Terça-feira, 7 de Dezembro, 2010


Com a parte do desgraçadinho por parte do PM e a propaganda acoplada à análise…

Cortesia do Livresco. Porque não há nada como umas estatísticas para trazerem de novo a Educação à baila e todos terem opinião:

Atenta Inquietude:

COM 3 HORAS SEMANAIS É MAIS DIFICIL MELHORAR

Blog do Luiz Araújo:

Todos estão com a razão

Machina Speculatrix:

PISA-papéis

O Cachimbo de Magritte:

A arder em chamas

Porta da Loja:

Isto só visto!

A partir daqui:

The OECD studied differing results between girls and boys, as well as the influence of class size, teacher pay and the degree of autonomy schools have in allocating resources. Findings include:

• Girls read better than boys in every country, by an average of 39 points, the equivalent to one year of schooling. The gender gap has not improved in any country since 2000, and widened in France, Israel, Korea, Portugal and Sweden. This is mirrored in a decline of boy’s enjoyment of reading and their engagement with reading in their leisure time.

• The best school systems were the most equitable –  students do well regardless of their socio-economic background. But schools that select students based on ability early show the greatest differences in performance by socio-economic background.
• High performing school systems tend to prioritise teacher pay over smaller class sizes.
• Countries where students repeat grades more often tend to have worse results overall, with the widest gaps between children from poor and better-off families. Making students repeat years is most common in Belgium, France, Luxembourg, Portugal and Spain.
• High performing systems allow schools to design curricula and establish assessment policies but don’t necessarily allow competition for students.
• Schools with good discipline and better student-teacher relations achieve better reading results.
• Public and private schools achieve similar results, after taking account of their home backgrounds.
• Combining local autonomy and effective accountability seems to produce the best results.
• The percentage of students who said they read for pleasure dropped from 69% in 2000 to 64% in 2009.

Fica aqui o documento que está em preparação: CNEAlteraçãoCurricEnsBásico.

A ser colocada em prática, esta reforma reduz ainda mais o tempo lectivo das disciplinas nucleares, às quais foram retiradas horas de aulas para a criação das ACND, as quais agora não são epostas.

As opções são discutíveis, esperando conhecer a fundamentação do não alargamento da carga horária de disciplinas que continuam quase residuais no currículo ou para as quais existem novos programas que exigiriam outra carga horária. Lamento ainda a falta de coragem em optar por (re)unir os 2º e 3º CEB.

No 2º ciclo o impacto maior será no grupo de EVT (neste momento poderá ultrapassar a redução de 40% dos docentes, entre contratados e dos quadros), mas também do grupo de recrutamento 200 (Língua Portuguesa/HGP). Nos outros grupos o impacto será menor, mas levará, no mínimo e num cálculo muito preliminar, à redução de cerca de 15-20% dos horários dos docentes em exercício este ano.

No 3º ciclo, as perdas serão mais disseminadas, mas atingirão certamente a Língua Portuguesa e a Matemática que, na maior parte dos casos, acabavam por leccionar o Estudo Acompanhado. Aqui o impacto deverá andar na ordem de perto dos 10% de horários a menos.

Assinale-se ainda que, sem a fuga que se conseguiu pela blogosfera, este assunto seria lançado depois da enxurrada de propaganda em torno dos resultados do testes do PISA 2009.

Eu acho que não. No Câmara Corporativa estão brandos nas flechadas que pensam atirar-me e falham o alvo redondamente, por muito rotundo que eu esteja.

Na minha modesta opinião, os resultados do PISA 2009 revelam ganhos por parte dos alunos portugueses que espero venham a ser consolidados daqui a 3 anos.

Ao contrário de alguns analistas e comentadores, não me apetece relativizar os resultados, até porque revelam que, no meio de imensa turbulência, professores e alunos trabalharam bem. Se isso foi por causa das políticas de Maria de Lurdes Rodrigues (como Sócrates irá tentar fazer passar em entrevista que se anuncia para amanhã), não posso neste momento confirmar ou infirmar. Certamente não foi por causa da ADD ou do ECD.

Mas depois de ler devidamente todos os materiais (disponíveis de forma ordenada a partir daqui, por exemplo), prometo dar opinião mais fundamentada.

São por certo boas notícias, mas as explicações que estão a ser dadas – na onda da propaganda mais básica – são enganadoras. Em especial as que remetem para medidas que não chegaram a ser verdasdeiramente implementadas.

Fica aqui a peça de apresentação da propaganda que, como todas as peças do género, sublinha os avanços, ignorando que o desempenho ainda é meramente sofrível: Pisa2009.

Primeiro-ministro elege professores como «heróis»

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