Sábado, 27 de Novembro, 2010


David Bowie, Slow Burn

Oh, these are the days
These are the strangest of all
These are the nights
These are the darkest to fall
But who knows?
Echoes in tenement halls
Who knows?
Though the years spare them all

Like a Slow Burn
Leading us on and on and on
Like a Slow Burn
Twirling us round and round
and upside down
There’s fear overhead
There’s fear overground
Slow Burn
Slow Burn

REFLEXÃO SOBRE PROFISSÃO DOCENTE (SER PROFESSOR, HOJE)

FUNCIONÁRIO OU PEDAGOGO?

Sou da opinião de que devemos encontrar tempos e espaços para reflexão conjunta, para que se faça o caminhos juntos em cooperação e não cada um para seu lado. Sou adepto da Cooperação (e do sporting) e adversário da Competição Profissional. Afnal de contas trabalhamos juntos e era bom que confrontássemos pontos de vista. Desse confronto nascerá alguma LUZ e mesmo que a Luz se apague, fica o conhecimento mútuo (entre pares) e o prazer da reflexão, que, no meu entender, é o nossso espaço de liberdade enquanto Professores de Filofofia.
Somos Professores, mas mais do que isso, Professores de FILOSOFIA. Se não for possível exercermos a nossa autonomia reflexiva (já nem digo opinativa ou valorativa), pelo menos poderemos falar uns com os outros.
Pena que já não haja tempo para falarmos sobre Filosofia, Padagogia… sobre os nossos alunos, as Didáticas, enfim essas coisas que são a essência da nossa Profissão. Sem isso vamos morrendo aos poucosserá a morte profissional e identitária do Professor de Filosofia. Morte lenta!
Em vez disso discutimos … aliás, tomamos conhecimento das normas, do que há a fazer, repetimos procedimentos, funcionamos à pressão, sob pressão, à pressa, sem tempo para pensar as coisas essenciais e corresponder ao que faz falta: ser  pedagogo! Ficamos pelo acessáorio, que a função administrativa nos obriga.
Dar opinião (fundamentada) e manter o espírito Crítico eram privilégios do Professor DE FILOSOFIA. Privilégios herdados de uma Formação científica. Sem isso pouco temos que nos caracterize ou especifique. Sem isso seremos meros repetidores. Perdemos a alma! Sem anima somos como todos os outros e até poderemos ser meros funcionários públicos (que somos) e lecionar outra Ciência qualquer. Para além de funcionários somos Profissionais da inteligência (racionalidade) e da reflexão. Ajudamos os jovens a pensar por si. Se o deixarmos de fazer nós próprios, o que poderemos fazer? Aliás, o que andamos nós a fazer?
Ser crítico nós sabemos o que é. Sabemos que se trata de construir. Aliás, descontruir para depois construir. Construir a nossa subjetividade. A tal sujectividade… digo, intersubjectividade, que Kant nos ensinou. Assim se constroi o filosofar!
Sem isso, somos nada!
A minha Formação como Orientador de Estágio (durante 8 anos com a Católica e com a Fac de Letras), a Acreditação cmo Formador da Formação Contínua (desde 1997), a experiência como Professor/Facilitador de Aprendizagens e a Investigação de que faço parte na Faculdade de Ciências dea Educação de Lisboa (Grupo de Estudos sobre Ética e Deontologia Docente), entre outras experiências internacionais, ensinaram-me o que é essencial nesta Profissão e o que deve caracterizar o Professor: profissional autónomo, reflexivo, Crítico e gestor de pessoas.
Não queria abdicar disto!
Isto é que dizem as investigações!
Isto é o que nos caracteriza como Funcionários da Educação.
Se perdermos isto, perdemos a identidade profissonal!
Atenção! Estamos a morrer, salvo, profissionalmente.
E isto aplica-se a todos os Professores, em particular aos Professores de Filosofia.
Estou cansado
Desculpem o longo desabafo!
Luís Manuel Mourinha

Espreitei site do Record e o spórtengue está a ganhar 1-0 ao intervalo. Chiu… Deixem-me sonhar…

Não ao do senhor António, mas sim ao pré-liberal, em que cada ordenação régia tinha prerrogativas mil, conforme os efectivos estatutos de excepção que se queriam conceder aos súbditos.

Se é verdade que a democracia liberal não deve fazer tábua rasa das diferenças e as deve respeitar e tratar enquanto tal, não é menos verdade que dificilmente se poderá defender o método da manta de retalhos, em que a regra – que se percebe injusta e geradora de alguns remorsos nos monarcas – depois é adaptada a cada situação, até se perceber que não deveria ser assim, mas talvez…

Fosse Santana PM e todos gritariam má moeda, péssima moeda!!!

Mas a coerência é dom escasso e falha a muitos.

Cortes salariais terão retroactivos se não forem aplicados em Janeiro

Situação pode complicar-se nas empresas públicas que pedirem «adaptações».

Recebido por diverso(a)s emissário(a)s:

Mesmo sem o apoio dos dirigentes sindicais, professores em protesto na rua no dia da Greve Geral em Aveiro e em Lisboa

Fotos e mais desenvolvimentos: http://3rs-spgl.blogspot.com/

O texto circula pela net e já está em numerosos blogues. Mas eu tenho mesmo a revista 😛 . Quem quiser criticar-me as opções…

Devem-me dinheiro

José Sócrates em 2001 prometeu que não ia aumentar os impostos. E aumentou. Deve-me dinheiro. António Mexia da EDP comprou uma sinecura para Manuel Pinho em Nova Iorque. Deve-me o dinheiro da sinecura de Pinho. E dos três milhões de bónus que recebeu. E da taxa da RTP na conta da luz. Deve-me a mim e a Francisco C. que perdeu este mês um dos quatro empregos de uma loja de ferragens na Ajuda onde eu ia e que fechou. E perderam-se quatro empregos. Por causa dos bónus de Mexia. E da sinecura de Pinho. E das taxas da RTP. Aníbal Cavaco Silva e a família devem-me dinheiro. Pelas acções da SLN que tiveram um lucro pago pelo BPN de 147,5 %. Num ano. Manuel Dias Loureiro deve-me dinheiro. Porque comprou por milhões coisas que desapareceram na SLN e o BPN pagou depois. E eu pago pelo BPN agora. Logo, eu pago as compras de Dias Loureiro. E pago pelos 147,5 das acções dos Silva. Cavaco Silva deve-me muito dinheiro. Por ter acabado com a minha frota pesqueira em Peniche e Sesimbra e Lagos e Tavira e Viana do Castelo. Antes, à noite, viam-se milhares de luzes de traineiras. Agora, no escuro, eu como a Pescanova que chega de Vigo. Por isso Cavaco deve-me mais robalos do que Godinho alguma vez deu a Vara. Deve-me por ter vendido a ponte que Salazar me deixou e que eu agora pago à Mota Engil.

António Guterres deve-me dinheiro porque vendeu a EDP. E agora a EDP compra cursos em Nova Iorque para Manuel Pinho. E cobra a electricidade mais cara da Europa. Porque inclui a taxa da RTP para os ordenados e bónus da RTP. E para o bónus de Mexia. A PT deve-me dinheiro. Porque não paga impostos sobre tudo o que ganha. E eu pago. Eu e a D. Isabel que vive na Cova da Moura e limpa três escritórios pelo mínimo dos ordenados. E paga Impostos sobre tudo o que ganha. E ficou sem abonos de família. E a PT não paga os impostos que deve e tenta comprar a estação de TV que diz mal do Primeiro-ministro. Rui Pedro Soares da PT deve-me o dinheiro que usou para pagar a Figo o ménage com Sócrates nas eleições. E o que gastou a comprar a TVI. Mário Lino deve-me pelos lixos e robalos de Godinho. E pelo que pagou pelos estudos de aeroportos onde não se vai voar. E de comboios em que não se vai andar. E pelas pontes que projectou e que nunca ligarão nada. Teixeira dos Santos deve-me dinheiro porque em 2008 me disse que as contas do Estado estavam sãs. E estavam doentes. Muito. E não há cura para as contas deste Estado. Os jornalistas que têm casas da Câmara devem-me o dinheiro das rendas. E os arquitectos também. E os médicos e todos aqueles que deviam pagar rendas e prestações e vivem em casas da Câmara, devem-me dinheiro. Os que construíram dez estádios de futebol devem-me o custo de dez estádios de futebol. Os que não trabalham porque não querem e recebem subsídios porque querem, devem-me dinheiro. Devem-me tanto como os que não pagam renda de casa e deviam pagar. Jornalistas, médicos, economistas, advogados e arquitectos deviam ter vergonha na cara e pagar rendas de casa. Porque o resto do país paga. E eles não pagam. E não têm vergonha de me dever dinheiro. Nem eles nem Pedro Silva Pereira que deve dinheiro à natureza pela alteração da Zona de Protecção Especial de Alcochete. Porque o Freeport foi feito à custa de robalos e matou flamingos. E agora para pagar o que devem aos flamingos e ao país vão vendendo Portugal aos chineses. Mas eles não nos dão robalos suficientes apesar de nos termos esquecido de Tien Amen e da Birmânia e do Prémio Nobel e do Google censurado. Apesar de censurarmos, também, a manifestação da Amnistia, não nos dão robalos. Ensinam-nos a pescar dando-nos dinheiro a conta gotas para ir a uma loja chinesa comprar canas de pesca e isco de plástico e tentar a sorte com tainhas. À borda do Tejo. Mas pesca-se pouca tainha porque o Tejo vem sujo. De Alcochete. Por isso devem-me dinheiro. A mim e aos 600 mil que ficaram desempregados e aos 600 mil que ainda vão ficar sem trabalho. E à D. Isabel que vai a esta hora da noite ou do dia na limpeza de mais um escritório. Normalmente limpa três. E duas vezes por semana vai ao Banco Alimentar. E se está perto vai a um refeitório das Misericórdias. À Sexta come muito. Porque Sábado e Domingo estão fechados. E quando está doente vai para o centro de saúde às 4 da manhã. E limpa menos um escritório. E nessa altura ganha menos que o ordenado mínimo. Por isso devem-nos muito dinheiro. E não adianta contratar o Cobrador do Fraque. Eles não têm vergonha nenhuma. Vai ser preciso mais para pagarem. Muito mais. Já.

Penthouse, Novembro de 2010

Quem aquecerá quem? Postiga ou Moutinho?

Estou demasiado cansado para nova desilusão. Nem que seja com um golo com o joanete, ganhe-me lá isso!

… mais à noite tentarei fazer um balanço, com o que se disse e o que ficou por abordar. Foi interessante, talvez se tenha concentrado demasiado nuns temas e esquecido outros mais concretos, mas foi animado e longo (mais de 2 horas). Brevemente, o registo das partes principais será colocado online pela Fundação MMS e eu depois disponibilizo.

O autor talvez com uma postura demasiado defensiva sobre as suas motivações quanto à obra, ainda demasiado preso à sua função política para falar mais abertamente do passado mais ou menos recente, para além da análise dos números, das tendências e da necessidade de consensualizar opções de fundo.

Quanto à assistência, em especial quanto aos professores presentes, aquilo que eu tentei transmitir numa parte do que disse: a mágoa, o ressentimento e as feridas estão ainda muito fundas, a sangrar e em vez de cicatrizar, estão a supurar.

Uma desnecessidade: a tentação de alguns presentes, da mesa à assistência, para concentrar demasiado a responsabilidade na figura do(a) ministro(a). Que as tem, em seu tempo, mas não todas, porque a máquina montada e os nichos incrustrados na estrutura do ME são muito fortes. A tentativa de desculpabilização da boston connection pelo moderador foi interessante (a parte de revelações obre a forma como foi decidida e financiada tal formação), mas é estranho que se diga que mais de uma centena de pessoas não conseguem modelar a política educativa e de formação de professores em quase 30 anos, mas uma pessoa o consiga em 2, 3 ou 4 anos.

Cavaco Silva aponta Educação como desígnio nacional

Resisto estoicamente, até por estar em condições precárias na rede, a comentar isto.

“Portugal deve apostar em eventos que o lancem internacionalmente”

 

 

Fevereiro de 1998