Terça-feira, 16 de Novembro, 2010


Suzanne Vega, Blood Makes Noise

Cause blood makes noise
It’s a ringing in my ear
Blood makes noise
And I can’t really hear you
In the thickening of fear

Mas desde que haja SCUT para o Valter Lemos ir rapidamente a casa ou os emeéssetês irem à caça, está tudo bem

Desemprego de longa duração cresce 33 por cento

Escolas lutam contra a fome

Há cada vez mais crianças com carências alimentares. Algumas cantinas escolares vão abrir ao fim de semana e nas férias. Professores asseguram alimentos, livros e roupa.

Há crianças a passar fome em Coimbra

A Cáritas de Coimbra admite que há indícios de haver crianças que apenas têm uma única refeição por dia, que é o almoço na escola.

Escolas apoiam pobres

Professores e funcionários ajudam a recolher alimentos para distribuir na escola.

Professores dos ensinos secundário e universitário e desemprego de longa duração aumentam, dados do IEFP

Em Outubro, inscreveram-se menos desempregados nos Centros de Emprego, comparando com o mês de Setembro, uma quebra de 0,9 por cento, mas se a comparação for feita com o ano anterior, 2009, verifica-se uma aumento superior a seis e meio por cento. São dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional, IEFP, revelados esta tarde. Nesses dados, verifica-se o crescimento do desemprego de longa duração, e no espaço de um ano, entre Outubro do ano passado e Outubro deste ano, quase 46 por cento de professores engrossaram as fileiras do desemprego em Portugal.

😉

Não é possível qualquer antologia sem esta:

Vangelis, Love Theme from Blade Runner

Para além de que é um dos meus três filmes favoritos de sempre.

Timor-Leste admite comprar até 369 milhões de euros de dívida portuguesa

O presidente da Comissão Parlamentar de Economia e Finanças de Timor-Leste, Manuel Tilman, disse hoje que a Lei do Fundo Petrolífero permite a aplicação de até quinhentos milhões de dólares (368,9 milhões de euros), na dívida portuguesa.

Este post do Aventar está a levantar alguma celeuma.

É minha perfeita convicção de que grande parte do que lá está é fumaça, embora tenham existido fósforos a acender pequenos fogos.

Eu tento explicar, com base numa curta rodada de contactos e consulta de materiais de há um par de meses: no Verão, o pessoal das Finanças assentou arraiais em territórios da Educação para encontrar tudo e mais alguma coisa que pudesse ser poupado e cortado à despesa.

Nesse contexto, tudo e mais alguma coisa foi aventado e lembrado. Tudo foi pensado, acho que atá ao número de agrafos. Tudo foi colocado em cima da mesa.

Mas nem tudo será, por enquanto, colocado em prática. O caso das reduções passará por uma nova abordagem do conteúdo da componente não-lectiva mas as reduções não desaparecerão necessariamente. Já aqui se falou disso há meses.

As AEC, pedra angular da Escola a Tempo Inteiro, menina do os olhos de Sócrates, não desaparecerão. Apenas haverá combate feroz pelo seu financiamento que acabará, em alguns casos, por recair nas famílias dos alunos que as pretendam.

O que me parece é que, num momento em que algumas Direcções querem impor a ADD por todos os meios para terem medalhas de mérito das respectivas DRE, há um esforço de intimidação sobre o corpo docente, no sentido de o atemorizar e tornar mais cordato às exigências.

Está em nós a capacidade para relativizar tais ameaças e não entrar em alarmismos.

As coisas não estão nada boas. Mas não adianta fazê-las pior ou colocarmo-nos a jeito para que fiquem.

 

Alexandre Homem Cristo gosta de escrever sobre Educação com alguma regularidade. Com quase tanta regularidade mistura tremendismo com ignorância, mas daquela ignorância douta, muito ensimesmada, dona da sua verdade e incapaz de perceber que nem tudo o que lhe aparece aos olhos como apocalíptico assim o é.

Sobre o relatório das provas de aferição e a eventual opacidade do conhecimento dos resultados pelos encarregados de educação, escreve o seguinte:

I. Os dados relativos a cada escola não são públicos, e são disponibilizados apenas à própria escola. Isto significa que os pais não têm acesso a essa informação, não podendo portanto avaliar e escolher uma escola melhor adequada às necessidades educativas dos seus filhos.

II. Os pais nunca saberão se os professores dos seus filhos seguem as sugestões, até porque não conhecerão os resultados relativos à sua escola num enquadramento nacional, nem da turma dos seus filhos comparada com as restantes do mesmo ano escolar na mesma escola. Os professores não são responsabilizados pelo desempenho escolar dos alunos, razão pela qual é indiferente para a sua avaliação profissional se seguem a sugestão do relatório e mudam a sua estratégia pedagógica.

III. Não havendo informação pública relativa às escolas e aos professores, ninguém é responsabilizável pelos resultados.

Desmontemos as coisas, ultrapassando o histrionismo da escrita crística:

  • I. A informação disponibilizada às escolas em forma de relatório deve (do verbo dever mesmo e poder) passar pelo Conselho Geral onde estão representados os Encarregados de Educação, que podem solicitar a sua publicitação. Muitas escolas colocam online os resultados das provas de aferição, até ao nível individual. Aliás, há mesmo as que as afixam para consulta pública. Alexandre Homem Cristo não sabe, mas dispara(ta)r em direcção aos horizontes visíveis da sua animosa estimação.
  • II. Os pais só não sabem essas informações se as não solicitarem aos directores de turma ou até aos professores de Língua Portuguesa. Como professor de LP e DT, já fiz relatórios detalhados sobre a avaliação dos alunos que ficaram disponíveis e foram entregues aos EE. Não me considerando um ET, considero que não faço uma prática isolada. Como delegado da disciplina de LP faço anualmente relatórios sobre os resultados das provas de aferição que são levados a Conselho Pedagógico. Nesses relatórios é habitual seguirem sugestões sobre o trabalho a desenvolver para melhorar as áreas fracas detectadas. Esses relatórios podem ser consultados pelos elementos do Conselho Geral ou por quem os solicite, pois circulam por todos os professores de LP. Alexandre Homem Cristo não é obrigado a saber isso. Mas pode generalizar acusações sem sustentação que não a sua impressão sobre o assunto.
  • Dos pontos I e II resssalta o disparate evidente do ponto III, a menos que por responsabilização, AHC entenda a necessita de fustigar publicamente os docentes cujas turmas tenham piores resultados.

Por fim, da prosa de AHC ressalta que os encarregados de educação apenas têm o direito de saber o desempenho dos filhos – decorrentes unicamente pelo trabalho dos professores – e não têm quaisquer deveres de acompanhamento dos seus educandos ao longo do período de preparação para as provas de aferição.

É uma forma de ver as coisas.

Vesga, porque parcial, lacunar e com falta de fundamento factual.

E regulamenta aquela resolução 44 do Conselho de Ministros que não era lei, mas funcionou como se fosse. No fundo, é a declaração de que a rede escolar vai minguar para mínimos paralímpicos.

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