Não sei bem… Acho que sim… A leitura deste livro foi aquilo que agora se designa como uma experiência impressiva. Não me lembro bem onde é que o encontrei, se na biblioteca da Gulbenkian da minha vilória, se na da escola, se algures. em casa, sei que não foi, porque o demorei a reencontrar (e comprar).

Só sei que o li por volta dos 15-16 anos e gostei muito, nem sequer eu ainda sabia fazer localizações ideológicas do autor, nem me apercebi logo que a obra já na altura tinha mais de 40 anos.

Mas a citação de abertura, do luso-descendente Spinoza, pode ter algo a ver com isso:

Curavi humas actiones, non ridere, non lugere, neque detestari, sed intelligere, que traduzido deu Interessam-me os actos humanos, não para rir-me deles, nem para deplorá-los, nem sequer para os detestar, mas simplesmente para compreendê-los.

Em tempos o Reitor disse que eu não me conseguia libertar do meu caldo ideológico. Será que esta foi uma das maiores colheradas?

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