A inutilidade das manifestações… organizadas. Ângelo Correia e Medina Carreira falam sobre a inutilidade das manifestações organizadas e ordeiras.
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Sobre o mesmo assunto ler este post e respectivos comentários, do 5dias:

A Greve Geral de dia 24 e as “Manifestações Gerais” de 24 (uma questão, várias questões)

O que tudo isto revela, para além de ser muito útil um debate nesta matéria, é uma disputa sobre a posse da contestação, sobre quem marca os seus termos, segundo que códigos é feita.

Claro que a maior parte dos envolvidos fez a mesma escola de contestação, sendo que o PCP quer mostrar-se mais responsável e o BE mais jovem. Os outros vão a reboque e não têm grande voto nessa matéria. Nem têm grande escola

O que não é discutido e que Medina Carreira e Ângelo Correia abordam é a eficácia da contestação organizada nos termos habituais. Não é que os dois sejam defensores da contestação anárquica mas, com o tempo que viveram e até pelo seu posicionamento político, apresentam alguma lucidez na abordagem de um problema essencial que outros evitam.