Vamos lá então por partes:

Primeiro, a questão das aulas de porta aberta.

Por mim a porta está sempre aberta para aluno(a)s que, mesmo não sendo da turma, gostem de passar por lá. Já aqui contei que essa tem sido uma prática habitual em algumas aulas minhas que, por estranho que pareça, surgem como mais atractivas do que ficar pela escola sem outro destino.

Quanto a abri-las a colegas meus (minhas) também não sinto qualquer prurido, embora ache que ele(a)s já se fartam o suficiente de mim, para ainda me quererem ver e ouvir a dar aulas.

Quanto à verdadeira substância daquilo que Manuel Esperança afirma eu diria que até tem em parte razão, se isso significar um verdadeiro trabalho de equipa por parte dos profesores e não inspeçõezinhas feitas com outro tipo de objectivos. E que os visitantes também aceitem ser visitados. E que – essa parte é mais difícil – o(a)s senhore8a)s directore(a)s também condescendam em dar aulas e abrir as suas portas. E, já agora, que não se fechem nas suas Direcções, como acontece em muitas escolas.

Porque uma cultura de trabalho colaborativo exige mais do que um(a) director(a) achar que os avaliadores devem ir ver as aulas dos avaliados. e quem o defende em termos teóricos, normalmente não o encara como uma via com dois sentidos.

Quanto ao aspecto dos avaliadores serem na sua maioria os colegas escolhidos  eleitos para coordenadores de departamento, levanta-me uma dúvida: na Escola Secundária José Gomes Ferreira não houve regime de titulares com restrição do acesso aos cargos de coordenação? Houve eleições para coordenadores ou nomeação? Ou, desde Setembro, os cargos que antes tinham ficado apenas para titulares foram a eleições e mudaram de ocupante?

E depois há um outro aspecto que parece ser esquecido: quem tem perfil para coordenação, nem sempre tem para a avaliação pois são coisas bem diferentes. Mesmo podendo estar ligadas, remetem para perfis com traços diversos e que nem sempre confluem no mesmo indivíduos. Até porque um coordenador pode ter as suas amizades e embirrações, mas é mais complicado se isso se reflectir na avaliação.