Um terço das escolas fecharam portas, segundo o Governo

A meio da tarde, a Secretaria de Estado da Administração Pública tinha informação de que 1730 escolas do ensino básico e secundário estiveram hoje encerradas, o que representa 33,3 por cento, ou um terço, do total de estabelecimentos existentes.

Mas a verdadeira dimensão da paralisação no sector da Educação só deverá ser conhecida mais tarde. A SEAP voltou a advertir que se espera que “os números respeitantes à greve na educação venham a aumentar” à medida que for sendo reportada qual a situação que se viveu hoje nas cerca de cinco mil escolas existentes. Antes das novas vagas de encerramentos, havia nove mil escolas, número que ainda consta das últimas estatísticas do Ministério da Educação.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, das 1892 escolas existentes, 901 fecharam as portas.

O Governo não divulgou ainda dados discriminados sobre a adesão. Refere apenas que nesta nova contagem provisória foi apurado que 38.939 trabalhadores do sector da educação estão em greve. Não se sabe quantos são professores e quantos pertencem aos quadros do pessoal auxiliar. Como já aconteceu em greves anteriores, para a percentagem de adesões não serão contados os docentes que leccionam nas escolas que hoje estiveram encerradas. Com base nas informações que tem vindo a receber do Ministério da Educação, a SEAP frisa que as escolas fecharam porque o número de funcionários que se apresentou ao serviço era insuficiente para garantir o seu funcionamento.

Como é norma, Governo e sindicatos não coincidem. A Federação Nacional de Professores, naquele que será o último balanço que apresenta hoje, avança com uma adesão dos professores na ordem dos 75 por cento. Segundo a Fenprof encerraram portas mais de 80 por cento dos estabelecimentos escolares. “Este é um sinal muito importante que os professores dão de indignação e de não resignação face ao que o Governo está a fazer”, afirma-se numa nota enviada às redacções.