Este post do Aventar está a levantar alguma celeuma.

É minha perfeita convicção de que grande parte do que lá está é fumaça, embora tenham existido fósforos a acender pequenos fogos.

Eu tento explicar, com base numa curta rodada de contactos e consulta de materiais de há um par de meses: no Verão, o pessoal das Finanças assentou arraiais em territórios da Educação para encontrar tudo e mais alguma coisa que pudesse ser poupado e cortado à despesa.

Nesse contexto, tudo e mais alguma coisa foi aventado e lembrado. Tudo foi pensado, acho que atá ao número de agrafos. Tudo foi colocado em cima da mesa.

Mas nem tudo será, por enquanto, colocado em prática. O caso das reduções passará por uma nova abordagem do conteúdo da componente não-lectiva mas as reduções não desaparecerão necessariamente. Já aqui se falou disso há meses.

As AEC, pedra angular da Escola a Tempo Inteiro, menina do os olhos de Sócrates, não desaparecerão. Apenas haverá combate feroz pelo seu financiamento que acabará, em alguns casos, por recair nas famílias dos alunos que as pretendam.

O que me parece é que, num momento em que algumas Direcções querem impor a ADD por todos os meios para terem medalhas de mérito das respectivas DRE, há um esforço de intimidação sobre o corpo docente, no sentido de o atemorizar e tornar mais cordato às exigências.

Está em nós a capacidade para relativizar tais ameaças e não entrar em alarmismos.

As coisas não estão nada boas. Mas não adianta fazê-las pior ou colocarmo-nos a jeito para que fiquem.

 

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