Domingo, 28 de Novembro, 2010


Lou Reed, Romeo Had Juliette

The perfume burned his eyes
holding tightly to her thighs
And something flickered for a minute
and then it vanished and was gone

A semana é dele…

La mayor filtración de la historia deja al descubierto los secretos de la política exterior de EE UU

EL PAÍS desvela los documentos de Wikileaks.- Putin, autoritario y machista.- Las fiestas salvajes de Berlusconi.- Estrecho seguimiento de Sarkozy.- Los movimientos para bloquear a Irán.- El juego en torno a China.- Los esfuerzos para aislar a Chávez.

Um par de mão-cheia…

Parece que estão de volta por aí esta semana. Em seu tempo, há 20 anos, deram um excelente concerto no Coliseu, quando o hino era o mítico Sit Down e o Tim tinha caracóis (e eu menos 20 quilos) e uma irmã a viver em Portugal. Agora estamos todos menos novos… confesso que esta é uma nostalgia que fica melhor na memória dos anos dourados

James, Say Something

You’re as tight as a hunter’s trap
Hidden well, what are you concealing
Poker face, carved in stone
Amongst friends, but all alone
Why do you hide

Por uma razão ou outra, vão aparecendo … ler tudo é que vai ser…

Sabia que ainda existiam. Há dias saltaram, com uns outros de colecções da mesma altura, de uma pequena caixa de papelão.

Agradecendo a simpatia da oferta ao António Barroso.

E isto é um editorial de esquerda à americana (NYTimes, hoje), ou seja, uma esquerda muito soft… Transcrevo na íntegra, pois sei que só uns 10% dos visitantes clicaria no link para aceder…

The Unemployed Held Hostage, Again

It is hard to believe, as the holidays approach yet again amid economic hard times, but Congress looks as if it may let federal unemployment benefits lapse for the fourth time this year.

Lame duck lawmakers will have only one day when they return to work on Monday to renew the expiring benefits. If they don’t, two million people will be cut off in December alone. This lack of regard for working Americans is shocking. Last summer, benefits were blocked for 51 days, as senators in both parties focused on preserving tax breaks for wealthy money managers and other affluent constituents.

This time, tax cuts for the rich are bound to drive and distort the debate again. Republicans and Democrats will almost certainly link the renewal of jobless benefits to an extension of the high-end Bush-era tax cuts. That would be a travesty. There is no good argument for letting jobless benefits expire, or for extending those cuts.

The recession that began in 2007 has led to the worst unemployment in nearly 30 years. We have record levels of long-term unemployment. The jobless rate, 9.6 percent, has been essentially unchanged since May, and nearly 42 percent of the 14.8 million jobless workers have been sidelined for six months or more.

Some opponents of unemployment benefits — mostly Republicans but a few Democrats as well — would have you believe those figures are evidence of laziness, enabled by generous benefits. They conveniently ignore three facts. One, there are five unemployed people for every job opening — a profound scarcity of jobs. Two, federal benefits average $290 a week, about half of what the typical family spends on basics and hardly enough to dissuade someone from working. Three, as unemployment has deepened, benefits have become less generous. Earlier this year, lawmakers ended a subsidy to help unemployed workers pay for health insurance and dropped an extra $25 a week that had been added to benefits by last year’s stimulus law.

Other opponents would have you believe that the nation cannot afford to keep paying unemployment benefits: a yearlong extension would cost about $60 billion. The truth is, we cannot afford not to. The nation has never ended federal benefits when unemployment is as high as it is now, and for good reason: Without jobs, there is inadequate spending, and that means ever fewer jobs. A wide range of private and government studies show that unemployment benefits combat that vicious cycle by ensuring that families can buy the basics.

Nor do jobless benefits bust the budget. Just the opposite. They do not add to dangerous long-term deficits because the spending is temporary. And because they support spending and jobs, they contribute powerfully to the economic growth that is vital for a healthy budget. Extending the Bush high-end tax cuts would be budget busting, because they are likely to endure, adding $700 billion to the deficit over 10 years. Tax cuts for the rich provide virtually no economic stimulus, because affluent people tend to save their bounty.

Ignoring facts and logic, several Republicans have said that any benefit extension must be paid for with spending cuts elsewhere. That would, in effect, be giving with one hand while taking away with the other. It is not only cruel, but foolish, because it would reduce the economic boost that benefits would provide.

President Obama should pound the table for a clean, yearlong extension of unemployment benefits, and should excoriate phony deficit hawks — in both parties — who say that jobless benefits are too costly, even as they pass vastly more expensive tax cuts for the rich.

Student protests: the riot girls

The picture of schoolgirls peacefully stopping attacks on a police van during this week’s student demonstrations sends out a powerful message of hope and defiance.

Ireland bailout protest draws 100,000 to Dublin streets

Demonstrators protesting austerity measures throw fireworks at gardaí protecting the Dáil from anarchist groups.

Como ficaram depois da intervenção? A sério que não sei, pois não conheço o espaço novo.

Cortes salariais esbarram na lei

O social-democrata Bacelar Gouveia votou ontem favoravelmente o Orçamento, mas entregou uma declaração de voto em que considera inconstitucionais os cortes dos salários na administração pública, por se tratar de uma redução permanente. Uma tese que é partilhada por Marcelo Rebelo de Sousa, que advoga que só uma situação de excepção pode justificar a medida.

Mas as análises de constitucionalidade complicam-se quando estão em causa os “cortes” no sector empresarial do Estado. Neste caso, os trabalhadores não têm vínculo laboral público, ou seja a Constituição garante-lhes a manutenção do salário-base. Dessa forma, o Estado, enquanto accionista, pode dar instruções, mas nalguns casos os salários não poderão ser comprimidos. No limite, os trabalhadores com salários mais elevados poderão ver a sua massa salarial diminuir só em relação às chamadas remunerações acessórias, como os subsídios de representação ou de função.

Um dia será feita a devida justiça – ou não – a muita coisa. Na fila est(ar)á também a questão da gestão escolar. Porque há que ter memória e, embora apontar culpados a dedo seja uma coisa que dizem feia, depois também podemos ser criticados por não dar os nomes aos bois.

Não é à moda estalinista, para serem purgados, mas também não pode ser à moda católica, que com umas benzeduras tudo se lava e renova o crédito para a malfeitoria.

… dos restos de supermercados junto aos respectivos contentores, em moldes que por vezes são chocantes. Espera-se que esta ideia seja concretizada de uma forma que, pelo menos, permita alguma dignidade ao que se tornou uma sociedade fracturada e completamente falhada.

Está a nascer uma rede nacional para aproveitar as sobras dos restaurantes

A conta aparece depois numa lógica retorcida como só por estas bandas se consegue, sem que a maioria ou quem deve fiscalizar isto note ou se incomode.

O Governo/ME cria uma empresa à margem das regras oficiais das contas públicas e atribui-lhe a missão de requalificar as escolas, dando-lhe em troca a posse dessas estruturas e poderes na sua futura gestão. Dota essa empresa de meios financeiros e permite-lhe um endividamento cavalgante num par e anos. as intervenções são feitas de acordo com os critérios da Parque escolar, tendo os órgãos e gestão das escolas pouco poder de intervenção.

Depois, permite-se que essa empresa cobre renda às escolas, incluindo as que não solicitaram ou concordaram com a intervenção ou os moldes em que foi feita. As rendas são definidas pela Parque escolar que se tornou o senhorio de algo que não era seu, apenas porque lá fez obras financiadas pelo Estado. Como as escolas têm escassas receitas próprias, as rendas serão pagas pelas dotações financeiras feitas pelo Estado para essas mesmas escolas, ou seja o ME financia duplamente a Parque Escolar mas, nas contas oficiais, nada lhe paga, pois o dinheiro sai oficialmente das escolas para a Parque escolar.

Isto não é propriamente um fenómeno de desorçamentação, é mais de completa mistificação.

Parque Escolar vai cobrar 50 milhões em rendas em 2011

Novembro de 2010