A conta aparece depois numa lógica retorcida como só por estas bandas se consegue, sem que a maioria ou quem deve fiscalizar isto note ou se incomode.

O Governo/ME cria uma empresa à margem das regras oficiais das contas públicas e atribui-lhe a missão de requalificar as escolas, dando-lhe em troca a posse dessas estruturas e poderes na sua futura gestão. Dota essa empresa de meios financeiros e permite-lhe um endividamento cavalgante num par e anos. as intervenções são feitas de acordo com os critérios da Parque escolar, tendo os órgãos e gestão das escolas pouco poder de intervenção.

Depois, permite-se que essa empresa cobre renda às escolas, incluindo as que não solicitaram ou concordaram com a intervenção ou os moldes em que foi feita. As rendas são definidas pela Parque escolar que se tornou o senhorio de algo que não era seu, apenas porque lá fez obras financiadas pelo Estado. Como as escolas têm escassas receitas próprias, as rendas serão pagas pelas dotações financeiras feitas pelo Estado para essas mesmas escolas, ou seja o ME financia duplamente a Parque Escolar mas, nas contas oficiais, nada lhe paga, pois o dinheiro sai oficialmente das escolas para a Parque escolar.

Isto não é propriamente um fenómeno de desorçamentação, é mais de completa mistificação.

Parque Escolar vai cobrar 50 milhões em rendas em 2011