Sábado, 20 de Novembro, 2010


Suzanne Vega, Left of Center

A quem a Suzanne desgostar, aqui fica a  irmã mais velha…

Rickie Lee Jones, On Saturday Afternoons in 1963

Para os distraídos, faz parte da banda sonora da 1ª temporada do House. E faz parte de um LP fantástico.

Garcia Pereira estará presente para expor aquilo que, pelo menos por aqui, se considera ser a defesa de um Estado de Direito mínimo.

… mas senti o calor frio do futuro a espreitar-me do monitor.

Muito boa a genealogia do esquerdismo maoísta nacional, num desdobrável entre as páginas 64 e 65. No total era bem possível que fossem só 50 militantes fixos, mas deram coisa de 300 deputados, ministros, secretários de Estado e até presidentes da ué!

A abrir uma citação deliciosa de Fernando Pereira Marques:

– Um revolucionário a todo o momento pode ser morto ou preso. Há que saber gozar ao máximo os momentos de pausa. Não achas? – dizia Joaquim justificando o fausto dos nossos havanos e a indolência com que vivíamos aquele fim de tarde.

Eu tenho cá aquela minha ideia peregrina que para se ser esquerdista nos anos 60 e 70 era quase indispensável ser uma boa ou média família burguesa… Só conheço pessoalmente uma verdadeira excepção…

Caro Paulo,

A propósito do post no seu blogue, que só hoje li, sobre os atropelos na progressão, dou-lhe conta da minha situação que também é caricata.

Depois das mais variadas informações e certezas sobre a minha situação, agora colocaram-me ao abrigo do Artigo 8º, 1), alínea a): ou seja, estou no índice 245 desde 01/09/2004 e consideram que estou há mais de 5 a menos de 6 no índice. Quando perfaço os 6 anos é a dúvida: se já completei em 01 de Setembro passado, ou se, conto com o congelamento, e só em 01 de Janeiro de 2013… Mas, então, se o congelamento conta, como fazem as contas de “mais que 5 e menos que 6?

Há de facto uma grande confusão, que resulta precisamente da aplicação de legislação diferente (três estruturas) com noções de “progressão”, “transição” e “reposicionamento” a serem confundidas. Por outro lado, como muitas  secretarias das escolas não procederam às alterações em devido tempo, à medida que foi saíndo a legislação, agora querem aplicar as legislação toda de uma vez e tem dado neste espectáculo…

Esta última semana houve um alvoroço na minha escola porque de repente (ninguém estava a contar, pelas contas que tinham feito, e muitas delas com a ajuda do sindicato) muita gente foi chamada e informada de que mudava de escalão e que tinham de entregar a AI à pressa… Foram muito provavelmente novos esclarecimentos da DRE, na sequência das reuniões que têm vindo a acontecer…

E acho que se prende com as interpretações dos artigos 8º e 9º sobre os últimos escalões da carreira.

Cordialmente,

M.

Julgo que sem estreia anunciada por cá…

Sam Garbarski (a partir da BD de Jirô Taniguchi), Quartier Lointain

Reparem no número mais recente do Jornal de Letras… e digam lá se algo mudou…

Posso fazer uma aposta sobre um certo e determinado apoio da FLAD daqui por uns tempos?

A situação é caricata, pelo que o melhor é deixar aqui um testemunho directo.

Desculpe enviar este mail mas na minha procura de informação na Net sobre o problema que me afecta pessoalmente, mas que acredito afectar outros como eu, encontrei o seu blog. Assim, senti a tentação de enviar esta mensagem sobre a situação dos mestrados concluídos por “professorzecos” antes de 23 de Junho de 2010.
A questão é a seguinte:

Não tendo sido professora titular e tendo concluído mestrado em Janeiro de 2010, na vigência do anterior ECD que considerava no seu artigo 54º, que para os professores “não titulares”, o mesmo só era considerado para uma redução de 2 anos na carreira para efeitos de concurso a titular (que nunca se veio a realizar) mas para professores titulares dava a bonificação de 1 ano na carreira docente.

Com o ECD vigente desde 23 de Junho de 2010 a distinção de professores e professores titulares extinguiu-se e o mestrado foi considerado como dando 1 ano de bonificação na carreira de todos os professores.

No meu caso, estando actualmente colocada no 3º escalão, transitaria ao 4º escalão em Abril de 2011 mas pedi por requerimento em Julho de 2010 que me fosse considerada a tal bonificação por ter concluído mestrado a fim de transitar de escalão reportado a Abril de 2010.

A minha direcção entendeu que eu teria o tal direito de bonificação mas não como eu a solicitei, do actual escalão onde me encontro para o próximo, mas quer considerar essa bonificação só na transição do 4º escalão para o 5º o que na melhor das hipóteses (sem congelamento) só iria acontecer daqui a 4 anos.

Como tive dúvidas sobre este entendimento da minha direcção procurei telefonicamente a DGRHE.
Quem me atendeu informou-me que por o meu mestrado ter sido concluído antes da entrada em vigor do actual ECD que o mesmo não me valeria para obter a bonificação proporcionada pelo actual ECD porque à altura essa bonificação era só concedida a professores titulares.

Com esta me fiquei ESPANTADA até pq na continuação da conversa com a pessoa que me atendeu da DGRHE fiz a simulação de um caso hipotético em que um colega do mesmo escalão que o meu mas com menos tempo de serviço, que tenha defendido a tese no dia 25 de Junho de 2010 (já na vigência do actual ECD) e que fosse para o 4º esclão em Agosto de 2011 ficava logo com o seu problema resolvido e me ultrapassava na carreira, apesar de ter menos tempo de serviço que eu, pois bonificava de 1 ano na carreira e transitava ao 4º escalão em Agosto de 2010. Uma situação caricata a meu ver.

Por achar a situação tão caricata e disparatada gostaria de saber a quem precisamente dentro da estrutura do ME colocar esta questão porque achei a resposta que obtive da pessoa que me atendeu da DGRHE muito “estranha” e nada justa no meu entender.

Os meus cumprimentos,

E. D.

O mundo era mais simples se tudo fosse mais simples não é? Se a simplicidade fosse a regra e a complexidade abolida.

Na página 28 do Expresso dá-se conta de um estudo que demonstra como os alunos portugueses falham bastante quando as palavras são acentuadas e quando os grafemas se afastam dos fonemas, como resultado da evolução da linguagem escrita e do seu afastamento da mera oralidade.

E isto é lamentado por um especialista, que fez o estudo e que denuncia os “caprichos” linguísticos que “dificultam a vida aos alunos”.

Realmente é uma chatice… Isto deveria evoluir tudo mas as msgs de sms e pco +. Pk s pcebe na mm e n da tanta xatice ao ppl.

E que tal se em História suprimíssemos todas partes mais complicadas, como aquela dos séculos minguarem até Cristo e crescerem depois? E se deixássemos de nos aborrecer com as tricas que levaram à independência de Portugal (contava-se que um dia tinha aparecido um rei formado ao domingo e que  tinha criado o país, mandando a mãe às compras), limitavam-se os descobrimentos ao Brasil e aos PALOP para não ter de complicar as coisas, aboliam-se as guerras liberais por serem confusas e, por proposta do Rui Ramos e do Nogueira Pinto, fazia-se ligação directa entre a Monarquia e o Estado Novo. Certamente complicaria menos a vida aos alunos.

E em Matemática? Para quê complicar se a vida se a maioria vive com as quatro operações aritméticas básicas e umas quantas formas geométricas? Os sólidos ainda vá… mas equações? E, vai de retro, inequações? E probabilidades?

E em Ciências? Vamo-nos aborrecer com a classificação dos minerais e vegetais porquê? Porque não ficamos nos tempos pré-Lineu? Porque não chamamos pedras e metais a todos os minerais? Não é verdade? E a Geologia (ou a Geomorfologia, já agora), a quem interessa(m), se nem a(s) estudam para fazer o metro chegar ao Terreiro do Paço?

E muito se poderia fazer neste campo, aligeirando programas e currículos, no sentido de promover o Sucesso?

Quem nos manda querer que as crianças e jovens aprendam o que se foi descobrindo e sabendo ao longo dos últimos milhares de anos?

Não poderíamos ficar ali pelo Aristóteles, com a terra no centro do Mundo? E não é o Criacionismo uma teoria bem mais fácil de entender do que as darwinices? E até ficava tudo mais fácil em matéria de manual, porque existiria um único com tiragem comprovada e certamente poupança por existirem exemplares a passar entre gerações?

É que realmente esta coisa estranha de se ter de perceber que sucessão se escreve de uma forma e açucena de outra tem muito que se lhe diga (são os exemplos que aparecem no texto) e o especialista de serviço – Óscar Sousa, da Universidade Lusófona – tem toda a razão: isto é uma enorme complicação… e não é justo…

A longa peça que hoje no Expresso surge sobre a avaliação dos procuradores do Ministério Público não me provoca um pensamento claro ou uma opinião simples.

Porquê?

  • Porque, por um lado, é bom ver que há grupos profissionais que conseguem resistir ao ímpeto governamental de pretensa defesa do mérito. No caso dos procuradores – como no dos juízes – o que se nota é uma capacidade singular de defesa das suas posições.
  • Por outro, é triste ver como foi muito mais fácil cilindrar os professores perante a opinião pública, argumentando que todos querem ser Bons, quando afinal há aqueles que são quase todos Muito Bons ou Excelentes.
  • Por fim, reparar como este tipo de dados surge a público exactamente num contexto bem delicado do confronto, que só parcialmente transparece para o vulgo, entre estes grupos profissionais e o governo.

Expresso, 20 de Novembro de 2010

Apenas mais uma explicação para que a  suspensão do Estado de Direito sirva a todos os que se servem disso.

Os funcionários públicos têm tolerância de ponto mas os professores fazem gazeta. Cimeira da NATO.

Novembro de 1980