Domingo, 5 de Dezembro, 2010


Rui Veloso, Saiu para a Rua

Com melhor som, só esta versão acústica sem vídeo.

Em meados dos anos 70, os verdadeiros machos da espécie perfumavam-se? Eu era pré-adolescente inconsciente, não me lembro bem…

É que isto, apesar de vir nas traseiras de uma Vida Mundial de Abril de 1975, cheira-me a reacção

Uma entrevista que causa desespero

Concentração de escolas duplicou alunos sem aulas

Ontem, 26 mil estudantes ficaram em casa por terem sido colocados em agrupamentos escolares e não conseguirem lá chegar.

Diplomatas sem corte nos abonos

Os abonos de residência e de educação que os cerca de 475 diplomatas portugueses no estrangeiro recebem e que gozam de isenção fiscal vão ficar igualmente isentos do corte salarial previsto no Orçamento do Estado para 2011.

Promoção e venda do computador Magalhães. Lançamento da 3ª geração. As actividades dos alunos.

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CLASSES MÉDIAS E ESCOLA: NOVAS PERSPECTIVAS DE ANÁLISE

Tudo para que o ano lectivo de 2011-12 seja o mais poupadinho da história recente, pretérita ou futura, da estórinha nacional.

Ao que parece a revisão do DL 6/2001 (organização e gestão curricular do Ensino Básico) vai ser feita na base da metralha sobre a carga lectiva, estando o CNE com uma mão na massa em que, como sabemos, João Formosinho começou por ter as duas. Já agora, pode sempre ir-se lendo isto.

Sobre a questão da excepção açoriana aos cortes salariais, recebi o seguinte mail, com anexos comprovativos, ao qual respondi como mais abaixo se verá. Já obtive a autorização para a troca que tem um par de dias, assim como outros elementos sobre  a situação. Dos mails estão ausentes elementos identificativos de quem remeteu e aspectos mais pessoais da troca:

Olá Paulo,

Chamo-me *****************, o meu BI é o ******* e gosto de ir passando pelo seu Umbigo. Quando o faço identifico-me como APB.
O seu blog pertence à minha rotina e vem daí o desplante de lhe empacotar o mail.

Como poderei confirmar que (há já um ano) há uma situação “estranha” nos vencimentos dos professores nos Açores?

Por cá, muito se tem falado do assunto, mas parece que não interessa…
Eu ganho menos 140.93€ mensais por leccionar nos Açores!

A 1 de Setembro de 2009

  • contabilizava 19 anos e 4 dias de serviço,
  • “entrei” no índice 235,  5º escalão
  • a minha remuneração base passou a ser 2137€, pois (como sabe) por cá não há professores titulares

Ora, se leccionasse em qualquer outra zona do território nacional poderia ganhar pelo índice 245, o que se traduziria em mais 140.93€ mensais.
A minha cara metade também poderia ganhar mais 140.93€ mensais. Ou seja, teríamos por mês mais 281,86€.

Eu sei! Nem chega para pagar 1 viagem (tarifa de residente) para Lisboa, no único meio de transporte existente/permitido pelo Governo de Carlos César, (que só permite a exploração a uma única companhia aérea: a sua ”SATA”), mas pronto…

Já fizemos continhas e só “à conta” dos docentes na Região, o Governo de Carlos César tem feito um bom pé-de-meia.
Agora com a “benesse” que tanto irrita o Alberto João e outros… acho que… vou continuar a ganhar menos por mês do que se estivesse a leccionar em qualquer outra zona do território nacional. Uau!

À boa maneira portuguesa, ainda me devo dar por feliz por ainda não ter 23 anos de serviço, nesse caso “perderia” mensalmente mais de 440€, além de que teria muitas mais rugas… o que é sempre mau!

Estaremos nos Açores, já há um ano a reclamar indevidamente?
Como/onde me aconselha confirmar o que para nós é 1 realidade?

Para que possa confirmar o que acabo de lhe expor, envio-lhe em anexo

  • o meu talão de vencimento de Novembro e o
  • pdf de comparação de vencimentos/carreiras de um dos sindicatos de professores.

Beijos ao Umbigo

Ao que respondi:

Percebo o que me diz, mas – mesmo não querendo afrontá-la no que expõe – eu diria que no Continente nem todos passaram a ser titulares, cerca d2 25% apenas e alguns casos do índice 245 estão bem entalados.
Acresce a isso que, se eu bem percebi, nos Açores o tempo do congelamento foi recuperado e só isso permite ultrapassar muita gente que no Continente ficou paradinha e que está desde 2004 sem progredir um euro, enquanto vejo pessoas conhecidas minhas  a desfrutar de um ECD nos Açores que lhes permite o que por aqui não se pode fazer.

Dito isto, acrescento o seguinte: é nos Açores que as coisas correram como deveriam ter sempre corrido – salvo coisas mais pontuais – no Continente.

(só por curiosidade, eu estou no 235 e aplicaram-me uma regra retroactiva do ECD que fez com que o meu doutoramento
“valesse” seis meses e assim impediram-me a progressão ao 245 no ano de 2008 e tive de agora passar e estacionar no 235. Há muitas dores e mágoas por aí repartidas…)

Já agora, pedia-lhe autorização para usar o seu mail, retirando o dados identificativos, se assim o preferir.

Com os meus desejos de bom fim de semana,

P

Toda as páginas deste livrinho são mais úteis e esclarecidas que qualquer manifesto dos candidatos ditos sério que por aí andam. Por exemplo:

Temos que nos ir habituando ao facto incontornável de que vivemos numa guerrilha civil à escala mundial. O inimigo não está no outro lado da trincheira, mas habita promiscuamente connosco.

O inimigo é não só o vizinho do lado, que pensa mais depressa com os pêlos do peito do que com os neurónios, como somos nós próprios na integridade mais saloia, no nosso oportunismo nu e rafeiro. As mais geniais conspirações são as dos governos contra si mesmos. O suicídio político-económico é o resultado de boas intenções com poucas convicções (p. 29)

José Gonzales, Heartbeats

… na Lapónia ou num qualquer Centro Comercial a abafar naquelas fatiotas, por favor, traz-me um magalhão para que possa ser feliz, ter sucesso educativo, poder andar a cavalo e na piscina sem problemas e, assim esteja em idade casadoira, arranjar um ruipedro ou um engenheiro domingueiro com quem me conubiar ou, no mínimo, amancebar, para assim me tornar excepcional aos cortes, défices e outras coisas terríveis que a crise lá fora nos impôs neste mundo cão onde só a certificação (horizontal?) nos garante uma vidinha mais desempoeirada de dificuldades e mais convergente com os padrões europeus, assim haja dinheirinho para ir para os alpes no verão e para uma isla doiradita no inverno.

Muit’agradecida.

… mas quero meia dose do mesmo. Uma dose inteira parece que nos deixa a planar demasiado sobre a realidade. Porventura, atribuiremos a um gadget usado por miúdos até ao 3º ano a melhoria dos resultados no acesso à faculdade.

Isso numqueronão porque é pedrada a mais para um humanozeco. Só para super-atletas.

Sócrates destaca importância do Magalhães nos resultados educativos em Portugal

Começa a falar de Educação a partir de 1’45”. Memorável. Antológico. Aos 3’50” começa o desvario em maior aceleração… Aos 4’30” atinge o paroxismo com o Magallanes.

Ao que parece soube-se no Conselho de Escolas que lá por bandas do CNE – e não só – se anda em busca de legitimar a redução da carga horária com pares pedagógicos. Após o estudo Acompanhado e a Área de Projecto, segue-se EVT. Claro que isto pode ser mentira, mas certamente, se inquirido, o presidente do Conselho de Escolas, que é quem tem acesso privilegiado a estas informações, poderá confirmar ou infirmar.

… e percebam que vos têm agarrado(a)s por onde querem e ao dispor quando quiserem. Excepto as excepções, claro. Repare-se que o tempo passa, deixam as situações instalar-se e depois ameaçam, para terem a fidelidade e obediência garantidas.

Directores em risco de pagar por contratos feitos contra lei

Os directores escolares receiam ter de vir a pagar milhares de euros em equipamento por terem assinado contratos que não cumpriam todas as normas do Código de Contratos Públicos. Os dirigentes pedem ao Governo o adiamento das aquisições pela central de compras.

“A maioria está alarmada, sem saber o que fazer e como”, garantiu ao JN o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep), que esta semana reuniu com os dois secretários de Estado da Educação. Em cima da mesa esteve uma das maiores actuais preocupações: a nulidade de contratos assinados pelos directores e a obrigatoriedade, a partir de 1 de Janeiro, de todas as aquisições das escolas terem de ser feitas através da central de compras do Estado.

Quanto à Central de Compras do Estado, contam-me que é a forma mais prática de concentrar as aquisições num grupo restrito de empresas, afastando as mais pequenas, de implantação local, de qualquer hipótese de entrarem no bolo que é só para os tubarões e cachalotes.

Tenho imensa pena, mas não posso divulgar um par de mails sobre a situação numa certa e determinada Secundária de Lisboa, cujo director odeia blogues e afirma em reunião geral de professores que só dizem mentiras. Pela parte que me toca, teria todo o gosto em que mo disse cara a cara, especificando as mentiras (mas sem vernáculo à mistura, por favor…).

… opinar sobre as medidas de austeridade com maior independência.

Governo dá excepção a dirigentes

Altos quadros do Estado que já acumulam ordenado e pensão não são abrangidos pela proibição dessa regalia.

Porque os chamados direitos adquiridos são apenas para a arraia-miúda

Vamos fazer um rol dos disparates feitos durante, em especial, o seu segundo mandato maioritário? Ou das inaugurações que secretariou com Maria de Lurdes Rodrigues?

Já agora, reparem como aos 35 segundos da gravação, lhe sai uma daquelas gaffes que só saem a quem fala quando não tem muito a dizer.

Para desanuviar…

Nas traseiras de uma qualquer Crónica Feminina.

Setembro de 1966