e não, no mínimo, num ciclo de escolaridade. Aos 15 anos, quem não tiver sido preparado devidamente nos anos anteriores em Matemática, por exemplo, não melhora dramaticamente o seu desempenho, só porque o seu professor vai ser avaliado. Mas isso, Sócrates desconhece ou faz por esquecer.

Estou eu a dizer que nada no mandato de MLR tem relação com esta subida nos resultados? Não propriamente. Há certamente algo que tem uma relação. Em minha opinião – e poderão achar que este é um argumento muito soft, mas eu não o excluiria, mesmo que seja dificilmente demonstrável para quem não está no meio – a visibilidade das questões educativas, mesmo a situação conflitual longamente vivida, conscencializou mais todos os envolvidos da importância do seu desempenho e dos resultados (n)destes testes. E acredito que houve um maior esforço. Se houve outras coisas mais, certamente se acabará por saber… ou não… tudo depende…

E tem razões para isso, pois o PM deu uma entrevista exclusiva, em tempo muitíssimo útil ao jornal com o qual, durante muito tempo, manteve forte conflitualidade. Uma espécie de desforra póstuma contra JMFernandes numa área em que o público deu muito espaço às críticas feitas na área da Educação.

Mas não há nenhum problema nisso.

É apenas o normal em política.

Mas o Público também pode estar enganado, em especial na parte do editorial e ao apressar-se na reabilitação de MLRodrigues na última página, ao querer atribuir-lhe e às suas políticas as melhorias de resultados verificadas nos exames PISA 2009.

Por uma razão simples que é estar a associar e forma directa, em termos de causalidade, fenómenos coincidentes no tempo, esquecendo que em educação os resultados de um aluno no primeiro semestre de 2009 não se podem atribuir a uma ADD concluída em Dezembro desse ano ou a um ECD que nem tinha produzido ainda quaisquer efeitos na carreira dos docentes, para além de enorme revolta. Porque os resultados em educação não se constroem em seis meses, mas num percurso escolar de um ou dois ciclos de escolaridade.

Fazer uma associação dessas é o equivalente a dizer que os resultados são consequência da mobilização dos docentes em 2008 contra as políticas educativas e que o seu trabalho melhorou por causa disso.

Ontem, no ranking do WordPress. Sem necessidade do PISA.

E foi mais de um post a dominar, nos dois casos…

 

Não estou com vontade de relativizar os ganhos conseguidos no PISA 2009, mas há argumentações que me deixam com vontade de fazer inclinar o barco todo na outra direcção.

Vamos lá a ver: temos uma das maiores progressões? Ainda bem, porque estávamos muito mal.

Mas isso significa apenas isso.

Eu exemplifico com uma situação concreta vivida ontem.

Entreguei os testes de Dezembro aos meus alunos de 5º ano de LP de uma turma boa, que no teste anterior tinham tido resultados muito bons ou excelentes.

Desta vez, os que subiram de nota foram muito poucos, a maior parte estabilizou ou desceu.

A maior progressão foi da aluna que, paradoxalemnte, teve a pior nota: apenas 38%.

Porquê? Porque no anterior tivera 0%, pois faltara um par de semanas às aulas e não o fez. O seu progresso foi  exactamente de 38 pontos em termos absolutos, mais de 30 acima de qualquer outro aluno. E progrediu mais do que os alunos que tiveram Excelente, mas descendo de 93% para 90%, por exemplo.

Em casa dela podem sempre fazer um Powerpoint a demonstrar que foi a aluna com a maior progressão e que isso se poderá ter ficado a dever ao facto de ter faltado naquelas semanas anteriores.

E lançar foguetes e dar entrevistas aos jornais locais.

Isso não faz dela – ainda – uma boa aluna.

Já lá se irá. Com dranquilidade porque é deixá-lo gozar estas horas de aparente fulgor e desforra sobre os professores, permitindo-lhe alinhavar os lugares-comuns habituais, que baralham cronologias, desafiam qualquer lógica de nexo causal e, no fundo, demonstram como as políticas de MLR é que são as que estão a ser seguidas neste momento, graças à forma como a actual ministra enrolou os sindicatos há 11 meses atrás.

Como aperitivo, apenas dizer que, se os resultados do PISA 2009 se devem às políticas do anterior mandato, em particular a um ECD que estrangulou a progressão dos professores num contexto de congelamento da progressão superior a dois anos, então os próximos resultados serão estratosféricos, porque mais do que congelamento, temos prometida regressão salarial e um sistema de progressão na carreira pior do que o anterior.

Em 2012, estaremos certamente no pelotão da frente e não apenas como os últimos dos intermédios.

Mas eu já vou comprar o jornal…

Diário do Minho, 7 de Dezembro de 2010

Outra vez os rankings?

Ano após ano, uma e outra vez, temos que voltar a repetir a pergunta: há escolas boas e escolas más? Claro que há! Como há bons e maus governos, ministérios, hospitais, tribunais, e sei lá mais o quê…
Porém a questão não é essa. O problema está no critério da medida. Ou seja, no rigor dos indicadores objectivos que nos levam a classificar os comportamentos, as atitudes e os desempenhos. Sem um critério universalmente válido e, por isso mesmo aceite, o resultado da medida não passa de uma apreciação subjectiva e, como tal, sujeita à divergência.
Vem isto a propósito de mais uma publicação de um suposto ranking das escolas portuguesas que, apressada e incorrectamente, uma boa parte da comunicação social tem vindo a designar por “lista das melhores e das piores escolas”.
Concretamente o que se mediu nestas escolas? Respondemos: mediram-se resultados de aproveitamento escolar (académico) e, nunca, resultados de aproveitamento educativo. E mediram-se todos os resultados escolares? Não! Mediram-se os resultados nas provas que os alunos do ensino secundário efectuaram nos exames nacionais no ano lectivo 2009/2010.
O que quer isto dizer? Vejamos um exemplo. A escola A tem alunos de classe média alta. São jovens com todas as condições de estudo, com excelente apoio e ambiente familiar. Os professores sentem que esses alunos aprendem a bom ritmo, e que com muita facilidade correspondem aos objectivos que lhes são solicitados. É uma das escolas que, habitualmente, obtém um bom posto no ranking nacional.
A escola B está situada num bairro muito problemático. As famílias são disfuncionais, há desemprego, muita miséria e o recurso a negócios menos claros. Os alunos não têm qualquer acompanhamento familiar, são nulas as condições de trabalho em casa, alguns têm mesmo carência de alimentos e de vestuário. Mesmo assim, os professores empenharam-se na motivação desses alunos para a frequência da escola, através de múltiplas actividades educativas de carácter interdisciplinar e, muitas delas, desenvolvidas extra curricularmente. Essa escola obteve um resultado educativo notável. Reduziu, significativamente, o abandono escolar, o absentismo às aulas, o insucesso académico e realizaram-se mesmo programas de apoio comunitário. Quanto aos resultados escolares nos exames nacionais… Bem, houve grandes progressos, mas não os suficientes para impedirem que a escola B ficasse no fim da lista do ranking nacional.
A escola A é boa e a escola B é má?
A diferença é que a escola A desenvolveu um esforço no sentido das aprendizagens do currículo formal e, aí, obteve resultados académicos muito satisfatórios. Já quanto há
escola B, esta centrou as suas energias no alcance de objectivos educativos por parte dos seus alunos, apostou na transmissão de valores e na educação para a cidadania e, aí, obteve resultados considerados excelentes. Em que ficamos?
Quando olhamos para o ranking das escolas e, sobretudo, quando comparamos os resultados académicos dos alunos das escolas públicas, com os resultados académicos dos alunos das escolas privadas, temos que ter em atenção quais foram os indicadores de medida. Um indicador de medida vale o que vale. O metro padrão não pode medir um litro de leite, assim como se pode morrer afogado num rio que, em média, tenha apenas quarenta centímetros de profundidade…
Os governantes responsáveis pela educação em Portugal perverteram a avaliação das escolas no momento em que privilegiaram apenas indicadores de medida e de desenvolvimento inerentes aos actos de aprendizagem do currículo formal. O que tem estado em causa para se alcançar uma valoração das escolas, tem sido o recurso à divulgação de rankings cuja elaboração se baseia apenas nos resultados académicos dos alunos. Para estes responsáveis pouco importam os resultados educativos globais da instituição escolar.
Há e sempre houve boas e más escolas. Há e sempre houve bons e maus exemplos de práticas educativas. Mas temos que saber relativizar os resultados em função dos indicadores de medida.
Temos em todas as nossas instituições escolares excelentes profissionais da educação que gostariam de ver reconhecido o seu esforço. Os professores estão habituados a fazer muito e bem. Mas não podem fazer tudo. Melhor diríamos: face às condições de trabalho em muitas das escolas portuguesas, é injusto e desmotivador que se lhes peça que façam mais.

João Ruivo
ruivo@ipcb.pt

Dezembro de 2010

GNR, Sete Naves

Uma delas é que a avaliação de desempenho dos professores promoveu a melhoria dos resultados dos alunos. Basta atentar na cronologia da ADD do biénio 2007-09, para se perceber que só com muita demagogia e contorcionismo se conseguiria fazê-la encaixar no calendário dos exames realizados para o PISA 2009.

Consta que José Sócrates vai entregar os méritos todos a Maria de Lurdes Rodrigues pelos resultados de 2009. Por essa lógica, o que dizer dos de 2006?