Que Isabel Alçada se terá ontem reunido com algumas figuras ligadas à Educação e às “escolas” para se despedir. Um corropio de telefonemas, sms, mails, em busca de uma confirmação que nem me arrefece, nem me amorna, quanto mais aquecer. Se é verdade, peca por tardia a saída, pois a equipa política do ME não existe para nenhuns efeitos substantivos. Aliás, se houvesse coragem, já pelo menos dois elementos deveriam ter saído. Se é boato, não deixa de ser sintomático e um estado de espírito, paredes-meias com a putrefacção política no sector.

A ser verdade, quais as hipóteses que se podem enfileirar? Numa remodelação eventual, caso o engenheiro tenha acordado com um mal-estar qualquer, acho que deveriam dar o cargo a Ana Maria Bettencourt, pois a presidência do CNE é cargo que é entregue, por via de regra, a ex-governante ou aspirante a tal. E sempre se poderia fazer ali uma ponte entre o sorriso agradável aos sindicatos de Isabel Alçada com o discurso eduquês fofinho de Ana Benavente, que poderia acalmar certas facções do PS. A hipótese de fusão com o ministério de Mariano Gago, aventada por alguns, parece-me pouco credível porque o olfacto político de MG o deve fazer evitar tal coabitação. Se em 2005 não o quis com um mandato promissor pela frente, o que dizer agora em 2010 quando a barraca está a ser desmontada?

Mas, aconteça o que acontecer, o centro político do ME tornou-se irrelevante para as questões da Educação.

Pelo que se vai sabendo, pelo centro do país, foram os burocratas do GEPE e do(a) MISI@ esta semana a darem as tácticas quanto às metas de aprendizagem, definitivamente transformadas em objectivos estatísticos.