Terça-feira, 9 de Novembro, 2010


Lloyd Cole and the Commotions, Mr. Malcontent

me manda oferecer as férias do Natal.

E eu faço.  Aqui:

Olinda, geres isto? (limitado a cinco amarelos)

Vodpod videos no longer available.

Philip Dray – There is Power in a Union, posted with vodpod

 

Pois… vai ser interessante… Mais informações aqui.

Eu acho que… bem… sendo convidado…

Estranhamente – ou nem por isso – não são os disparates, omissões, redundâncias, abusos ou atrasos nas medidas do Ministério da Educação (ou do Governo, em geral). Já estou habituado a este estranho modo de vida que quase se nos cola à pele.

Também deixaram de ser os automatismos pavlovianos da luta profissional, do debitar das cartilhas requentadas, aprendidas outrora e das quais não se querem desapegar. Também por aqui temos território conhecido, já nem desanima, apenas entristece ver os bloqueios.

Nem sequer algumas injustiças de proximidade que sempre surgem, dolorosas,  quando esperamos ter uma zona de conforto que afinal somos mesmo só nos, deixados ao relento.

O que mais desanima é mesmo olhar, certos dias, certas horas, certos momentos, e ver que pouco mudou nas pessoas e muito do que mudou apenas fez ressaltar em grande número as posturas mais defensivas e medrosas que guardavam dentro de si. Continua a predominar a dependência do outro para se informar, continua o medo de agir por convicção, vence a pequena mesquinhez do interesse momentâneo, a inveja perante a oportunidade alheia, o acomodamento ao que está porque pode vir ainda pior. O cataventismo em que se critica hoje o que ontem se defendia.

Se é verdade que uma minoria mudou, não é menos verdade que parte dela pagou caro, muito caro, a ousadia. Em diversos registos. Muitos deram o que tinham em si e o que inventaram para além disso, em busca de alterar algo, para escasso resultado conseguido.

O remanso pantanoso reinstala-se. A coragem só se levanta na conversa ocasional ou na perspectiva de se dissimular na onda geral.

Isto está de novo quase na mesma e podia ter sido diferente. Quase que tudo precisa de um reinício, sendo que aqueles que o já tentaram fazer se olham ao espelho desiludidos e pior ainda quando olham em redor.

Se ninguém faz, alguém deveria fazer. Se alguém faz, não faz bem, ou é porque tem uma agenda oculta, de interesses particulares, quer erguer-se acima dos outros, porventura à custa deles, para algo mais.

O teu lugar não é aqui, dizem.

Mas se for algures, é porque se provam os interesses.

Enquanto isso, o rebanho voltou a distribuir-se pelos redis habituais, prestando-se à apatia ou à acção automática.

Alguns tresmalham. Insistem. Estúpidos. Deviam acinzentar-se de novo. Para que todos se sentissem melhor.

SICN:

  • Ruben de Carvalho e Maria José Nogueira Pinto

RTPN:

  • António Filipe  e Jorge Neto

TVI24:

  • Helena Matos, Villaverde Cabral e Pina Moura

Se exceptuarmos Helena Matos, o resto é o costume, tudo em piloto automático com maior gravidade no caso de Pina Moura, que fala como se tivesse 90 an0s sobre as costas e um qualquer problema adicional impeditivo de falar mais depressa do que uma preguiça adormecida.

… anunciar publicamente um número mágico para limiar do pedido de ajuda ao FMI? Eu penso que foi aquilo que, de um ponto de vista técnico e antropológico-financeiro, se chama uma estupidez  (Bagão Félix é mais educado).

Porque os tais mercados não são surdos e, vai daí, carregam só mais um bocadinho no garrote enquanto a rapaziada cá de casa parece estar num galinheiro em pânico.

… quando incitou, manobrou, infiltrou e recomendou ao PSD que o Orçamento fosse aprovado, caso contrário os mercados (do Bolhão? da Ribeira?) faziam e aconteceriam e a catástrofe estaria aí?

Afinal era tudo a fingir? Não era para levar a sério?

Eu já sabia, mas parece que no PSD acreditaram…

Cavaco Silva: “Não vale a pena perder tempo com aquilo que os mercados estão a fazer”

Cavaco Silva recusou-se hoje a comentar o facto dos juros da divida portuguesa terem hoje chegado perto dos sete por cento, alegando que “não vale a pena perder tempo com aquilo que os mercados, os mercados secundários, estão a fazer”.

O que está para chegar às escolas ainda esta semana. Agora é que vai ser o colapso. Será que se descobrirão pressas demasiado apressadas? Quiçá cardeais, arcebispos e bispos demasiado preocupados em distribuir penitências a destempo e despropósito?

Gastos com Educação desmentem propaganda de José Socrates e do seu Governo

Apesar do baixo nível de escolaridade da população portuguesa, bem expresso no facto dos portugueses com escolaridade mínima (básica) ser 2,5 vezes superior à média da OCDE, o governo continua a desinvestir na educação. Em vez de investir seriamente em educação, “O governo tem procurado branquear a situação a nível das estatísticas por meio da distribuição de milhares de certificados do 9º ano e do 12º ano a adultos”.

  • Clube dos Pensadores:

ADSE

  • Machina Speculatrix:

descalça vai para a fonte

  • Mais Actual:

ADSE: a máscara caiu

  • Triunfo da Razão:

Mudanças na ADSE

Recolha do Livresco.

Educação: município de Cuba rescinde protocolo com Governo

Presidente da autarquia diz que o protocolo é «um mau negócio» devido às insuficientes contrapartidas financeiras.

… ao complicarem mais o que já antes levantava problemas. A minha experiência directa não é a que resulta dos dados globais, pois a Expressão Escrita é a área mais fraca dos meus alunos, mas o fraco desempenho no Conhecimento Explícito da Língua é facilmente explicável: é a área da Língua Portuguesa que implica maior estudo, alguma disciplina da organização desse mesmo estudo e alguma capacidade de abstracção: logo… com as recomendações actuais de aprender a brincar e em econtexto, as coisas nem sempre correm muito bem.

Porque a boa e velha gramática tem coisas semelhantes à tabuada. Não chega pintar os números e os bonequinhos ou as letras.

Alunos do 6.º ano “aquém do desejável” no Conhecimento Explícito da Língua

Quatro em cada dez alunos do 6.º ano não foram além de duas respostas totalmente correctas em nove no domínio do “Conhecimento Explícito da Língua” na Prova de Aferição, o que fica “aquém do desejável”.

Se7en

Diário do Minho, 9 de Novembro de 2010

… do que os expertos que por vezes aqui comentam a chamar-me sapateiro (não sabendo que era profissão de parte da minha família paterna) e que um reles professorzeco de História nada percebe de Leis.

Juízes insistem que cortes salariais violam Constituição

Os cortes salariais para os trabalhadores da Administração Pública, em geral, são inconstitucionais e os juízes, em particular, estão a ser alvo de uma “discriminação negativa”.

Esta certeza da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) foi ontem, segunda-feira, transmitida aos deputados da comissão de Orçamento e Finanças pelo presidente da organização, António Martins.

Na opinião deste juiz desembargador, está em causa o corte previsto na proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2011, por se tratar “de uma norma definitiva com consequências para toda a vida no rendimento de 450 mil funcionários públicos”, juízes incluídos.

Nada contra o ensino privado-privado ou aquele que complementando o serviço público, oferece onde este falha, devendo por isso ser subsidiado.

Já me espanta que exista ensino privado com contratos de parceria em zonas onde a oferta pública é evidente ou então que se financie grupos privados quando se corta a eito na rede pública para conter gastos.

Por isso acho estranha esta argumentação:

Estatizar a Educação

O Governo aproveitou a crise para estender o socialismo à Educação.

Se há algo que entre nós é demasiado ténue é a fronteira entre sector público e um certo sector privado que só sobrevive quando encostado ao Estado.

O Projecto Legislativo sobre a ADSE

Igreja pede resistência ao acordo no Orçamento

Em posição dura, os bispos mostram-se preocupados com a “falta de verdade nos centros de decisão da gestão pública” e pedem aos portugueses que não pactuem com os “consensos políticos mínimos”.

Até que enfim que alguém faz um discurso articulado do que já foi – ou deveria ter sido – alguma Esquerda menos estereotipada…

E alguém que não embarque no bicho-papão do FMI…

Público, 9 de Novembro de 2010

Deve ser dia gordo para jugulares, corporativos, blasfemos, insurgentes, câncios, vitais e outros liberais.

Página seguinte »