Segunda-feira, 15 de Novembro, 2010


Suzanne Vega, Gipsy

O Pântano Do Poceirão

Passou a rede de spam e depositou-se em munha mimosa caixa de entrada…

Fez-me rir com gosto!

… no Prós & Contras com o beneplácito da Fátima Campos Ferreira.

Porteiro de uma escola acusado de tráfico de droga regressa à escola e os pais protestam, Escola de Grijó, Vila Nova de Gaia.
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E isto é a herança da mais longa maioria absoluta da nossa democracia…

Se já em português dizem hoje uma coisa e se desmentem amanhã, o que esperam quando tentam falar línguas técnicas?

As declarações de Teixeira dos Santos ao longo do dia

O ministro das Finanças desdobrou-se hoje em várias entrevistas com orgãos de comunicação internacionais e nacionais, numa tentativa de corrigir e clarificar a sua posição sobre o problema da Irlanda e o de Portugal e as ameaças que pairam sobre as duas economias.

Recomeçou…

Os três telejornais da noite abriram com a notícia incontornável de Teixeira dos Santos ter dado uma entrevista ao Financial Times. Na volta, é apenas isto:

Portugal warns on bail-out risk

Portuguese finance minister Fernando Teixeira dos Santos is not complacent. As the eurozone debt crisis has deepened, he has become increasingly aware of the dangers for his country.

On Monday he warned that in the markets’ eyes the chances of Lisbon turning to the international community for help had risen due to growing perils of contagion through financial markets that fear the eurozone crisis will spread.

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“The risk is high because we are not facing only a national or country problem. It is the problems of Greece, Portugal and Ireland. This is not a problem of only this country,” he said, referring to the possibility that Lisbon will need a financial bail-out.

“This has to do with the eurozone and the stability of the eurozone and that is why contagion in this framework is more likely. It is not because markets consider we have similar situations. They are only similar in what concerns markets, but as I said they are very different.

“Markets look at these economies together because we are all in this together in the eurozone, but probably they could look different if we were not in the eurozone. Suppose we were not in the eurozone, the risk of the contagion could be lower.”

But he insisted Portugal was improving its public finances with the general outline of the country’s budget approved. Lisbon will reduce its deficit target for 2010 to 7.3 per cent from 8.3 per cent forecast earlier in the year, he said. This will fall to 4.6 per cent in 2011 due to tough fiscal tightening measures.

He admitted that Portugal had delayed austerity measures because it was focused on restoring growth. It was not until May that the fiscal tightening needed to rein in the budget deficit and curb debt levels was introduced.

He also stressed that European policymakers need to improve their communication to markets and investors to prevent undermining sentiment and sparking sharp sell-offs.

“Our budget proposals were positively received by the markets, then things were reversed because of the uncertainty around the permanent mechanism for dealing with bail-outs,” he said, referring to the European summit on October 29, when plans for a rescue mechanism to succeed the existing European financial stability facility were outlined in a Franco-German initiative.

The peripheral bond markets fell sharply after the statement at the summit because investors feared they would be hit with haircuts, or losses, on their existing bonds. This was in spite of the fact that policymakers had made clear the existing EFSF rescue mechanism, which does not affect bondholders, would remain in place until 2013.

“We were like the soccer player running to the goal and ready to kick for the goal, and then someone fouls us . . . but this time there was no penalty,” he said.

Não era preciso que o ridículo matasse, apenas que enchesse esta gente de alcatrão e penas.

Isto é gente que ou gosta de viver de cócoras ou está à espera de torrão de açúcar…

Deputados socialistas querem que bancos se autoproponham aumentar taxa de IRC

Um grupo de deputados do PS pretende que os bancos autoproponham um aumento da taxa efectiva de IRC no sector bancário para “colaborarem no esforço colectivo de redução do défice”. Este aumento poderia ser temporário e seria uma espécie de agradecimento activo pelo apoio do Governo à banca nos últimos anos.

E dá jeito e tudo, fica perto da residência e …

Motorista da EPAL indemnizado com valor três vezes superior ao previsto na lei

Admito a minha inveja… com 26 aninhos…

Los niños de cuatro años comprenden la ironía

Los pequeños entienden sobre todo el sarcasmo

A minha tem sete e já o usa com alguma generosidade…

Agradeço esta referência, entre outras, ao Henrique Santos.

Porque acabam por excluir, mais do que incluir. E que regressam, e mais regressarão na próxima semana, em alguns comentários.

Passemos em revista só as mais usuais:

  • Quem não adere às manifestações ou à greve geral é porque está a favor da governação, colocando as coisas num maniqueísmo do ou és dos nossos ou estás contra nós. Isto é o simplismo sectário mais básico que cada vez funciona menos. Há quem diga que não há meio termo nestas coisas. Eu acho que há mais do que meio termo, há um terço de termo, três quartos de termo e por aí adiante. Isto não são trincheiras, com dois exércitos em guerra. Se assim fosse, não percebo quanta inépcia por parte de quem tendo o apoio das massas, vai sempre que pode assinar acordos e procurar a mesa das negociações. é óbvio que a velha irredutibilidade negocial não levava a lado nenhum, mas agora há – nesse caso sim – um oscilar extremo entre agressividade retórica e flexibilidade negocial. Falo no caso dos sindicatos de docentes, claro. Mas poderia generalizar um pouco mais…
  • Quem não adere automaticamente às formas de luta decididas algures é moral e eticamente inferior a quem adere. Este é outro argumento que só revela intolerância e uma dose razoável de hipocrisia. Porquê? Porque a ser levada a sério esta posição, ela é absoluta ou relativa? Como funciona com aqueles que só agora aderem, porque parece bem no retrato ficar no meio da grande multidão e da maioria? E, por outro lado, consideram esse tipo de chantagem “moral” um argumento válido?
  • Uma outra forma de querer forçar a adesão é a da culpabilização de quem tem dúvidas, reservas, outras posições, mesmo se considera justas as reivindicações. É uma táctica que se mistura com as anteriores e que produz efeitos em todos aqueles que são vulneráveis à manipulação emocional. Também não chega a ser um argumento, limita-se a apelar ao mesmo centro culpabilizador a que recorrem as igrejas fundamentalistas, com o seu conceito de pecado (neste caso contra a classe, povo ou outro conceito que os substitua).

Mas há mais e nem sequer falo de coisas mais trauliteiras ou insidiosas, que é usar aspectos da vida pessoal ou profissional para um outro tipo de chantagens mais explícitas e menos envergonhadas, substitutos possíveis para a velha intimidação física.

O que quem usa estas técnicas conhecidas parece não entender é que elas geram ressentimento, mesmo entre gente que a elas cede. É verdade que o que interessa é aumentarem o número dos que aderem e não consegui-lo em virtude de uma verdadeira convicção. O que está em causa é a contagem de espingardas e não a vontade de as manejar ou sequer o seu bom uso.

É por isso que eu defendo uma forma diversa de contestação, mesmo que seja ao nível da greve ou da rua. Mais coesa, mais convicta, mais unida. Em que quem está la, não esteja desconfiado de quando baterá em retirada quem vai ao lado.

Não chega a um exército ser numeroso para vencer. É necessário muito mais do que isso. Quantas vezes, forças aparentemente superiores foram desbaratadas de forma simples, exactamente por serem contingentes de pouca gente verdadeiramente mobilizada, rodeadas por muito mais recrutados à força ou mesmo mercenários de ocasião?

Ricos ganham milhões livres de impostos

Mudanças na tributação propostas no Orçamento para 2011 deixam de fora os principais milionários da Bolsa portuguesa.

Cavaco Silva revelou que tem recebido queixas contra o Ministério da Educação por falta de abertura ao diálogo… com a Sociedade Civil…isto quando inaugurava  dois colégios privados no Parque das Nações e sublinhava a importância do sector privado na educação.

9 de Abril de 2010:

Fenprof satisfeita com resposta do Governo sobre avaliação

Mário Nogueira diz que todas as preocupações foram respondidas positivamente

12 de Novembro de 2010:

FENPROF exige suspensão imediata da avaliação em curso! Escolas não sabem como fazer e ME também não!

Fenprof vai recorrer aos tribunais por “ilegalidades” na avaliação dos docentes

Azulejos de Centro Escolar caem

Pais pagam 100 euros por não haver cantinas

Problemas de espaço na Secundária de Azambuja prejudicam currículo dos alunos

TGV até ao Poceirão custa quase dois pacotes de austeridade

Governo tem anunciado uma despesa inferior a metade

Governo fez 270 nomeações num mês e meio

Desde que anunciou o pacote de medidas de austeridade do PEC III, o Executivo liderado por José Sócrates tem contratado uma média de 45 novos funcionários por semana, para assumirem cargos no Governo e na administração directa e indirecta do Estado.

Desde que foram anunciadas as medidas de austeridade, o Governo já fez 270 nomeações para cargos no Governo e na administração directa e indirecta do Estado. O anúncio do PEC III – que apela à contenção da despesa pública – foi há cerca de mês e meio, o que dá uma média de 180 nomeações/mês, um valor muito superior aos primeiros anos de José Sócrates à frente do País, período em que foram nomeados mensalmente cerca de 100 funcionários.

Apesar de, entre 2005 e 2007, a situação económica não ter sido tão complicada como neste último mês e meio, o Executivo tem feito, em termos proporcionais, mais nomeações desde 29 de Setembro do que no início do seu primeiro mandato. Na altura, 2373 pessoas foram contratadas em 24 meses. Além de ultrapassar a média do seu primeiro Governo, Sócrates fica também à frente dos seus antecessores.

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